Montagem de Sonho de uma noite de verão comemora chegada da estação do amor

01/12/2011 09:49

 

“Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si; são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado”.

Assim, celebrando o sonho e a imaginação, William Shakespeare inicia Sonho de uma noite de verão. Para os formandos do Curso de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina, a possibilidade de estrear ao ar livre, a peça do dramaturgo inglês mais assistida e apreciada de todos os tempos é também a realização de um grande sonho pessoal e profissional. Nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, sempre às 19h30min, 33  alunos e profissionais de teatro levarão ao Bosque do Planetário da UFSC, a montagem dessa comédia onírica de elfos, fadas, artesãos e nobres como uma celebração ao amor e à arte e à chegada do verão.

Com entrada franca e aberta a todo público da UFSC e da comunidade externa, a peça aposta em uma montagem pouco comum para teatro de rua itinerante, privilegiando o público infantil e adolescente, explica Vera Lucia Ferreira, que faz o divertido elfo Puck. Fruto da iniciativa de cinco formados que fizeram dessa montagem o objeto de seu trabalho de conclusão de curso, Sonho de uma noite de verão é a segunda grande produção da primeira turma do Curso de Artes Cênicas. (A primeira, estreada em meados deste ano, foi Setembro, que aborda as consequências do ataque às Torres Gêmeas na instauração de uma nova ordem biopolítica de opressão). Por isso, assume o peso de um ritual de formatura, diz o integrante Rodrigo Carrazoni (que faz os personagens Píramo e Novelo)

No elenco, atuam 25 atores, a maioria deles alunos de Artes Cênicas, alguns atores profissionais convidados e um coral de oito crianças alunas do Curso de Violão de Itaguaçu, da professora Patrícia Rodovalho. Essa montagem ao ar livre recebeu apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e da Eletrosul. Quem entrar no Planetário pelo acesso da Elase, no Pantanal, poderá avistar o palco sobre o Bosque e sob o céu estrelado, bem ao modo de Shakespeare no século XVII.

Os alunos estão convidando o público calorosamente, com folhetos imaginativos e sedutores. Além de Carrazoni (responsável pela preparação dos personagens humanos). e Vera Lúcia (responsável pela adaptação do texto), integram o grupo de diretores os formandos (adaptação), Janine Fritzen (maquiagem), Maria Luiza Iuaquim Leite (direção de arte e produção); Elise Schmitausen Schmiegelow (preparação dos personagens fantásticos). Durante mais de um ano eles trabalharam na montagem, dirigida por Márcio Cabral também aluno de Artes Cênicas, mas já com experiência profissional.

Sonhos, brincadeiras, intrigas, atrapalhação, poções mágicas que apaixonam o coração errado, e finalmente, entendimentos amorosos. Sonho de uma Noite de Verão é uma comédia de amor que conta a história de quatro casais enamorados e a deliciosa confusão de sentimentos e conflitos gerados na busca do amor que faz parte da vida.

Na abordagem estética, o Grupo do Sonho, que se formou em torno da montagem, valorizou a reflexão shakespeariana sobre o universo do imaginário, mostrando como os seres mágicos participam na realização de sonhos, e como o sonhador burla os obstáculos que lhe são impostos. O belo e o fantástico; o sonho e a realidade são os inspiradores, enfatiza Carrazoni. Como disse Shakespeare: “… nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso…”

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TEXTO E DIVULGAÇÃO:

Raquel Wandelli,

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PROJETO MUSEU EM CURSO: Museu do século XXI não é para turista, mas para comunidade

01/12/2011 09:37

Museu não é mais "lugar de pó e velharia"


É preciso abandonar tudo que guardamos no imaginário sobre os museus para poder compreender qual é sua missão no Século XXI. Essa velha instituição que remontaa Idade Média chegou ao Terceiro Milênio completamente transformada: não é mais lugar de pó e velharia, não é mais uma redoma de vidro onde se isola o patrimônio etnográfico da cultura que lhe deu origem e não é mais lugar apenas para ver. “O museu contemporâneo está mudando sua identidade e revolucionando nossas concepções sobre patrimônio”, afirmou o antropólogo e museólogo italiano VicenzoPadiglione, que na tarde de segunda (28) falou sobre patrimônio cultural nas comunidades aos participantes da última conferênciado Projeto Museu em Curso, no auditório do Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral.

As mudanças anunciadas pelo professor da SapienzaUniversitàdi Roma reservam ainda uma quarta novidade: as instituições museológicas não devem ser mais concebidas, projetadas e administradas para agradar turistas, preferencialmente, mas devem estar voltadas para a comunidade em torno. Em suma, tudo o que acreditávamos definir um museu como um depósito de coisas antigas que merecem ser conservadas é precisamente o que ele não é mais. Mas então o que é o museu para essas novas correntes antropológicas que norteiam o trabalho atual do Museu da UFSC?

O professor Padiglioni resume a resposta a essa questão em quatro pontos: uma instituição que está ligada ao tempo presente e não mais ao passado;que promove a identidade essencialmente impura e plural das culturas; que convida o visitante não apenas a ver, mas a refletir sobre seus próprios hábitos de vida e, por último, que compreende os objetos museais a partir do seu vínculo estreito com acomunidade-território de onde se originam, em vez de expô-los como representação fetichizada dessas comunidades. Hoje, as instituições orientadas por essas novas ideias, estão se propondo a repatriar esses objetos, devolvendo-os a suas etnias para que seu uso e significado simbólico sejam restabelecidos ou propondo reflexões críticas sobre a representação que as sociedades ocidentais têm feito desses bens culturais.

Curador de sete pequenos museus, e tendo ocupado o cargo de presidente da Associação Profissional dos Antropólogos de Museus, na Itália, Padiglioni trouxe várias ilustrações de projetos empreendidos por ele que colocam em prática a nova filosofia. Mostrou como exemplo uma grande foto dos habitantes da comunidade no centro de uma província a 130 km de Roma, posando ao lado de seus marcos naturais e urbanos mais importantes. Reeditada depois de 15 anos, a foto afixada no museu local, teve um impacto muito forte na comunidade, ajudando a reavivar a instituição e fazendo-a percebê-la como lugar de preservação da memória contemporânea.

Outro exemplo que ilustrou com imagens, foi o da reconstituição, do quarto de pessoas idosas, incluindo objetos, vestuário, mobiliário e cenas que revelam hábitos e modos de viver. Não podemos mais pensar no museu como lugar empoeirado ou cemitério de velharia, tampouco que seja feito para turistas. “Isso foi um erro do passado: o museu é para os moradores do lugar”. Agora se pensa e se projeta museus para o desenvolvimento da sociedade local, para a promoção da economia, da cultura, para criar lugar de socialização e não para mostrar aos turistas as provas da cultura local, argumenta. O museu também se torna um lugar chave das políticas culturais que exigem um posicionamento político e impossibilitam a neutralidade, acentua o teórico. Sua ênfase não é mais visual, mas reflexiva: o crescente sucesso dos museus mostra que é preciso refletir sobre a sua própria ação de construir e desconstruir patrimônios, elegendo-os ou não como preserváveis e ainda desconstruir noções como tradição, memória, patrimônio e história.

Texto: Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC

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Historiadores do mundo discutem cidades fortificadas

28/11/2011 18:40

Começa na terça (29/11), e vai até 1º de dezembro, o “7º Seminário de Cidades Fortificadas” e o “2º Encontro Técnico de Gestores de Fortificações”, que ocorrem simultaneamente em Bertioga (São Paulo). O evento reunirá historiadores, museólogs, estudiosos e palestrantes do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina), Uruguai, Portugal, Bélgica e Holanda. Além das palestras, estão previstas duas tardes dedicadas a visitas técnicas às principais fortificações da Baixada Santista. Pela UFSC, participam Roberto Tonera, coodenador do Projeto Fortalezas Multimídia e Joi Cletison, coordenador do Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, da SeCArte, ambos membros do comitê técnico do evento.

O objetivo, segundo Cletison, é compartilhar práticas criativas e bem-sucedidas de gestão visando-se estabelecer intercâmbios e parcerias que ajudem a melhorar e modernizar a preservação desse patrimônio. No encontro, os gestores dos fortes apresentarão um panorama das ações desenvolvidas nas fortificações sob sua administração. Os painéis vão possibilitar uma troca de experiências no que diz respeito às questões que desafiam hoje todos os gestores: auto-sustentabilidade; parcerias e projetos; captação de recursos; corpo técnico; manutenção e conservação de edifícios e acervos; pesquisa e documentação; divulgação e difusão cultural; educação patrimonial; visitação e turismo, acessibilidade; uso adequado dos espaços e promoção de atividades artístico-culturais.

Aberto ao público, o evento ocorre no SESC Bertioga, mas as inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online disponível no website da Prefeitura Municipal: http://www.bertioga.sp.gov.br/formulario_seminario.php. O “7º Seminário de Cidades Fortificadas” e o “2º Encontro Técnico de Gestores de Fortificações” são uma realização da Prefeitura Municipal de Bertioga, Universidade Federal de Santa Catarina e Espacio Cultural Al Pie de la Muralla (Uruguai). O site oficial do evento é: http://cidadesfortificadas.ufsc.br/ que contém informações sobre a 7ª edição do Seminário e sobre todas as edições anteriores, inclusive a última que ocorreu na UFSC

 

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Jornalismo na SeCArte

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MUSEU EM CURSO: Antropólogo Padiglione aborda patrimônio cultural

28/11/2011 11:48

Teórico italiano e professor da Sapienza Università di Roma fala às 14h30min, no auditório do Museu Universitário, sobre patrimônio cultural nas comunidades

A décima edição do projeto “Museu em Curso” ocorrerá hoje (28/11), às 14h30, no auditório do Museu Universitário. O antropólogo Vicenzo Padiglione abordará questões relativas ao patrimônio cultural das comunidades. Com a palestra “Museu Comunitário” o teórico dará ênfase à sua experiência na Itália.

O projeto “Museu em Curso” é uma realização da Secretaria de Cultura e Arte e Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral – UFSC, em parceria com a Associação dos Amigos do Museu Universitário. Tem como objetivo promover formação e discussão sobre temas relativos aos museus. A cada mês, é realizada uma palestra voltada para as diversas áreas da teoria e da prática museológica.

Vicenzo Padiglione é  professor associado da  Sapienza Università di Roma. Leciona antropologia cultural, museologia e etnografia da comunicação. É diretor da Revista Antropologia Museale. Concebeu e realizou o Etnomuseo Monti Lepini di Roccagorga, e o Museo del Brigantaggio di Iri  e di Cellere. Entre as inúmeras pesquisas e publicações destacamos as  que refletem sobre os temas da memória, da museologia e da violência, como Storie contese e ragioni culturali.

Serviço:

O quê: Museu em curso, palestra com Vicenzo Padiglione

Quando: 28 de novembro de 2011, às 14h30

Onde: Auditório do Museu Universitário

Quanto: Entrada franca

Informações: 48 3721-8604 ou 9325

E-mail: ufsc.mu.museologia@gmail.com

Serão fornecidos certificados

Oficina ensina a preparar o Natal

25/11/2011 18:13

 

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Participantes da 4ª.Semana Ousada de Artes aprenderam a criar da argila as figuras que compõem o presépio do nascimento de Cristo

Uma das atividades que vêm movimentando a 4ª. Semana Ousada de Artes, promovida pela UFSC e Udesc, é a oficina de presépio popular, que prossegue até esta quinta-feira, dia 24, na Praça da Cidadania. Artistas plásticos, Osmarina e Paulo Vilalva trazem a experiência do ateliê mantido no bairro José Mendes, em Florianópolis, para o campus, mostrando aos alunos o processo de elaboração das pequenas peças de argila que compõem o minipresépio, cuja base é um pedaço de casca de pente de macaco, árvore existente nas matas da Ilha de Santa Catarina.

 

A maioria dos frequentadores da oficina são servidores da UFSC e professores da rede pública, que aprendem a manipular a matéria-prima para fazer miniaturas das figuras sacras do presépio, dos animais, das loucinhas e dos elementos que decoram o cenário ao redor da minúscula manjedoura. “Eles entendem como construir a peça, queimá-la e pintá-la”, informa Osmarina Vilalva. “Depois, ficam sabendo como colar essas peças na estrutura do presépio, que é uma pequena casca de planta”. Completa o conjunto um raminho de árvore arrematado com flores desidratadas.

 

Osmarina, o marido (ambos autodidatas) e o filho Paulo Andrés (que estuda artes plásticas) já expuseram suas peças de cerâmica na Sepex e em outros eventos da UFSC, e a partir de 9 de dezembro montarão um presépio em tamanho natural na frente da Reitoria da instituição. Eles trabalham com arte desde a infância e também criaram conjuntos com temas como a procissão do Senhor dos Passos, o pão-por-deus, o boi de mamão e outras manifestações culturais da Ilha de Santa Catarina.

 

Salete Clara, uma das alunas da oficina, diz que nunca havia manuseado argila, mas garante que aprovou a experiência. “Achava que era muito difícil, mas não é”, assegura. Trabalhando há 23 anos na recepção da secretaria do Centro de Ciências Biológicas (CCB), ela diz estar “adorando” a sua primeira incursão pela arte.

Durante esta semana, na Praça da Cidadania, estão sendo realizadas também as oficinas de escultura em mármore, presépio de grande formato, desenhos para crianças e cerâmica utilitária.

 

Mais informações sobre a Semana Ousada de Artes podem ser buscadas em www.semanaousada.udesc.ufsc.br e pelo telefone (48) 3721-8304.

 

Texto: Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom

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Semana Ousada: O invisível também se deixa fotografar

25/11/2011 18:09


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Não há inquietação maior do que aprender a dúvida, resistir ao senso comum e, mais, fotografar o que não existe. Foi com essa sugestão de objeção e não-resposta que o fotógrafo Danísio Silva com a oficina “Fotografando o In-visível a partir da Realidade?” se propôs a ensinar na 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/Udesc.

“Buscar a dúvida e não a certeza”, Danísio resumiu a oficina dessa maneira. E haja dúvida. Inscreveram-se 41 pessoas para as dez vagas. Fato que surpreendeu o fotógrafo e o fez confirmar o que havia pensado. “As pessoas procuram a dúvida”. Uma oficina que incita observar o que não existe e procura construir a visão particular da realidade de cada participante através da foto. “A oficina é a criação da dúvida através da imagem. Ela só traz dúvida. A dúvida que faz a gente caminhar”, comentou.

Trazer o rompimento do mundo da imagem e questioná-la a partir da realidade e visão de cada um. Os participantes aprenderam a observar o que não é definitivo – o que não existe. Como exercício prático para essa concepção, foram produzidas fotos a partir do conceito da Fotografia Efêmera – foto que existe no exato momento do flash. Em cima de uma mesa foi colocado um incenso aceso, com a sala escura e um jogo de flash, os participantes tiraram fotos da fumaça que era produzida e criaram uma foto única que não poderia ser repetida.

Com a câmera em mãos, os alunos da oficina dançaram conforme o movimento da fumaça, que naquele momento, era a maior representação do invisível. A imagem que muda em relação ao tempo e que existe nos olhos, momento e desequilíbrio da realidade ou não-realidade. Enquanto interagiam com a máquina, o flash e a fumaça, os alunos eram provocados por Danísio, a cada incentivo de “começar a entrar na foto e criar uma relação íntima com a fotografia”.

Perguntado, quase ingenuamente, como era possível observar o invisível, Danísio definiu: “Todo mundo vê, mas não enxerga o invisível.” Prosseguiu ainda, ao decifrar o que muitos chamaram de loucura: “É a loucura, institucionalizada ou não”.

Após a conclusão da oficina nesta sexta-feira, dia 25, será organizada uma exposição com as fotos produzidas pelos participantes no decorrer da Semana Ousada de Artes. A ideia é que alunos do Curso de Filosofia da UFSC participem da exposição para interagir com a concepção de fotografia invisível, com conceitos filosóficos da imagem.

Por Ricardo Pessetti / Bolsista de Jornalismo da Agecom

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Última oportunidade para assistir a peça Oxigênio

25/11/2011 16:59

Elenco da peça em atuação

 

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Produção teatral movimentada e inteligente levanta o público de Florianópolis como fez com o resto do país. Drama-comédia-musical que faz refletir sobre o essencial da vida encerra hoje (25), às 19 e 21 horas, a Semana Ousada de Artes

Com duas apresentações ovacionadas de pé pelo público do Garapuvu na noite de quinta-feira (25), a peça Oxigênio, de Márcio Abreu, repete a dose hoje (25) no encerramento da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC. O que move o fio condutor dessa narrativa que mistura várias linguagens artísticas, como drama, rock ao vivo, drama, comédia, é a pergunta: “O que é o essencial para você?”. Ou, ainda, na metáfora da respiração que o trio eletrizante de atores formado por Patrícia Kamis, Rodrigo Bolzan e Gabriel Schwartz coloca a derivar durante essa provocativa e inovadora narrativa teatral que diverte, emociona, faz pensar, dançar e voltar pra casa com a alma revirada perguntando-se: “O que é o oxigênio para mim?”.

 

Às 19 horas e às 21 horas, no auditório do Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, o espectador tem a última oportunidade de assistir gratuitamente essa peça que está alavancando elogios da crítica e do público em sua turnê pelo país. O texto do russo Ivan Viripaev, inédito no Brasil, em um espetáculo musicado que conta a história de um casal, uma história de amor e um assassinato, ganha vida e contemporaneidade na dramaturgia arrojada de Márcio Abreu indicada pelo coordenador do Curso de Artes Cênicas da UFSC, Fábio Salvatti. Integrantes de uma banda de rock apresentam, em dez composições, não apenas a história de um homem, sua mulher e sua amante, mas também se deixam interpelar sobre temas como a violência, sexo, religião, consumismo e alienação. “É uma produção muito inteligente e atrativa para as pessoas abertas a pensar sobre as questões fundamentais da vida. Por isso a selecionamos para a Semana Ousada”, analisa a secretária de Cultura e Artes da UFSC, Maria de Lourdes Borges, coordenadora do evento.

 

Em uma viagem reflexiva que parte do decálogo das Tábuas dos Dez Mandamentos, a peça vai arrastando pelo caminho textos da cultura clássica, pop e industrial, produzindo entretenimento com conteúdo e experimentação. Assim, humor e erudição, às vezes lirismo e leveza, muitas outras tragédia e densidade se misturam para colocar do avesso as atitudes e hábitos contemporâneos. O resultado é um profundo mergulho na existência: “A  maior reflexão que queremos provocar é sobre o que é essencial para cada um”, diz produtora da companhia Nina Ribas. Produzida pela Companhia Brasileira de Teatro, a obra estreou em dezembro de 2010 em Curitiba e concorre a dois prêmios da revista digital Questão de Crítica: melhor cenografia e melhor diretor. A companhia acaba de voltar de turnê pelo Brasil e está com mais três espetáculos: o premiado Vida, Descartes com lentes e Isso não te interessa, todos na direção da arte e da cultura essenciais.

 

 

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Espetáculo Oxigênio faz pensar o que é essencial na vida

24/11/2011 15:27

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O espetáculo mais aguardado desta quinta e sexta-feira (24 e 25), no encerramento da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC é a peça Oxigênio, de Márcio Abreu, que faz quatro apresentações à noite no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, às 19 e às 21 horas. Marcada pela ousadia estética e a linguagem experimental, a peça enseja uma profunda reflexão sobre as necessidades do indivíduo contemporâneo no texto de um aplaudido dramaturgo e na atuação de dois expressivos atores.

Elenco da peça em atuação

As atividades de teatro, cinema, literatura, música, dança, exposições, mostras e oficinas espraiam-se por todos os dois campi, da manhã até a noite de sexta-feira nos palcos das duas universidades e de mais 16 cidades do Estado. Uma centena de espetáculos gratuitos e abertos ao público durante os três períodos está sendo oferecida gratuitamente à população, graças à união de esforços das duas universidades.  Ainda há vagas para todas as apresentações do Oxigênio, das 19 e das 21 horas na quinta e na sexta. “Para o encerramento dessa overdose de programação artística, a Semana Ousada investe nessa reconhecida produção nacional do teatro, premiada pela crítica e pelos festivais de teatro do País”, convida Maria de Lourdes Borges, secretária de Cultura e Arte da UFSC, que promove a Semana em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidades da UDESC.

Com a encenação de Oxigênio, a companhia brasileira de teatro lança no Brasil a obra de Ivan Viripaev, completamente inédita no país. O trabalho do dramaturgo, nascido na Sibéria, tem forte identificação com o trabalho da companhia. “A musicalidade da palavra expressa no texto, a forma de se colocar diante do público e a revisão do teatro como modo de contato com a plateia são apenas alguns dos elementos que nos conquistaram”, conta o diretor Márcio Abreu. O texto trata de assuntos contemporâneos como violência, terrorismo, racionalidade, consumismo. “Discute tudo isso investigando sobre o que é essencial na existência”, completa.

Na quinta-feira (25) às 17 horas, a atriz Ilse Körting, formanda do curso de Artes Cênicas da UFSC,  se metamorfoseia na figura de um velho para encenar o ensaio aberto O monólogo de Miguel. Dirigido por Gustavo Bieberbach e Ricardo Goulart, o espetáculo será apresentado na sala 402 do Curso de Artes Cênicas, localizadas no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. A narrativa gira em torno de um escritor que ao tentar escrever sobre a ira descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega. Às 20 horas de sexta, nas obras do antigo Centro de Convivência, aproveitando o cenário sinistro, a mesma atriz apresenta Os inomináveis, criação a partir das peças Play e Footfalls, de Samuel Beckett.

Paralelamente, termina na sexta (25), no Auditório da Reitoria, a Mostra de Cinema Argentino, que desde segunda-feira apresenta seis grandes realizações cinematográficas da década de 40 aos anos recentes, mostrando os percursos históricos dessa arte. O projeto 12:30 também está ocorrendo todos os dias, com uma pauta intensa de bandas e músicos e a  TV UFSC está transmitindo uma programação especial em homenagem ao poeta Cruz e Sousa, com a exibição do documentário Cruz e Sousa, a volta de um desterrado, de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting e do filme  Cruz e Sousa o poeta do Desterro, do cineasta Sylvio Back, que será transmitido na quinta (24), às 23 horas.

Fazem parte desse pool de eventos de arte e cultura as cidades de Araranguá, Balneário Camboriú, Calmon, Chapecó, Curitibanos, Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, Ibirama, Matos Costa, Palma Sola, Palmitos, Pinhalzinho e São Bento do Sul.

 

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Raquel Wandelli

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Dentrofora e Oxigênio propõem reflexão sobre homem contemporâneo

23/11/2011 17:45

Dentrofora homenageia Samuel Beckett

As grandes atrações desta quarta, quinta e sexta-feira (23 a 25) da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC são os espetáculos Dentrofora, peça baseada em texto de Samuel Beckett, e Oxigênio, de Márcio Abreu. Ambas fazem parte da programação noturna no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. As duas peças têm em comum a ousadia estética e a linguagem experimental, além de ensejarem uma profunda reflexão sobre as necessidades do indivíduo contemporâneo no texto de dois grandes dramaturgos. O supercircuito de eventos artísticos vai até sexta-feira à noite nos palcos das duas universidades e de mais 16 cidades do Estado, oferecendo uma centena de espetáculos gratuitos e abertos ao público durante os três períodos.

Depois de abrir com a Camerata Florianópolis estreando o grandioso espetáculo “Sinfonia Terra”, concebido pelo maestro Alberto Heller, a programação da Semana Ousada investe em duas reconhecidas produções nacionais do teatro, premiadas pela crítica e pelos festivais de teatro do País. As atividades de teatro, cinema, literatura, música, dança, exposições, mostras e oficinas espraiam-se por todos os dois campi, da manhã até a noite. Ainda há vagas para todos os espetáculos, convida Maria de Lourdes Borges, secretária de Cultura e Arte da UFSC, que promove a Semana em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão Cultura e Comunidades da UDESC.

Dentrofora é uma homenagem a uma das mais famosas obras de Beckett, Dias Felizes. Dirigida por Marcio Abreu, com Patrícia Kamis, Rodrigo Bolzan e Gabriel Schwartz, o Vadeco, responsável também pela música, a trama parte de um crime passional. Um homem, acusado pelo assassinato da própria mulher é condenado, juntamente com sua amante. A partir dessa fábula começa uma discussão, polêmica e poética, sobre dramas de uma geração e o que é o “oxigênio” de cada um. A peça estreou em dezembro de 2010 na sede da companhia brasileira de teatro em Curitiba.

Com a encenação de “Oxigênio”, a companhia brasileira de teatro lança no Brasil a obra de Ivan Viripaev, completamente inédita no país. O trabalho do dramaturgo, nascido na Sibéria, tem forte identificação com o trabalho da companhia. “A musicalidade da palavra expressa no texto, a forma de se colocar diante do público e a revisão do teatro como modo de contato com a plateia são apenas alguns dos elementos que nos conquistaram”, conta o diretor Márcio Abreu. O texto trata de assuntos contemporâneos como violência, terrorismo, racionalidade, consumismo. “Discute tudo isso investigando sobre o que é essencial na existência”, completa.

Oxigênio discute o essencial da vida

Às 19 horas desta quarta acontece também a peça Setembro,no Teatro da UFSC, que busca discutir a experiência humana a partir dos eventos ocorridos em 11 de setembro de 2001, que em 2011 completaram dez anos. “Esses eventos deixaram marcas visíveis no nosso dia a dia e alteraram tanto as relações geopolíticas quanto as relações interpessoais no mundo em que vivemos”, diz o diretor Fábio Salvatti. Realizada pelos formandos do curso de Artes Cênicas da UFSC, Setembro parte do pressuposto de que o teatro pode constituir um fórum poético, sensível e intelectual para a discussão de causas e conseqüências desse acontecimento mais marcante do século XXI.

Na sexta-feira (25) às 20 horas, a atriz Ilse Körting, formanda do curso de Artes Cênicas da UFSC,  se metamorfoseia na figura de um velho para encenar o ensaio aberto O monólogo de Miguel. Dirigido por Gustavo Bieberbach e Ricardo Goulart, o espetáculo será apresentado nas obras do antigo Centro de Convivência, aproveitando o cenário sinistro para fazer atuar um escritor que ao tentar escrever sobre a ira descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega.

Paralelamente, começou no dia 21 e vai até o dia 25, no Auditório da Reitoria, a Mostra de Cinema Argentino, que apresenta seis grandes realizações cinematográficas da década de 40 aos anos recentes, mostrando os percursos históricos dessa arte. O projeto 12:30 também está ocorrendo todos os dias, com uma pauta intensa de bandas e músicos e a  TV UFSC está transmitindo uma programação especial em homenagem ao poeta Cruz e Sousa, com a exibição do documentário Cruz e Sousa, a volta de um desterrado, de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting e do filme  Cruz e Sousa o poeta do Desterro, do cineasta Sylvio Back, que será transmitido no dia 24 de novembro, às 23 horas.

Fazem parte desse poolde eventos de arte e cultura as cidades de Araranguá, Balneário Camboriú, Calmon, Chapecó, Curitibanos, Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, Ibirama, Matos Costa, Palma Sola, Palmitos, Pinhalzinho e São Bento do Sul.

Semana Ousada de Artes Do tango, à guerra e ao poético: os percursos do cinema argentino

21/11/2011 11:20

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Mostra eclética que vai do século passado às produções mais recentes e expressivas do cinema argentino traz oportunidade única de acompanhar os percursos dessa arte na América Latina

A Mostra de Cinema Argentino dá a largada, nesta segunda-feira (21), às 17h30min, no Auditório da Reitoria da UFSC, às atividades da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC, que é fruto da união de esforços dos órgãos gestores de cultura das duas universidades. O evento terá na abertura o pronunciamento da cônsul argentina Mariana Bramano acerca do momento em que vive a produção artística e cinematográfica da América Latina. A mostra paralela vai até o dia 25, reunindo seis dos mais significativos longas-metragens do cinema argentino dos anos 40 ao terceiro milênio, todos seguidos de debates com produtores e especialistas convidados, gratuitos e abertos ao público.

 

Organizado pelo Núcleo Onetti e Curso de Cinema da UFSC, o circuito cinematográfico antecede a abertura oficial da Semana Ousada, que ocorre às 20 horas de segunda-feira, no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, com a apresentação do espetáculo multiartístico “Sinfonia Terra”, da Camerata Florianópolis. Será uma oportunidade única de ver reunidos no mesmo evento realizações ecléticas e fundamentais para perceber os percursos históricos dessa estética cinematográfica, aponta o professor Raúl Antelo, que encerra a mostra na sexta-feira. “As obras selecionadas trazem inquietações culturais, éticas e filosóficas que nos permitem pensar questões importantes como os projetos de nação, de identidade cultural, luta política e de indivíduo”, complementa a diretora do Núcelo, Liliane Reales, uma das organizadora da mostra.

 

A exibição do filme de estreia da mostra, Mercado de abasto (1948), começa às 18h30min e será seguida de um debate com a cônsul argentina, mediado pelo professor Felipe Soares, professor do Curso de Cinema da UFSC. Dirigido por Lucas Demare, o musical relata a disputa de dois homens, Lorenzo Miraglia (Pepe Arias) e Jacinto Medina (Juan José Miguez), um  comerciante e o outro envolvido em atividades clandestinas. Ambos se digladiam pelo amor de Paulina (Tita Merello), feirante empregada em uma banca do Mercado de Abasto, que gosta de Lorenzo, mas se apaixona por Jacinto, em um confronto com a lei e o poder. Tita Merello, cantora de tangos, atuou no primeiro filme sonoro, justamente Tango, de 1933, e interpretou clássicos do gênero, como Filomena Marturano, é uma atriz melodramaticamente notável, segundo Antelo.

 

Na terça-feira (22), às 18 horas, o Grupo de estudos Onetti exibe outro filme marcante na estética cinematografia latino-americana:Luz de invierno (2005), dirigido por Alejandro Arroz. Um dos cineastas mais aclamados da atualidade, Arroz inspira-se nos contos de Carlos Hugo Aparício para compor três histórias independentes. Os personagens compartilham uma situação social similar nos assentamentos periféricos da cidade de Salta, além de um mesmo olhar sobre a vida e o valor do êxito na sociedade latino-americana de fim de século. O jornalista e crítico de arte Rubens da Cunha começa o debate às 19h45min.

 

A mostra prossegue na quarta-feira (23), às 18 horas, com o filme Juan Moreira (1973), dirigido por Leonardo Fávio. Do folhetim a pantomima, do sainete ao cinema, a obra narra a transformação do gaucho bueno, que depois de passar por diversas humilhações em mãos da policia e dos governantes se transforma em gaucho matrero e ícone popular. O filme será debatido com o público por Valdir Olivo Junior.

 

Histórias mínimas (2002), dirigido por Carlos Sorín, outro expoente de uma espécie de novo realismo no cinema, brinda os espectadores na sessão de quinta-feira (24), às 17h30min, com uma produção ambientada no gélido e belo cenário da Patagônia que busca os pontos de intersecção cultural nas fronteiras Brasil e Argentina. Entre Fitz Roy e San Julián, dois povoados comunicados por uma ferrovia no passado, hoje reduzido a uma estrada pouco transitada, resiste uma comunidade para a qual a televisão é o único vínculo com o resto do mundo e cujo principal expoente é o Brasil. Nesse cenário se articulam fragmentos das histórias de três personagens, em diferentes estágios de sua vida, que partem de Fitz Roy para San Julian com objetivos diversos.

 

A programação de quinta continua às 19 horas, com a exibição de Iluminados por el fuego (2005), do igualmente celebrado cineasta Tristán Bauer. Inspirado no livro homônimo de um ex-combatente da Guerra das Malvinas, conta a história de um jovem de 18 anos enviado às Ilhas Malvinas para se enfileirar na luta contra um dos exércitos mais poderosos do mundo. Os dois filmes serão debatidos a partir das 20h30min por Mariana Stasi e Byron Velez.

 

Detrás del sol, más cielo (Atrás sol, mais céu, 2007), marcante produção do cineasta Gastón Gularte, encerra a mostra na sexta-feira (25) com debate conduzido pelo professor de literatura da UFSC Raúl Antelo. A narrativa se desdobra em torno de Antonio, um jovem pobre de 17 anos que vive com sua mãe, trabalhadora na plantação de erva mate na província de Missiones, na tríplice fronteira, ou seja, no lado de lá da fronteira catarinense. O grande sonho de Antonio é viajar para o Paraguai para reencontrar-se com seu pai, pois está convencido de que somente isso mudará o seu destino. “Esse filme dialoga com toda uma tradição poética e literária (Madariaga, Juan L. Ortiz, Horácio Quieroga) de representar a região, discutir o conceito de região e evocar a filmografia que toma como eixo o rio Paraná”, comenta Antelo, acrescentando que o inscreveria naquilo que o crítico Edgardo Gutierrez, em seu livro Cinema e percepção do real chama cinema poético.

 

MOSTRA DE CINEMA ARGENTINO

Data: 21 a 25 de novembro, segunda-feira a sexta-feira, a partir das 18h

Local: Auditório da Reitoria – UFSC

Segunda (21/11):

17:30: Abertura com a cônsul argentina Mariana Bramano.

18: 30: Exibição do filme Mercado de abasto (1995) dirigida por Lucas Demare.

20:00 Debatedor: Prof. Dr. Felipe Soares

Terça (22/11):

18:00 Exibição do filme Luz de invierno (2005) dirigida por Alejandro Arroz.

19:45 Debatedor: Rubens da Cunha

Quarta (23/11):

18:00 Exibição do filme Juan Moreira (1973) dirigida por Leonardo Fávio.

19:45 Debatedor: Valdir Olivo Junior

Quinta (24/11)

17:30 Exibição do filme Histórias mínimas (2002) dirigida por Carlos Sorín.

19:00 Exibição do filme Iluminados por el fuego (2005) dirigida por Tristán Bauer.

20:30 Debatedores: Mariana Stasi e Byron Velez

Sexta (25/11):

18:00 Exibição do filme Detrás del sol, más cielo (2007) dirigida por Gastón Gularte.

Encerramento: Prof. Dr. Raúl Antelo

 

Organização: Núcleo Onetti e Curso de Cinema – CCE – UFSC

 

Texto e divulgação:

Raquel Wandelli

Jornalista da UFSC na SeCArte

raquelwandelli@yahoo.com.br

Informações: 37218304

 

ousadaufscudesc@reitoria. ufsc.br

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