Café Philo discute relações entre poder e sociedade

13/04/2012 11:54

Os estudos do historiador francês Marc Bloch sobre as relações entre poder, psicologia coletiva e crenças na sociedade contemporânea são o foco do segundo Café Philo de 2012. O professor do Curso de História da UFSC, Rogério Luiz de Souza, será o palestrante da 37ª edição do projeto. A palestra, seguida de debate, acontece nesta quarta feira, 18 de abril, às 19h na sede da Aliança Francesa.

Gratuito e aberto ao público, o projeto Café Philo ocorre a partir deste ano, quinzenalmente às quartas-feiras, sempre com a apresentação de um intelectual da atualidade abordando obras de pensadores franceses clássicos ou contemporâneos. “O objetivo é reunir a comunidade para discutir temas que tocam a experiência de viver juntos em uma mesma cidade”, explica o idealizador do evento, Pedro de Souza, professor da Pós-Graduação em Literatura da UFSC, que coordena o evento ao lado do professor Rogério Luiz de Souza. Os temas podem ser de ordem filosófica, política, religiosa, literária, entre outros.

 

O historiador

 

Marc Bloch notabilizou-se como um dos fundadores da Escola dos Annales. É considerado o maior medievalista contemporâneo e um dos maiores historiadores do século XX. Seus trabalhos e pesquisas reformularam os paradigmas nos estudos sobre o feudalismo. Foi responsável por importantes inovações no pensamento histórico, estimulando reflexões sobre a relação entre homem, sociedade e tempo na construção da História. “História é a ciência dos homens no transcurso tempo”, cunhou o autor.

Entre suas principais obras estão: La société féodale (1939); e Les rois thaumaturges: Étude sur le caractère surnaturel attribué à la puissance royale particulièrement en France et en Angleterre (1924) – traduzido para o português sob o título Os reis taumaturgos.(1993). Sua última obra, L’étrange défaite (Derrota Estranha, 1946), traz uma avaliação da derrota francesa na invasão alemã de 1940. Na fase final da vida, escreveu Apologia da História, obra que deixou inacabada ao morrer, em 16 de junho de 1944, fuzilado por agentes da Gestapo.

Nas próximas edições do Café Philo estão previstas conferências sobre Pierre Bourdieu e o sistema escolar, Foucault, Emmanuel Levinas e Henri Bergson . Em edições anteriores foram discutidas as ideias de autores como Foucault, Paul Ricoeur, Blanchot, Rousseau, Deleuze, Felix Guattari, Albert Camus, Derrida, entre outros. O ciclo é realizado em parceria entre a UFSC e a Aliança Francesa, organizado pelos professores Pedro de Souza (Literatura e Linguística) e Rogério Luiz de Souza (História), com apoio na divulgação da Secretaria de Cultura e Arte.

 

SERVIÇO:

O que: 37º Café Phillo

Quando: 18 de abril, às 19h

Onde: Sede da Aliança Francesa, Rua Visconde de Ouro Preto, 282 – Centro – Florianópolis/SC

Quanto: Gratuito, aberto ao público.

 

Próximas edições do Café Philo:

02 de maio – palestrante Norberto Dallabrida, sociólogo – tema: Pierre Bourdieu e o sistema escolar

16 de maio – palestrante Kléber Prado Filho – tema: Foucault

30 de maio – palestrante Wladimir Antônio da Costa Garcia – tema: Emmanuel Levinas

13 de junho – palestrante Marcos Montysuma – tema: Henri Bergson e a questão da memória

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Jornalismo da SeCArte/UFSC

3721-8729 / passaportecultural2@gmail.com

 

Informações para mídia:

99110524 e 37218729

www.secarte.ufsc.br

 

Informações para o público:

Pedro de Souza

tucosanda@gmail.com

DIA DA DANÇA VIROU SEMANA DA DANÇA NA UFSC!

12/04/2012 10:01

Em alusão ao Dia da Dança, comemorado em 29 de abril por todos os países, a UFSC decidiu promover não mais um dia dedicado a essa arte, mas uma semana inteira. De 22 a 29 de abril o campus universitário será palco de mostras, performances, palestras com dançarinos internacionais sobre a história da dança, mesas redondas, exposições de videodança e oficinas gratuitas. A semana vai oferecer um mosaico de todos os tipos e ritmos de dança, do clássico ao contemporâneo, do étnico ao experimental.

A primeira edição do evento ocorreu no ano passado, quando a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, em parceria com professores do Curso de Artes Cênicas e Educação Física, convocou uma comissão interdisciplinar para realizar o Dia da Dança na UFSC. A proposta foi tão bem recebida que neste ano a coordenação do evento decidiu ampliar a programação e realizar a Semana de Dança na UFSC, conta a secretária Maria de Lourdes Borges.
Promovido anualmente pelo Conselho Internacional da Dança (CID), o Dia Internacional da Dança  foi criado em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A data é uma homenagem ao nascimento do bailarino e mestre francês Jean-Georges Noverre (1727 – 1810), responsável pela introdução de novos paradigmas de criação coreográfica.
As inscrições para apresentações artísticas e proposição de oficinas abriram no dia 29 de março e vão até o dia 13 de abril. São três modalidades: Mostra (no palco do teatro Garapuvu), Performances em dança (em espaços alternativos no campus) e Videodança. Os interessados em atuar como ministrantes devem preencher o formulário de inscrição disponibilizado no site: www.secarte.ufsc.br e enviar por email para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Poderão se inscrever, em todas as categorias, estudantes, artistas e grupos profissionais ou amadores residentes em Santa Catarina.
Para maiores informações, escreva para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com
Janaína Santos janainasantos@reitoria.ufsc.br (Preg – 37218307)
Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / / www.secarte.ufsc.br / 3721-9459 / 9911-0524
Semana da Dança na UFSC: 
Realização: Secretaria de Cultura e Arte (SecArte)
e Comissão organizadora:
prof. Vera Torres/ Educação Fisica – UFSC
prof. Janaina Trasel Martins/ Artes Cênicas – UFSC
prof. Débora Zamariolli/ Artes Cênicas – UFSC
Janaina Santos/ Dançarina e Servidora Tecnico Administrativa – UFSC

FEIRA TERMINA QUARTA COM PÚBLICO DE 20 MIL PESSOAS E 8 MIL LIVROS VENDIDOS

04/04/2012 10:37

Arminda Motta, administradora da Feira

Com a apresentação de Riverão Sussuarana, único e definitivo romance do cineasta Glauber Rocha, a Editora da UFSC encerra nesta quarta-feira (4), na Praça da Cidadania, sua Feira de Livros de volta às aulas. Em 30 dias de funcionamento, o evento registrou uma passagem de pelo menos 20 mil pessoas. Foram comercializados aproximadamente oito mil livros, entre lançamentos da EdUFSC, da Liga das Editoras Universitárias e de outras editoras comerciais. O sucesso das vendas permitirá que a Editora invista em novas publicações, como a reedição da obra de Franklin Cascaes e de um livro inédito no mundo do teórico francês Jacques Derrida.

Esgotado há mais de 30 anos, Riverão coroa uma série de 21 lançamentos de impacto nacional realizados durante o evento. Na quinta (5) pela manhã, enquanto os livros da mostra começarem a ser recolhidos e antes de as tendas da feira começarem a ser desarmadas, a Editora ainda atenderá o público, que poderá adquirir este e outros dos 1.800 títulos integrantes da mostra oferecidos com desconto entre 30 a 70%. O romance de Glauber será vendido na feira antes mesmo de seu lançamento (marcado para 18 de abril, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis) e antes mesmo de chegar ao mercado nacional.

As vendas superaram a da feira anterior, em agosto do ano passado, mas o grande salto, na avaliação do diretor da Editora, Sérgio Medeiros, foi qualitativo. “Conseguimos superar aquela imagem de que feira é um depósito de livros velhos, onde as editoras liquidam seu estoque. Em vez disso, procuramos realizar um evento cultural atrativo, com o lançamento diário de obras especialmente preparadas para a mostra”, salienta ele.  A presença do público também tornou a Feira o principal laboratório de teste da eficácia de capas e de títulos. “A partir das demandas levantadas, podemos atuar com mais cientificidade nas decisões gráficas e nas escolhas editoriais”, destaca Medeiros.

Para provocar essa mudança de conceito, a Editora investiu no marketing da feira, melhorando o espaço de exposição dos livros, a aclimatação do ambiente e os atrativos. Um dos principais incrementos foi a criação de um lounge junto ao pavilhão coberto da feira, com uma sala mobiliada para o público poder assistir apresentações musicais ao vivo e vídeos sobre os lançamentos, além de sentar para folhear os livros.  O lounge ou Tenda dos Autores permitiu que os escritores discursassem, autografassem seus livros e principalmente conversassem com os leitores durante os lançamentos.

Nesse espaço, a Editora realizou, durante quatro semanas seguidas, todas as quartas-feiras a partir das 17 horas, a Tarde de Encontro com Leitores, instituída pela primeira vez no evento. A série de encontros começou com o lançamento de A Gralha azul, da agricultora e professora Leonilda Pereira, no dia de março. Prestigiada por técnicos e professores de diversos departamentos e instituições públicos que atuaram com ela no projeto ambiental e social Gralha Azul, nos anos 90, Leonilda leu alguns poemas ao microfone. Na quarta-feira do dia 14, Rodrigo de Haro sensibilizou o público com a leitura dos poemas de “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas”, intercalada pela apresentação do duo Arirama, em um momento de raro lirismo. No mesmo dia, o professor Alberto Cupani lançou “Filosofia da Tecnologia” na presença de alunos e professores.

Na semana seguinte, Alckmar Santos, autor de Ao que minha vida veio, vencedor do Prêmio Salim Miguel de Romance; Rosvitha Blume e Markus Weininger, autores de Seis décadas de poesia alemã, reuniram uma pequena e persistente confraria de leitores e especialistas da área para discutir sobre literatura em volta da Feira.

Mas o maior público foi registrado no dia 28, quando Silveira de Souza compareceu à Feira para falar sobre Ecos no Porão 2. Incluído na lista do Vestibular da UFSC de 2013, o autor retribuiu a presença dos estudantes de ensino médio e de admiradores como o escritor Amílcar Neves fazendo a leitura dramática de um conto do livro. Durante mais de uma hora dialogou sobre a obra, respondendo perguntas dos alunos de Língua Portuguesa do Curso Incentivo, que compareceram em peso.

À noite do mesmo dia, o jovem filósofo Lincoln Frias formou uma espécie de ágora espontânea na Tenda dos Autores, reunindo a sua volta dezenas de alunos e professores do curso de Filosofia para debater seu polêmico lançamento “A ética do uso e da seleção de embriões”. A próxima feira da Editora da UFSC terá uma nova bateria de lançamentos e já tem data marcada: volta às aulas em agosto.

 

Preços de livros na Feira (podem ser adquiridos até quinta-feira, 5 de abril pela manhã):

Riverão Sussuarana, romance de Glauber Rocha (De R$ 39,00 por 28,00)

Poemas, de Rodrigo de Haro, com os volumes “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas” (de R$ 58,00 por R$ 40,00)

Homo Academicus, de Pierre Bourdieu (de R$ 56,00 por R$ 40,00);

O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz (de R$ 31,00 por R$ 16,00);

Ecos no Porão II, coletânea de contos Silveira de Souza (relacionado na lista do Vestibular 2013 da UFSC) (R$ 15,00);

Filosofia da Tecnologia, de Alberto Cupani (de R$ 34,00 por R$ 17,00);

Gralha azul; nas asas da esperança, poemas de Leonilda Antunes Pereira (de R$ 12,00 por R$ 5,00)

Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel (de R$ 29,00 por R$ 15,00);

Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho (de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Bioética, do filósofo José Heck (Série Ethica de R$ 26,00 por R$ 13,00);

A ética do uso e da seleção de embriõesLincoln Frias (Série Ethica, de R$ 36,00)

 

Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto; (de R$ 29,00 por R$ 15,00)

Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos – Antônio Pedro (de R$ 22,00 por R$ 11,00)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Raquel Wandelli

Assessora de Comunicação da SeCArte

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Pensamento de Durkheim abre Café Philo deste ano

03/04/2012 13:57

As concepções do sociólogo, antropólogo e filósofo Émile Durkheim sobre o direito internacional no entre guerras são o tema da conferência da primeira edição de 2012 do Café Phillo. O professor do curso de direito Arno Dal Ri Júnior é o convidado da 35ª edição do projeto para falar sobre as ideias do pensador francês, conhecido pela obra O suicídio (1897) e pela estruturação das chamadas Ciências Humanas. A palestra, seguida de debate, acontece nesta quinta feira, 4 de abril, na sede da Aliança Francesa.

 

Gratuito e aberto ao público, o projeto Café Phillo ocorre na primeira quinta feira de cada mês, trazendo sempre um intelectual da atualidade para abordar obras de pensadores franceses clássicos ou contemporâneos. Em edições anteriores foram discutidas as ideias de autores como Foucault, Paul Ricoeur, Blanchot, Rousseau, Deleuze, Albert Camus, Derrida, entre outros. O ciclo é realizado em parceria entre a UFSC e a Aliança Francesa, organizado pelos professores Pedro de Souza (Literatura e Linguística) e Rogério Luiz de Souza (História), com apoio na divulgação da Secretaria de Cultura e Arte.

 

O pensador


Émile Durkheim é um dos pais da sociologia moderna e um dos fundadores da escola francesa. Considerado um dos melhores teóricos do conceito da coesão social, baseou seus estudos na afirmação de que “fatos sociais devem ser tratados como coisas”. Em sua obra concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos a sociedade como um todo integrado, que funciona de modo semelhante ao de um organismo biológico, onde opera o normal e o patológico. Por tentar estender ao estudo das humanidades a mesma cientificidade das ciências naturais, foi criticado por empreender uma visão funcionalista e acrítica sobre a história e sobre a sociedade. Entre suas principais obras estão: Da divisão do trabalho social (1893); As regras do método sociológico (1895) e As formas elementares de vida religiosa (1912).

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Jornalismo da SeCArte/UFSC

3721-8729 / passaportecultural2@gmail.com

Raquel Wandelli

Coordenadora de Comunicação Social da SeCArte/UFSC

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99110524 e 37218729

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SERVIÇO:

O que: 35º Café Phillo

Quando: 4 de abril, às 19h

Onde: Sede da Aliança Francesa, Rua Visconde de Ouro Preto, 282 – Centro – Florianópolis/SC

Quanto: Gratuito, aberto ao público.

Romance esgotado de Glauber Rocha encerra Feira de Livros da UFSC

03/04/2012 09:41

No ano em que o Brasil comemora 30 anos da morte de Glauber Rocha, a obra literária do cineasta, intelectual e escritor ganha uma nova edição, publicada pela Editora da UFSC em parceria com o Instituto Itaú Cultural. Riverão Sussuarana, o grande e único romance do cineasta tropicalista, esgotado há mais de três décadas, chega da gráfica nesta terça-feira (3 de abril) diretamente para a Feira de Livros da Editora da UFSC, que encerra na quarta-feira. O lançamento em Florianópolis ocorrerá no dia 18 de abril, às 19h, na Fundação Cultural Badesc, junto com a divulgação do resultado do Concurso Rogério Sganzerla de Roteiros (Cinema e Dramaturgia), promovido pela Secretaria de Cultura e Arte e Editora da UFSC em 2011.

Muito aguardada pelo mercado editorial brasileiro e pelos admiradores do artista, Riverão Sussuarana chega encerrando uma série de 21 lançamentos de impacto nacional. O livro será apresentado e comercializado (com desconto) primeiramente para o público de Santa Catarina, depois para o resto do Brasil, em lançamento em São Paulo, na sede do Itaú Cultural, em data ainda não confirmada. Depois de dois anos de negociação com a família do cineasta, Riverão será publicado com duas capas sobrepostas: a original, elaborada pela viúva Paula Gaettan, na publicação da Record de 1978, e outra sobreposta, da artista gráfica catarinense Lúcia Iaczinski, na versão atualizada.

Em Florianópolis, o lançamento de Riverão Sussuarana será aproveitado para discutir o impacto estético e cultural desse romance, considerado um dos textos mais inventivos e controversos da literatura brasileira pós-moderna. Com o objetivo de marcar o resgate dessa dívida com o Glauber romancista, a Editora da UFSC organizou uma mesa-redonda para analisar a importância da obra: os especialistas Dirce Waltrick do Amarante (do Curso de Artes Cênicas) e Jair Fonseca (do Curso de Cinema da UFSC) vão explanar sobre as relações do cinema e da literatura de Glauber com James Joyce e Guimarães Rosa.

No romance, Glauber reinventa a língua portuguesa, criando novos vocabulários e nova sintaxe, a fim de pôr em ação a onça ou jaguar. Admirado e temido pelas culturas ameríndias, o animal, passeia majestoso pela história e pela ficção, propondo uma nova visão da cultura do continente americano. Riverão… dialoga com a obra dos dois escritores, fazendo uma releitura da onça mítica, até hoje conhecida em todo o continente, do México à Argentina.

Com a publicação, a Editora da UFSC leva adiante o projeto de divulgação do que a arte brasileira fez de melhor e mais radical no século XX. Dentro do mesmo projeto lançou, já em parceria com o Itaú Cutural em 2010, dois volumes com os ensaios críticos do cineasta e ensaísta catarinense Rogério Sganzerla, reunidos em torno da publicação Edifício Rogério. “Agora estamos debruçados sobre a herança literária de Glauber Rocha, outro gênio que mudou para sempre a face da cultura nacional”, anuncia o editor Sérgio Medeiros.

 

SERVIÇO:

Riverão Sussuarana, Glauber Rocha

Editora da UFSC

Lançamento: 18 de abril, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc, Centro de Florianópolis

 

Venda na Feira de Livros da Editora da UFSC – 3 e 4 de abril

Praça da Cidadania da UFSC

De R$ 39,00, por R$ 28,00 – com desconto de 30% (somente na Feira)

 

Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

Contatos: (48) 99110524 – 37219459

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�� i ���¥a e Arte da UFSC / PRAE / DAC

 

Produção e Realização Cia. Teatro L.A. CHAMA & APATOTADOTEATRO

 

Mais informações:
Apatotadoteatro
www.apatotadoteatro.blogspot.com
Cia. Teatro L.A. CHAMA
www.teatrolachama.blogspot.com

 

 

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Assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

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Teatro latino parte no trem para a memória

03/04/2012 09:39

Uma viúva que poderia ter sido a assassina de seu esposo. Um vagabundo demente, convencido de ser um anarquista, que tem a missão de fazer voar um trem onde viaja ninguém menos que Adolf Hitler. Com esse enredo, baseado em Canción de cuna para un anarquista, do dramaturgo chileno Jorge Díaz, as companhias Apatotadoteatro e Cia. Teatro L.A. CHAMA estão fazendo quatro apresentações do espetáculo “… In Memoriam”,  no Festival de Teatro de Curitiba. O grupo se apresenta de 1 a 4 de abril, no auditório Carteiro Osvaldo Teixeira.

No elenco da peça, atuam os alunos da graduação em Artes Cênicas e Letras da UFSC, Vanessa Grande e Tobias Nunes. Dirigida por Carlos Silva e Gustavo Bieberbach, ambos alunos especiais do Programa de Pós-Graduação em Teatro (PPGT) do Centro de Artes (CEART) da Udesc, In Memorian encena uma longa discussão entre dois fantasmas sobre a solidão, os sonhos, o passado, os ideais e as ilusões. O espetáculo, patrocinado pela Secretaria de cultura e Arte da UFSC, será encenado em Florianópolis ainda neste semestre.

A ação se desenvolve na atualidade e num lugar onde a mulher pretende instalar-se após ter sido expulsa da própria casa porque seu esposo dilapidou até o último centavo do casal. Uma vez passado o susto inicial do primeiro contato entre o vagabundo e a mulher, iniciam uma longa conversação que muito revelará sobre o passado de ambos. Porém, toda a problemática pressupostamente vivida pelos personagens parece tão artificiosa e inconsistente quanto possível e verdadeira.

Fundado em 2010, o Grupo Teatro Latino-Americano CHAMA, ou apenas Teatro L.A. CHAMA, é uma entidade dedicada a divulgar, promover, pesquisar, experimentar e encenar o teatro e a cultura do continente. Seus associados são artistas, atualmente vinculados ao curso de Artes Cênicas da UFSC e ao Programa de Pós-Graduação em Teatro da Udesc.

Em frente a frente Argentina, obra teatral que deu origem ao grupo, percorreu vários palcos de Florianópolis e Campo Grande em 2010. Com menos de dez meses de existência, o L.A. CHAMA tem mais quatro peças em processo de montagem, todas dedicadas a autores latino-americanos. Para o segundo semestre 2012, está finalizando a produção de Os pássaros se vão com a morte, do venezuelano Edílio Peña e Ignácio & Maria, da cubana Nara Mansur.

Ficha Técnica:
“…In memoriam”, baseado em Canción de cuna, para un anarquista, de Jorge Díaz.

Elenco: Vanessa Grando e Tobias Nunes.
Projeto Gráfico: Ricardo Goulart.

Assistente de Produção: Carolina Boabaid e Valéria Binatti

Direção: Carlos Silva e Gustavo Bieberbach.
Patrocínio: SECARTE – Secretaria de Cultura e Arte da UFSC / PRAE / DAC

Produção e Realização Cia. Teatro L.A. CHAMA & APATOTADOTEATRO

 

Mais informações:
Apatotadoteatro
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Cia. Teatro L.A. CHAMA
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Revista traça mapa sociocultural da prática da capoeira na Ilha

28/03/2012 10:13

A capoeira é considerada hoje a expressão cultural e política que melhor sintetiza o legado da língua, da tradição, da oralidade e da história da escravidão no Brasil. Os antigos mestres capoeiristas, que são os grandes guardiões deste tesouro histórico, estão desaparecendo. Em Florianópolis, apenas seis sobrevivem hoje do ensino dessa luta-arte, em situação quase de miséria, segundo mostra o novo número da revista Nova cartografia social brasileira – Capoeira da Ilha. O Fascículo 18 da revista será lançado nesta quarta-feira, 28, às 19h, no ginásio de Capoeira do Centro de Desportos da UFSC (bloco 6).

 
O objetivo da Central Catarinense de Capoeira de Angola com a publicação é valorizar a capoeira e incentivar o trabalho desses mestres para que a prática não desapareça. Durante o lançamento, os adeptos à capoeira de Angola farão a Roda de Abertura 2012, também chamada “roda da revolta”, onde os praticantes dão uma demonstração do significado político e histórico dessa arte, que quer ser entendida, sim, como resistência e luta por igualdade de direitos, conforme o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Sociedade Contemporânea, segundo, Fábio Machado Pinto, professor do Centro de Educação da UFSC.
Produzida por alunos e professores de diversos departamentos, a revista é um dos primeiros resultados da Bolsa Cultura, programa de fomento a projetos na área implementado no ano passado pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, que remunerou os bolsistas e pagou a impressão. Quem pratica capoeira em Florianópolis? Quem são os mestres? Como vivem? Como sobrevivem? Qual o sentido histórico da capoeira? Essas questões são respondidas pela revista, que foca no testemunho dos antigos mestres capoeiristas e traz um mapa com a localização das rodas de capoeira e projetos socioculturais. A venda do fascículo, a R$ 5,00, será revertida na compra de materiais necessários para o ensino da prática nas comunidades, como forma de ajudar na sobrevivência desses mestres e preservar a capoeira de Angola em Florianópolis, que tem hoje cerca de 600 praticantes, segundo o professor.
Para essas entidades em torno da preservação da capoeira, o conhecimento é a melhor forma de não deixar que se esvazie seu significado político, religioso e cultural pelas tendências atuais a transformá-la em uma técnica desportiva com interesses meramente comerciais ou para a prática da violência. O projeto Nova cartografia social faz parte de uma parceria da UFSC com a Universidade do Estado do Amazonas. Um novo lançamento será feito no dia 7 de abril, na roda de capoeira do Mercado Público.
Raquel Wandelli
Jornalista na SeCArte (UFSC)
99110524 3 37218729 – raquelwandelli@yahoo.com.br
Mais Informações:
Fábio Pinto (coordenador do Núcleo Educação e Sociedade Contemporânea)
91020461

Feira de Livros da UFSC: Silveira de Souza e Lincoln Frias no Encontro com Leitores desta quarta

27/03/2012 11:59

Dois autores vão participar, nesta quarta-feira (28), da Tarde de Encontro com Autores da Feira de Livros da Editora da UFSC, na Praça da Cidadania. Um deles é o consagrado escritor catarinense Silveira de Souza, autor do livro de contos Ecos no Porão 2, publicado pela Editora da UFSC no ano passado e selecionado para o Vestibular da UFSC 2013. O outro é Lincoln Frias, que virá de Minas Gerais para conversar sobre o livro A ética no uso e na seleção de embriões, vencedor do Grande Prêmio Melhor Tese da UFMG 2011, que discute questões polêmicas na área da Bioética. Ambos terão seus livros lançados na Feira.

 

Lincoln Frias

Os encontros começam às 17 horas, na Tenda dos Autores, junto à Feira, e encerram às 19 horas.A EdUFSC lança a segunda edição da coletânea Ecos no porão, cujas narrativas são ambientadas em Florianópolis. Várias escolas e estudantes de ensino médio estão se movimentando para esse bate-papo com o autor. No mesmo dia, a EdUFSC lança na presença do autor Lincoln Frias o livroA ética no uso e na seleção de embriões. Editado com apoio da Fapemig, o livro traz uma discussão filosófica emergente sobre as questões morais e sociais em torno dos avanços da ciência na área da genética. Vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011, de cuja banca fez parte o diretor da EdUFSC, Sérgio Medeiros, o livro enfoca do ponto de vista filosófico a polêmica sobre o pretenso direito a vida dos embriões que circunda os debates sobre o uso de células-tronco.

 

Além deste livro, a Editora lança Bioética; autopreservação, enigmas e responsabilidade, do filósofo José Heck, outra obra integrante da coleção Ethica, coordenada pelo professor DarleyDall´Agnol. Para o coordenador da edição, a questão dos conflitos éticos trazidos pelos avanços da ciência no uso, por exemplo, das células-troncoé uma das questões contemporâneas mais emergentes que obrigam a sociedade a rediscutir seus estatutos morais.Depois do lançamento de sua obra, Lincoln vai proferir a  palestra: “Os embriões têm direito à vida?”, às 20h30min, na sala 317 do Departamento de Filosofia.

 

SILVEIRA, ENTRE O MUNDINHO E O MUNDÃO

 

Segundo volume de uma série de livros de contos, Ecos no Porão já está à disposição para leitura on-line de acesso gratuito no site da Editora UFSC (www.editora.ufsc.br), que também providenciou uma segunda impressão com três mil exemplares. Silveira de Souza vai autografar a obra e conversar com os leitores no seu relançamento na Praça da Cidadania, Pela EdUFSC Silveira lançou também 28 Aforismos, tradução inédita em língua portuguesa de seleção de pensamentos de Franz Kafka.Com base no interesse demonstrado pelas escolas em participar do evento, a Editora da UFSC acredita que a presença do autor atrairá grande número de vestibulandos e estudantes de ensino médio. Até o final da Feira, no dia 4 de abril, o volume solicitado no Vestibular será vendido com 50% de desconto, a R$ 15,00.

 

Em Ecos no Porão 2, Florianópolis é o cenário para uma legião de homenzinhos bizarros fazendo cooper com calções esdrúxulos, velhinhos trovadores, desempregados, avozinhas, solteironas, aposentados, enfim, habitantes da vizinhança da Ilha onde pulsa um coração decrépito, murchando para a vida, que pode ser acordado de súbito por um pequeno incidente, a fuga de um canário ou uma rajada de vento. Mas Florianópolis não é mero pretexto para o quase octogenário escritor Silveira de Souza descrever o local onde nasceu e viveu. Mais do que isso, a Ilha é o “mundinho” onde se constituem essas “figurinhas ridículas” e apaixonantes do grotesco que vão ganhar dramaticidade e lirismo no segundo volume da antologia de contos de Silveira.

 

Esses habitantes ao mesmo tempo ordinários e excêntricos dos porões da ficção de Silveira, que podem estar no café, na Beira-Mar, na Praça XV, no Calçadão ou em quarto de hotel, carregam um traço em comum: todos experimentam o vazio da existência. Mas ao longo das 137 páginas são surpreendidos no automatismo banal do seu dia a dia urbano por sutis acontecimentos que anunciam possibilidades de conhecerem uma dimensão mais sublime da vida. E o que produz esse acesso ao “mundão”? Uma sinfonia de Bethoven, um sonho ou um pesadelo, uma emoção inesperada, uma cena da memória, um abalroamento de carro, enfim, interferências mais ou menos perceptíveis que alteram o estado de coisas e, como em um poema haikai, sugerem uma revelação.

 

Considerado o melhor da obra de Silveira, o livro reúne três seleções do próprio autor dos livros Canário de assobio (1985), Relatos escolhidos (1988), Contas de vidro (2002) e ainda cinco contos inéditos, entre eles a narrativa metalinguística “Ecos no porão”, que dá nome à obra e traduz uma metáfora de Silveira para as interferências da leitura dos escritores clássicos que inundam seu imaginário desde os dez anos de idade. Com linguagem habilidosa, uma dose do humor e outra da ironia que lhe são características e ainda um olhar lírico para o grotesco, Silveira parece rir-se baixinho ao final de cada um dos 28 contos, onde reside uma possibilidade de descoberta que nunca se entrega sem esforço do leitor.

 

 

SERVIÇO:

 

Ecos no Porão 2

Autor: Silveira de Souza

Editora UFSC

Preço do catálogo: R$ 29,00

e a R$ 15,00 na Feira de Livros da UFSC

 

Ética no uso e na seleção de embriões

Autor: Lincoln Frias

R$ 36,00

 

Lançamentos na Feira – Tardes de autógrafos e conversa com autores

Data: 28 de março, a partir das 17 horas

Local: Tenda dos autores junto à Feira

 

  • Silveira de Souza, autor da coletânea de contosEcos no porão 2,
  • Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de (vencedor do Grande Prêmio Tese do Ano da UFMG 2011)

 

 

Texto: Raquel Wandelli

raquelwandelli@yahoo.com.br

Jornalista – SeCArte – UFSC

Fones: 37218729, 37218910 e 99110524

Quando a ciência abala o código moral

27/03/2012 11:44


 

O avanço das ciências incide de forma avassaladora sobre a conduta humana, afetando e modificando progressivamente valores, crenças e critérios tradicionais que regem as relações dos indivíduos e sociedades. A tal ponto que a Bioética tornou-se uma área estratégica e emergente nesses tempos de manipulação de células tronco que colocam em crise os parâmetros éticos, culturais e religiosos da humanidade. Termos jurídicos como o Pensamento Vital ou Diretrizes antecipadas, que garantem o direito do indivíduo de solicitarpreviamente medidas como a eutanásia,em caso de vida vegetativa,reivindicam mudanças no código penal que respeitem a vontade e autonomia do indivíduo sobre concepções preestabelecidas acerca da vida.

 

No próximo ano, um grande fórum terá lugar em Florianópolis com a realização do X Congresso Brasileiro de Bioética, que será presidido de 24 a 27 de setembro pelo médico e ex-reitor da UFSC Bruno Schlemper. Questões muito controversas, como o direito ao aborto até o três meses de gravidez vão entrar em debate.Adiantando-se a essa temática, a Editora da UFSC lança em sua Feira de Livros a obra Bioética: autopreservação, enigmas eresponsabilidade, do filósofo do direito José Heck, que facilita a discussão ética buscando os pontos de convergência e discordância entre ciência e filosofia ao longo da história, desde Platão e Aristóteles até os dias atuais.

 

Pesquisador de reconhecido fôlego, Heck se diferencia por tratar a Bioética de forma transdisciplinar, bem como inserir a discussão no contexto dos desafios ambientais. Professor do doutorado em Ciências Ambientais da Universidade Federal de Goiás, Heck integrou entre 1978 e 1979 o Departamento de Filosofia da UFSC, logo após defender tese de doutorado na Universidade de Munique sobre “saúde e doença” à luz da filosofia de Platão e da psicanálise freudiana.

 

Nesse estudo, o autor compreende a Bioética dentro de uma visãonão-antropocêntrica do mundo, que abarca os humanos, os animais e a natureza enquanto um conjunto com valor interdependente, que sobrepõe sua existência à revelia da vontade ou mesmo da permanência do homem no planeta. “Nada indica, e muito menos assegura, que o notório ´sersenhor´do animal racional sobre outras criaturas implique um primado da conservação dos humanos sobre o restante do Universo”, escreve o autor, que é também pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Católica de Goiás.

Ao explicitar contrapontos cruciais entre os dogmas cristãos e os princípios filosóficos, em uma rede de disputas que remetem à origem da Modernidade, a obra expõe o aspecto explosivo e complexo da Bioética, muito mais marcada por acirradas polêmicas do que por consensos. Dada a persistência cotidiana dos conflitos morais nas práticas biomédicas, a figura dos profissionais em saúde, ainda cercada de uma aura simbólica sacra, não pode atuar à revelia das diretrizes bioéticas. De modo semelhante, os supostos colapsos da natureza, anunciados pela ciência, estão colocando em xeque consolidadas doutrinas religiosas sobre a supremacia do homem na terra e sobre a origem da vida.

 

O livromostra que o conhecimento da bioética se produz e desenvolve no contexto das descobertas científicas de diversos saberes e repercute as concepções acerca da saúde, da liberdade do indivíduo, da dignidade da pessoa humana e do direito dos humanos à fruição de um meio ambiente sadio. Heck, que defendeu tese de doutorado na Universidade de Munique sobre “saúde e doença” à luz da filosofia de Platão e da psicanálise freudiana, critica os modelos convencionais das disciplinassegmentadas e advoga a multidisciplinaridade dos saberes científicos com os não científicos.

 

Com profundidade científica de um filósofo e a eloquência de um jurista, Heck lança o foco bioético em uma rede de interações multidisciplinares. Nessa nova perspectiva examina, à luz das descobertas científicas e das novas habilidades técnicas, questões cruciais como a dignidade da pessoa, a fragilidade dos seres humanos e a necessária cumplicidade dos variados saberes com as condições de saúde e do direito dos indivíduos à fruição de um meio ambiente sadio.

 

Raquel Wandelli

Jornalista, doutorando em literatura e professora universitária

 

Bioética, autopreservação, enigmas e responsabilidade

Autor filósofo José Heck

Editora da UFSC

Preço na Feira de Livros: de R$ 26,00 por R$ 13,00 (até o dia 4 de abril, na Praça da Cidadania)