Triplica participação no II Festival de Música da UFSC

03/06/2011 11:53

Um total de 120 músicos apresentou suas composições para o II Festival de Música da UFSC até o meio-dia desta sexta (3) quando se encerra o prazo das inscrições. Sem contar as inscrições no período da tarde, o número de participantes já é três vezes maior ao da edição do evento do ano passado e surpreendeu a comissão organizadora da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC. “Esperávamos atrair mais compositores, mas não imaginávamos tanto sucesso”, afirma a secretária Maria de Lourdes Borges. Com esse crescimento muito acima do esperado, a comissão prorrogou a divulgação do resultado de 20 de junho para início de julho, de modo a dar tempo de selecionar as canções que irão ao palco em agosto. Na última atualização deste site, às 15h30min, já eram 126 inscritos.
 
O Festival vai mobilizar o meio musical da Grande Florianópolis com a realização de dois eventos: o lançamento do CD e do DVD da primeira edição, no dia 13 de julho, às 20 horas no Auditório Garapuvu do Centro de Eventos da UFSC, e a mostra dos selecionados para o II Festival, que ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto, das 18 às 22 horas, na Praça da Cidadania do campus universitário. A escolha das 20 composições que integrarão a mostra também foi estendida para o período de 8 a 30 de junho, para que a Comissão de Seleção, integrada por cinco músicos e produtores, consiga concluir o trabalho de avaliação.
 
O nome dos músicos, bandas e composições vencedores será divulgado no site www.secarte.ufsc.br e os músicos premiados receberão troféu e terão suas composições gravadas em CD e DVD com produção profissional. Apenas no último dia previsto para o encerramento inicial das inscrições (31 de maio), 76 músicos apresentaram suas composições na SeCArte. A maior parte é integrante de bandas de Florianópolis e de bairros próximos a UFSC, já que a participação se limita a moradores da Grande Florianópolis e estudantes, professores e servidores técnico-administrativos dos Campi de Florianópolis, Curitibanos, Joinville e Araranguá.
 
“Vamos redimensionar o Festival para o próximo ano considerando esse potencial de crescimento surpreendente e a possibilidade de ampliação para nível estadual”, avalia o coordenador do evento, Marco Valente, que coordena também o Projeto 12:30 do Departamento Artístico-Cultural da UFSC. A secretária acredita que o impacto do Festival mostra um interesse emergente da juventude de Florianópolis pela produção musical. E também aponta que nos dois últimos anos a universidade tornou-se uma referência importante na área, com a realização do projeto 12:30, 12:30 acústico, Madrigal, Coral, Festival de Música e UFSCstoock e que deve desembocar na criação do seu primeiro curso de graduação em música.
 
Primeiro festival de música na UFSC desde a década de 80, o evento iniciará com a apresentação dos grupos selecionados e será encerrado pelo show de duas bandas consagradas de Florianópolis: no dia 27, a banda John Bala Jones (pop) e no dia 28, o Grupo Engenho (rock regional que fez muito sucesso nos anos 70 e 80). Com o intuito de repetir a experiência dos grandes festivais universitários, o evento quer incentivar a pesquisa, a diversidade de estilos e a produção musical com excelência.
 
Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)
Contatos: (48) 99110524 – 37219459
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Exposição celebra o culto ao Espírito Santo

01/06/2011 14:45

 
Junho é mês de celebração do culto ao Divino Espírito Santo, que permanece como a mais marcante herança cultural dos povoadores açorianos para a religiosidade do povo catarinense. Do peditório e das novenas, à coroação do plebeu e aos cortejos, a Festa do Divino Espírito Santo é a expressão mais viva desse misticismo cultural onde o sagrado e o profano se encontram e onde as classes sociais se igualam por pelo menos três dias.  A exposição Culto ao Divino Espírito Santo, que a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC inicia a partir de hoje (1º) até o dia 15 de julho no Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos é uma oportunidade de conhecer todos os aspectos desse ritual coberto de mistérios e simbolismos que liga o litoral catarinense a Açores.
Fotografias, trajes, objetos em cerâmica, indumentárias e alfaias compõem com heterogeneidade de linguagens essa mostra em reverência à Festa do Divino, que para as comunidades açorianas mais tradicionais é um acontecimento religioso tão ou mais importante que o próprio Natal, segundo Cletison, coordenador do Núcleo de Estudos Açorianos e historiador. A exposição reúne indumentárias legítimas que vestem os festeiros durante as celebrações e os cortejos, além das alfaias que cobrem a imagem do Espírito Santo, como coroa, cetro, bandeira, bordões, velas e estandartes utilizadas durante as Festas no Arquipélago dos Açores e em Santa Catarina. Tanto aqui quanto lá, são realizadas no mesmo dia, em comemoração ao Petencostes (cinqüenta dias após a ressurreição) que este ano cai em 12 de junho.
Um grande diferencial é a exposição do Cortejo do Divino em cerâmica figurativa que reproduzem os personagens da Festa. As miniaturas produzidas pelos artesãos Paulo e Osmarina Villalva expressam bem a importância simbólica dessa cerimônia, que dura 50 dias incluindo os rituais preparatórios e três dias de festa propriamente dita. Também estão expostos os conjuntos de trajes de imperadores- mirins da cidade de Florianópolis, um Tambor da Folia do Espírito Santo vindo da cidade de Penha e uma Rabeca um instrumento usado nas cantorias do Divino, trazido pelo Nea da cidade de Imaruí, enquanto a Bandeira do Divino Espírito Santo, o maior símbolo da manifestação, é originária da Cidade de Itajaí. Já a Coroa, o Cetro e a Salva em prata lavrada, são originários da Ilha Terceira/Arquipélago dos Açores, esclarece o historiador.
As fotos de Joi Cletison reconstituem os rituais e aspectos das festas do Espírito Santo em cidades de Santa Catarina e dos Açores em São José, Santo Antônio de Lisboa, Ribeirão da Ilha e também do Arquipélago Açorianos Terceira, Graciosa e Pico nos Açores, onde esteve por diversas vezes. Trazem cenas significativas que iniciam pela preparação do ritual com as novenas, o peditório da passagem das comunidades e Irmandades com a imagem do Espírito Santo de casa em casa. Documentam a festa propriamente dita, em suas celebrações sagradas e também profanas, com os cortejos, cantorias, missas, os leilões de prendas arrecadadas, bailes, folias e comilanças até a coroação do plebeu e a eleição do festeiro para organizar o evento do ano seguinte.
A exposição, que comemora também os 263 anos da chegada dos Açorianos a Santa Catarina, está aberta até o dia 15 de julho, de segundas a sextas-feiras, no horário das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.
 

ORIGEM HISTÓRICA
 
Criada pelo abade Joaquim de Fiori, a Teoria do Espírito Santo, que deu origem a esse ritual, foi introduzido no século XII, na Itália. Como a celebração fracassou em sua terra natal, o religioso a trouxe para Portugal. O ritual herdado dos açorianos passou por muitas atualizações, como a cobrança dos pratos e quitutes produzidos pela comunidade em favor da Igreja. “Em Açores, toda a comida arrecadada continua sendo distribuída graciosamente como símbolo de celebração e partilha do alimento”, diz Cletison. No arquipélago dos Açores, as esculturas comestíveis de partes do corpo (mãos, pés, braços, cabeça, coração) que são oferecidas pelos beneficiados de uma graça divina em gesto de retribuição, são moldadas em alfenim, uma mistura doce feita de açúcar, trigo e limão. No litoral catarinense, os moldes ganham corpo em massa sovada de pão.
Tanto lá quanto cá permanecem elementos marcantes, como a coroação do plebeu, o ponto alto da festa, quando um religioso transfere para alguém da comunidade a coroa, pela qual recebe o poder real e divino de mediar o destino do seu povo. O gesto significa que a comunidade não precisará de um monge nem de um sacerdote para guiá-la, pois as hierarquias foram suspensas e todos estão em condições de igualdade em um momento de conflito bélico, por exemplo, o que lembra muito os rituais pagãos do Carnaval.
 
Raquel Wandelli
Jornalista na Secretaria de Cultura e Arte da UFSC
99110524 e 37219459
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Mais três dias para se inscrever no Festival de Música da UFSC

31/05/2011 16:17

As inscrições para a segunda edição do Festival de Música da UFSC foram prorrogadas do dia 31 de maio para o dia 3 de junho. Embora tenha ultrapassado o número de participantes da edição passada, com 40 composições inscritas, a comissão organizadora do evento decidiu prorrogar até sexta-feira as inscrições para estender a oportunidade de participação a mais pessoas. Promovido pela Secretaria de Cultura e Arte e Departamento Artístico-Cultural da UFSC, o Festival vai repetir na UFSC, em agosto, a experiência dos grandes festivais universitários. 
 
Cada proponente poderá inscrever até três músicas de composição própria, sem nenhuma restrição de estilo, mas apenas uma poderá ser selecionada. Dentre as inscritas, 20 composições serão escolhidas e irão ao palco do festival nos dias 27 e 28 de agosto, no horário das 18 às 22 horas, na Praça da Cidadania, quando vão participar de uma grande mostra não-competitiva. A seleção será feita de 1 a 17 de junho por uma comissão de cinco integrantes, todos músicos e produtores. A secretária de Cultura e Arte da UFSC Maria de Lourdes Borges se disse muito satisfeita com o número de participantes que não param de trazer suas composições ao prédio da Secretaria.
 
Os músicos premiados receberão troféu e terão suas composições gravadas em CD e DVD com produção profissional. Primeiro festival de música na UFSC desde a década de 80, o evento é aberto à participação de estudantes universitários, professores e servidores técnico-administrativos dos Campi de Florianópolis, Curitibanos, Joinville e Araranguá. Também podem participar compositores, músicos, intérpretes e comunidade em geral da grande Florianópolis. 
 
Para fazer a inscrição é preciso entregar preenchido o formulário que se encontra disponível para download no site www.secarte.ufsc.br; um CD contendo a gravação de até três composições. Neste site serão divulgados os nomes dos eleitos pela comissão de seleção. O material deve ser entregue no horário das 14 às 18 horas, na SeCarte, que fica no prédio da Editora – 2º andar ou pelo endereço: Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, Prédio da Editora Universitária, 2° andar, Florianópolis, SC, CEP: 88040970. E-mail para contato: festivaldemusica@reitoria.ufsc.br.
 
Um mês antes da realização do II Festival, no dia 13 de julho, a SeCArte e o DAC farão um show de pré-lançamento no auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos. Nesse dia, o Cd e o DVD que estão sendo finalizados com a gravação do evento anterior serão apresentados ao público e distribuídos às bandas participantes do último festival. “Pretendemos que o festival seja um laboratório referencial no Estado de experimentação e produção de música”, salienta a secretária.
 
Prometendo reunir um público superior ao do ano passado, o festival iniciará com a apresentação dos grupos selecionados e será encerrado pelo show de duas bandas consagradas de Florianópolis: no dia 27, a banda John Bala Jones (pop) e no dia 28, o Grupo Engenho (rock regional que fez muito sucesso nos anos 70 e 80). Presidida pelo músico Marco Valente, coordenador do Projeto 12:30, do Departamento Artístico-Cultural, a comissão de organização decidiu manter o caráter regional da mostra, com a perspectiva de estadualizar o evento a partir do próximo ano. “O objetivo do festival é incentivar a pesquisa e a produção musical com excelência”, lembra Valente. Valente aposta na qualidade e ousadia estética, pontos marcantes da edição anterior, que teve saldo de público de 15 mil pessoas.
 
 
Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)
Contatos: (48) 99110524 – 37219459
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Santa Catarina é a estrela da Feira do Livro em Ribeirão Preto

25/05/2011 16:42

Santa Catarina é o estado homenageado na 11ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que acontece de 26 de maio, a 5 de junho, no Parque Maurílio Biagi, em São Paulo. A Editora da Universidade Federal de Santa Catarina é o carro-chefe na mostra da produção literária do Estado, com cerca de cem títulos e um total de 1.500 livros. Além de obras versando sobre a cultura e a história de Santa Catarina, a EdUFSC expõe no seu estande 65 títulos recém-lançados no aniversário de seu 30º ano de fundação e que representam a mudança no seu projeto gráfico e editorial.
Pela primeira vez a Editora da UFSC está levando para fora do Estado um volume significativo de obras impactantes que expressam a nova política de edição. “Será uma prova de fogo para sentir a repercussão e consolidação desse projeto no mercado nesse grande evento”, aposta o diretor Sérgio Medeiros, lembrando que em novembro do ano passado a EdUFSC participou da Bienal do Livro em São Paulo, mas com uma mostra bem menor de títulos seguindo o novo padrão de qualidade.
Entre os lançamentos que representam a produção literária do Estado estão traduções de obras inéditas em língua portuguesa de autores como Mallarmé, Evaristo Carriego, Franz Kafka, Giorgio Agamben e Paul Claval. Também expõe ensaios inéditos no Brasil de Gonçalo Tavares e traduções comentadas da dramaturgia de Shakespeare, além de obras exclusivas de Linda Hutcheon e Mário Perniola e da co-edição com a Fapemig Pensar/Escrever o Animal, organizada por Maria Esther Maciel.

Para valorizar a cultura local, a editora levou para a feira os dois volumes de O Fantástico na Ilha de Santa Catarina, com as narrativas do historiador Franklin Cascaes compiladas e organizadas por Gelci Coelho (Peninha) e Franklin Cascaes, o mito vivo da Ilha, obra ensaística de Adalice Maria de Araújo. Também está expondo Folclore Catarinense, de Doralécio Soares. O maior volume de vendas, porém, sempre se concentra em torno da Série Didática, que reúne obras de diversas áreas direcionadas para estudantes universitários e pesquisadores, informa o diretor administrativo da editora, Fernando Wolff.

Reconhecida como uma das maiores mostras literárias do país, a feira homenageia todos os anos um país (Grécia), um escritor (José Saramago), um autor da terra (Saulo Gomes), uma autora (Luciana Savaget) e um patrono (Maurílio Biagi Filho), além de um estado da federação, neste caso, Santa Catarina. O Governo do Estado também participa divulgando a cultura e as festas catarinenses. “Uma feira desse porte abre oportunidade de divulgar e comercializar a produção dos autores, mas também de conhecermos as melhores práticas de venda e valorização do livro”, explica Wolff. A EdUFSC já está se programando para participar também da Bienal do Livro e da Panamazônica, que ocorrerão no segundo semestre respectivamente no Rio de Janeiro, e em Pará. 
 
Publicações da EdUFSC na Feira de Ribeirão Preto:
·         Ética das virtudes – JOÃO HOBUSS (ORGANIZADOR)
·         A coisa perdida – AURORA FORNONI BERNARDINI (ORGANIZAÇÃO E TRADUÇÃO)
·         Breves Notas – Gonçalo Tavares
·         Fundamentação filosófica – GIOVANI LUNARDI • MÁRCIO SECCO
·         Redes locais – MARCELO RICARDO STEMMER
·         Georges Bataille – FRANCO RELLA • SUSANNA MATI
·         Desgostos; novas tendências estéticas – MARIO PERNIOLA
·         Divagações – STEPHANÉ MALLARMÉ
·         Corpo e Performances: As You Like It, de Shakespeare, no século XX – STEPHAN ARNULF BAUMGÄRTEL
·         Do jeito que você gosta, de Shakespeare, RAFAEL RAFAELI (TRAD.)
·         4 poetas da Catalúnia – LUIS SOLER (ORG.)
·         28 desaforismos –  FRANZ KAFKA –  SILVEIRA DE SOUZA (TRADUÇÃO)
·         Ecos do porão vol 1 e 2 – SILVEIRA DE SOUZA
·         Educação do corpo em ambientes educacionais – FÁBIO MACHADO PINTO • ALEXANDRE FERNANDEZ VAZ – DEBORAH THOMÉ SAYÃO  (ORGANIZADORES)
·         Edifício Rogério – Textos Críticos 1 e 2 –  ROGÉRIO SGANZERLA
·         Epistemologia da Geografia – PAUL CLAVAL
·         Discussão de novos paradigmas –  JAIME COFRE • KAY SAALFELD (ORGANIZADORES)
·         Pensar/Escrever o Animal – MARIA ESTHER MACIEL
·         Redes locais – MARCELO RICARDO STEMMER
·         Saindo do Armário – MIGUEL DO VALE DE ALMEIDA
·         Uma teoria da Adaptação, Linda Hutcheon (trad. André Cechinel)
 
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Raquel Wandelli – assessora de comunicação da SeCArte/UFSC
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Café Filosófico discute hoje o retorno à ética das virtudes

24/05/2011 14:30

Coragem, temperança, prudência, sabedoria, justiça, bondade, caráter. Relegadas a segundo plano durante longo período em favor de outras éticas mais utilitaristas da modernidade, as virtudes voltaram com força à cena contemporânea para dar resposta à infelicidade coletiva e à propagação da maldade. Foram recuperadas do pensamento grego antigo por filósofos contemporâneos defensores de uma ética baseada no virtuosismo como um valor em si mesmo que pode ajudar a humanidade a agir corretamente e a viver bem.
“Aristóteles e a ética das virtudes” é o tema do Café Filosófico que a Secretaria de Cultura e Arte e o Curso de Pós-Graduação em Filosofia da UFSC promovem nesta terça-feira, às 16 horas, no mini-auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Desta vez o café traz o conferencista João Hobuss, um dos maiores expoentes dessa corrente no Brasil, para falar sobre o interesse renovado e crescente acerca das virtudes. “Queremos mobilizar estudiosos e interessados para discutir os fundamentos da ética e mostrar como esses valores que pareciam em desuso encontram sustentação teórica”, explica Darlei Dalagnol, coordenador do curso de Pós-Graduação em Filosofia e coordenador da Série Ética da Editora da UFSC.
Professor do departamento de Filosofia da Universidade de Pelotas, doutor em Filosofia pela UFRGS e pós-doutor pela Sorbonne, Hobbus é autor e organizador do livro Ética das virtudes, que acaba de ser lançado pela EdUFSC. A coletânea reúne ensaios de autoria de filósofos brasileiros, em sua grande maioria, e também estrangeiros: além de Hobuss, Delamar Dutra, Valério Rohden, Richard Kraut, Marco Zingano, Roberto Pich, Heldser Carvalho, Denis Silveira, Luiz Bernardo Araújo e Paulo Silveira. Está dividida em torno de dois grandes momentos da ética das virtudes: a sua concepção na filosofia clássica e a reabilitação contemporânea.
Autor do ensaio “Caráter e disposição em Aristóteles”, Hobuss explica que a origem desse interesse hoje renovado pode ser encontrada na ética grega, sobretudo em Aristóteles, mas também em Platão ou nos filósofos estoicistas. “Uma ética centrada nas virtudes é incontornável na discussão dos dias atuais”, diz o conferencista. Ele lembra que a concepção de “bondade”, por exemplo, tal qual a conceberam os estóicos, precede a concepção de “correção moral”: “o que conta é a bondade do caráter”, diz. Isso porque o cultivo das virtudes como bens intrínsecos pode ter, para esses filósofos, mais força sobre o modo de agir das pessoas do que uma ética baseada na obrigação moral ou na utilidade dos princípios.
O café é gratuito e aberto ao público em geral. Ao final, os participantes são convidados para uma mesa de café.
Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)
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Inscrições para o II Festival de Música da UFSC encerram em 15 dias

23/05/2011 16:28

Continuam abertas até o dia 31 de maio as inscrições para a segunda edição do Festival de Música da UFSC, promovido pela Secretaria de Cultura e Arte e Departamento Artístico-Cultural da UFSC. As 20 composições vencedoras vão participar de uma grande grande mostra não-competitiva nos dias 27 e 28 de agosto, no horário das 18 às 22 horas, na Praça da Cidadania. Os músicos vencedores receberão troféu e terão suas composições gravadas em CD e DVD com produção profissional.

Primeiro festival de música desde a década de 80, o evento é aberto à participação de estudantes universitários, professores e servidores técnico-administrativos dos Campi de Florianópolis, Curitibanos, Joinville e Araranguá. Também podem participar compositores, músicos, intérpretes e comunidade em geral da grande Florianópolis.  Cada proponente poderá inscrever até três músicas de composição própria, sem nenhuma restrição de estilo. Dentre as três apenas uma será selecionada e irá ao palco do festival. A seleção ocorrerá de 1 a 17 de junho.

Para fazer a inscrição é preciso entregar preenchido o formulário que se encontra disponível para download no site www.secarte.ufsc.br; um CD contendo a gravação de até três composições. Neste site serão divulgados os nomes dos eleitos pela comissão de seleção. O material deve ser entregue no horário das 14 às 18 horas, na SeCarte, que fica no prédio da Editora – 2º andar ou pelo endereço: Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, Campus Universitário Reitor João David Ferreira Lima, Prédio da Editora Universitária, 2° andar, Florianópolis, SC, CEP: 88040970. E-mail para contato: festivaldemusica@reitoria.ufsc.br.

Um mês antes da realização do II Festival, no dia 13 de julho, a SeCArte e o DAC farão um show de pré-lançamento no auditório Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos. Nesse dia, o Cd e o DVD que estão sendo finalizados com a gravação do evento anterior serão apresentados ao público e distribuídos às bandas participantes do último festival. “Pretendemos que o festival seja um laboratório referencial no Estado de experimentação e produção de música”, salienta Maria de Lourdes Borges, secretária de Cultura e Arte da UFSC.

Prometendo reunir um público superior ao do ano passado, o festival iniciará com a apresentação dos grupos selecionados e será encerrado pelo show de duas bandas consagradas de Florianópolis: no dia 27, a banda John Bala Jones (pop) e no dia 28, o Grupo Engenho (rock regional que fez muito sucesso nos anos 70 e 80). Presidida pelo músico Marco Valente, coordenador do Projeto 12:30, do Departamento Artístico-Cultural, a comissão de organização decidiu manter o caráter regional da mostra, com a perspectiva de estadualizar o evento a partir do próximo ano.

A Comissão de Organização, presidida pelo músico está se reunindo desde o início de março para preparar o evento. “O objetivo do festival é incentivar a pesquisa e a produção musical com excelência”, lembra Valente. Valente aposta na qualidade e ousadia estética, pontos marcantes da edição anterior, que teve saldo de público de 15 mil pessoas.

Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

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Editora balzaquiana recebe reconhecimento e admiração da comunidade no seu aniversário

18/05/2011 16:10

A senhora livreira e balzaquiana chamada Editora da Universidade Federal de Santa Catarina foi a grande homenageada no lançamento coletivo que marcou as comemorações do seu 30º aniversário de fundação na segunda-feira à noite (16). Cerca de 150 pessoas compareceram ao Centro de Eventos para prestigiar o evento cultural “A Editora da UFSC no século XXI”, promovido pela Secretaria de Cultura e Arte. No hall superior do prédio, a Editora comercializou e expôs em nichos separados por livro, os 65 títulos que publicou no período de 2010 e 2011, envolvendo o trabalho de 350 autores, entre escritores, ensaístas, organizadores, pesquisadores e tradutores, que foram prestigiados com um coquetel e noite de autógrafos. As obras lançadas representam a mudança na política gráfica e editorial da Editora da no último ano. “A EdUFSC é um motor no desenvolvimento intelectual e cultural da nossa universidade e do nosso Estado”, disse o reitor Álvaro Prata.
Na mesma cerimônia, a Secretária de Cultura e Arte da UFSC Maria de Lourdes Borges e o diretor da EdUFSC Sérgio Medeiros divulgaram o resultado do Concurso Salim Miguel [Romance], cujo vencedor foi o professor de literatura, poeta e escritor Alckmar Luiz dos Santos. Na presença do vice Carlos Alberto Justus, estudantes, professores, funcionários familiares, intelectuais, autores novos e consagrados (como Flávio José Cardozo, Olsen Jr., Cláudio Cruz etc.), a Editora foi reverenciada em todos os discursos pelo seu papel na promoção do conhecimento. “Fico muito feliz ao perceber o cuidado que a editora tem demonstrado não só com o conteúdo, mas com o aspecto físico dos nossos livros”, elogiou o reitor, que se disse orgulhoso por ouvir tantos comentários entusiasmados dentro e fora do Estado quanto à qualidade que a editora vem imprimindo a suas publicações. A secretária lembrou que muitas outras obras de impacto estão sendo preparadas para o decorrer deste ano, de autores como Rodrigo de Haro, Cruz e Sousa, Pierre Bourdieu, Judith Butler, entre outros.
Em seu discurso, o diretor atual da Editora da UFSC enfatizou os três desafios que a instituição está procurando vencer nos seus 30 anos de vida, completados em dezembro passado. O primeiro deles foi implantar uma ampla reforma gráfica, alterando radicalmente o miolo e as capas, ou seja, mudando a diagramação, as fontes e a estética visual. “Conferimos aos nossos livros um formato eficaz e uma identidade ousada, para melhor inseri-los no mercado nacional”. O segundo desafio foi publicar os vários títulos aprovados em gestões passadas, sem prejudicar a edição de livros de impacto, aprovados pelo atual conselho da editora. “Atualizamos o catálogo e ao mesmo tempo ampliamos a oferta de novos títulos de grandes nomes de prestígio mundial, como Giorgio Agamben, Linda Hutcheon etc”.

O terceiro desafio foi divulgar esses livros nacionalmente, expondo-os nas melhores livrarias dos grandes centros e conquistando espaço para resenhas e notas nos melhores jornais do país. Medeiros destacou o apoio financeiro da Reitoria e da Pró-reitoria de Pós-graduação. “Sem ele não poderíamos ter inovado na editoração e impressão, muito menos publicado 65 títulos em 12 meses”. Por último, enfatizou o papel dos funcionários da editora, que compreenderam as reformas e passaram a colaborar ativamente na confecção de livros mais atraentes e contemporâneos.
Fundada em 1980 pelo reitor Ernani Bayer, a Editora da UFSC tem mais de mil títulos no mercado e publica, em média, 50 livros por ano. Em seus 30 anos, recebeu a contribuição de quatro diretores anteriores, todos citados e reverenciados pelo seu trabalho durante a cerimônia. No primeiro ano da fundação teve à frente o professor João Nilo Linhares Dutra, sucedido pelo escritor Salim Miguel, que a consolidou e a dirigiu de 1981 a 1991, conseguindo junto a Fundação Banco do Brasil os recursos para a construção de sua sede atual. No período de 1991 a 2008 o professor e poeta Alcides Buss assumiu a direção e de 2008 a 2010 o professor Luiz Henrique de Araújo Dutra, que estava presente na cerimônia.

Entre suas mais recentes publicações estão traduções pioneiras de obras em língua portuguesa de autores como Mallarmé, Evaristo Carriego, Franz Kafka e Giorgio Agamben. Também lançou ensaios inéditos no Brasil de Gonçalo Tavares e traduções comentadas da dramaturgia de Shakespeare. Através da aquisição de direitos autorais ou da parceria com outras instituições, lançou obras exclusivas de Linda Hutcheon, Paul Claval, Miguel do Vale de Almeida, Luiz da Costa Lima, Luc-Nancy.
Com o Instituto Itaú Cultural reuniu e editou os textos críticos do cineasta catarinense Rogério Sganzerla e prepara a publicação do romance de Glauber Rocha. A editora traz ao leitor o melhor da produção científica, tecnológica e cultural da UFSC através de séries como a Didática, Geral, Nutrição, Ética, Urbanismo e Arquitetura da Cidade, Imagens, Gênero e Relações Internacionais, Pensamento do Fora e livros de Direito em parceria com a Fundação José Boiteux e da publicação dos grandes escritores catarinenses de todas as épocas, como o contista Silveira de Souza. Recentemente foi aprovada pelo Conselho Editorial a Coleção Repertório, que incluirá entre nomes universais de formação, autores catarinenses fundamentais como Rodrigo de Haro, Franklin Cascaes e Cruz e Sousa, todos já em linha de produção.

DA VELHICE À INFÂNCIA, UFSC RELEMBRA TRAJETÓRIA DE SALIM MIGUEL

Para incentivar a produção literária em Santa Catarina, a SeCArte e a EdUFSC lançaram em outubro de 2010 o Concurso Romance Salim Miguel, que homenageia um dos mais representativos escritores catarinenses e já prepara os concursos para livros de conto, poesia, roteiro e dramaturgia para os próximos anos. Durante o evento Editora da UFSC no Século XXI, Salim ouviu a leitura de um texto narrando sua história e carreira literária e recebeu do reitor Álvaro Prata, uma coleção dos últimos lançamentos da Editora.
O nome de Salim foi escolhido por unanimidade pelo Conselho Editorial para representar o único concurso público na área de romance hoje em Santa Catarina. Bem humorado, Salim agradeceu dizendo que concursos não devem pautar a vida de um escritor, mas são bons porque ajudam a “massagear o ego”. Autor de 31 obras, Salim é o primeiro escritor de SC a ganhar os dois prêmios nacionais. A trigésima segunda (32º) obra, “Reinvenção da Infância”, será lançada no dia 9 de junho, no Centro Cultural do BRDE, em comemoração aos 60 anos de publicação da obra de estreia, “Velhice e outros contos”, circunscrevendo um novo retorno em sua bela e profícua vida literária, da velhice à infância.
Leia a história de Salim escrita pelo jornalista Moacir Loth:
Nascido no Líbano em 1924, o escritor, jornalista e animador cultural Salim Miguel chegou ao Rio de Janeiro em 1927 com os pais e irmãos imigrantes. Após dois anos, a família mudou para Biguaçu, na Grande Florianópolis, onde morou dos cinco aos 19 anos. Por isso considera-se cidadão líbano-biguaçuense. Em 1943, inicia sua longa e indelével jornada cultural em Florianópolis. Crítico literário e jornalista atuante, Salim amargou 48 dias de cadeia em 1964, durante a ditadura militar. A “experiência” inspirou obras, entre as quais, o livro Primeiro de abril: narrativas da cadeia, e o próximo lançamento (Narrativas de um exílio no Rio). Com a companheira de toda a vida Eglê Malheiros, produziu o argumento e roteiro do primeiro longa-metragem de Santa Catarina: O preço da ilusão. Ainda em Florianópolis criou e liderou o movimento cultural Grupo Sul, que revolucionou o panorama das artes, trazendo para Santa Catarina o movimento modernista.
Ao deixar a prisão, Salim e Eglê seguiram para o Rio de Janeiro, onde Salim atuou durante quase 15 anos em jornais e revistas, seja como colaborador assíduo do Caderno Idéias, do Jornal do Brasil (JB), ou nas empresas do Grupo Bloch como redator, repórter especial e chefe de redação.
Desde a publicação de seu primeiro livro, há 60 anos, o escritor autodidata Salim Miguel vem recebendo merecido reconhecimento. Além de conquistar, aos 87 anos, dois prêmios nacionais com o livro Nur na escuridão, romance sobre seus familiares libaneses no Brasil, o primeiro diretor efetivo da Editora da UFSC foi o autor catarinense homenageado do Circuito Cultural Banco do Brasil. Em 1999, Nur, publicado pela Topbooks-RJ, recebeu o prêmio de melhor romance do ano, uma distinção da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); e em 2001, dividiu com o escritor Antônio Torres (Meu querido canibal) o Prêmio Zaffari & Bourbon da 9ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo (RS).
Ao completar meio século de literatura, Salim foi homenageado pelo Conselho Universitário da UFSC com a honraria máxima que uma universidade pode conferir: o título Doutor Honoris Causa. A mesma distinção foi dada em 99 ao Prêmio Nobel de Literatura José Saramago. Também foi agraciado com o prêmio Juca Pato 2002, conferido ao Intelectual do ano pela União Brasileira de Escritores (UBE) e jornal Folha de S. Paulo. Entre os seus prêmios, destaca-se ainda o da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) para Primeiro de abril – narrativas de cadeia. 

Por: Raquel Wandelli – assessora de comunicação da SeCArte/UFSC
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Museu e Memória em debate no Ciclo de Cinema

13/05/2011 17:38

Os filmes brasileiros “Tapete Vermelho, “Cerveja Falada”, “Tecido Memória”, “Franklin Cascaes” e “Museus do Rio” farão parte do Ciclo de Cinema e de debates que a Universidade Federal de Santa Catarina realizará na  9ª Semana de Museus – Museu, Memória e Patrimônio. O evento, que começa no dia 16 e vai até o dia 20 de maio, acontece no Auditório do Museu Universitário, sempre das 16 às 18:30h e é gratuito. Promovida pelo Curso de Museologia da UFSC e pelo Museu Universitário, a semana é uma comemoração ao Dia Internacional de Museus em 18 de maio e acontece simultaneamente em várias cidades brasileiras.

A cada ano, o Conselho Internacional de Museus (Icom) elege um tema para que as pessoas trabalhem e divulguem na Semana Nacional de Museus, e este ano o tema escolhido foi “Museu e Memória”. Em comemoração à data, a UFSC promoverá um Ciclo de Cinema e um debate, logo em seguida, sobre o filme brasileiro assistido. A programação começa na segunda feira, dia 16, com o filme “Tapete Vermelho”, dirigido por Luiz Alberto Pereira, seguido de um debate coordenado pela professora Leila Ribeiro, da Unirio.

Na terça feira, dia 17, o filme escolhido é “Cerveja Falada”, dirigido por Demétrio Panaroto, Luiz Henrique Cudo e Guto Lima. Logo após o curta, com duração de 15 minutos, Fernando Bopré e o diretor Guto Lima comandarão o debate. No dia seguinte, quarta-feira, 18, “Franklin Cascaes” estará no centro da discussão conduzida por Edina de Marco e José Rafael Mamigonian.

Na continuidade da programação do Ciclo de Cinema, o filme “Museus do Rio”, de Regina Abreu, irá para tela. Posteriormente, as Professoras da UFSC Evelyn Zea e Letícia Nedel comporão a mesa do debate. No encerramento do evento, na sexta-feira, 20, a semana apresenta o filme “Tecido Memória”, com direção de José Sérgio Leite Lopes, Rosilene Alvim e Celso Brandão. Para finalizar a programação, os professores Alex Valim e Rafael Devos, ambos da UFSC, assumem a palavra na discussão do tema Museu e Memória.

Marcela Borges de Andrade – estagiária de Jornalismo na SeCArte

 Raquel Wandelli – assessora de Comunicação da SeCArte

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Arte ao Vivo no Jardim do Palácio Cruz e Souza

12/05/2011 17:24

Violão, poesia, voz, tambores, performance e teatro compõem a manifestação artística, antropófaga e poética que performers, atores, músicos e alunos do curso de Artes Cênicas da UFSC promovem amanhã, 13 de maio, às 12 horas, no Jardim do Palácio Cruz e Souza. Os estudantes e atores Betinho Chaves e Sara Pusch Nogueira farão uma  performance-teatro evocando a musicalidade de Carlos Gomes, Heitor Villa-Lobos e do violonista Thierry Motta, ao violoncelo de Herlene Mattos e aos Tambores de Candombe de Uruguai. O espetáculo celebra a chegada da estação Outono e os 123 anos do Dia da Abolição da Escravidão no Brasil.

ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS DA EDUFSC – Editora lança 65 livros e divulga resultado de concurso de romance

10/05/2011 13:21

Um grande evento literário marcará as comemorações dos 30 anos de fundação da Editora da UFSC e um ano de virada na política gráfica e editorial que a projetou entre as melhores editoras universitárias do país. Em alusão a essas conquistas, a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC promove, no dia 16 de maio, às 17 horas, na sala Aroeira do Centro de Cultura e Eventos, o lançamento coletivo: “A Editora da UFSC no século XXI”, que trará a publico 65 obras de grande relevância cultural. No mesmo evento, a Editora vai divulgar o nome do vencedor do Concurso Salim Miguel de Romance, o único no gênero hoje em Santa Catarina.

Para a tarde coletiva de autógrafos foram convidadas todas as pessoas envolvidas na produção intelectual da nova safra da Editora, o que inclui mais de 350 nomes, entre ensaístas, organizadores, escritores e tradutores que assinam 65 títulos publicados em 2010 e 2011. “São livros científicos, técnicos, ensaísticos e literários nas mais diversas áreas, que expressam essa mudança no projeto estético e editorial, caracterizada pela publicação de obras de impacto na cultura contemporânea”, explica a secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Borges.  Depois da divulgação do vencedor do concurso haverá coquetel com tarde autógrafos.

Entre os lançamentos recém-saídos do prelo, o diretor da EduFSC, Sérgio Medeiros, destaca a obra Pensar/Escrever o Animal, um compêndio de 421 páginas que trata de uma das questões mais emergentes do pensamento contemporâneo: a superação da perspectiva antropocêntrica. Fruto de uma parceria com a Fapemig, de Minas Gerais, o livro é a primeira obra publicada no Brasil expressando o pensamento interdisciplinar sobre a relação do homem com outras formas de vida e sobre o impacto dessa relação na própria concepção clássica de ser humano.

Organizado por Maria Esther Maciel e lançado na última semana com grande impacto em Belo Horizonte, Pensar/Escrever o Animal reúne 20 ensaios inéditos, traduzidos para o português, de grandes especialistas internacionais, como Dominique Lestel e Donna Haraway, além de textos de ensaístas brasileiros, como Benedito Nunes, um dos maiores estudiosos da literatura moderna brasileira, Márcio Selligmann-Silva e Raúl Antelo. Os ensaios confluem pesquisas na área da filosofia, literatura, artes, etologia, biologia, arqueologia, zoologia, biopolítica, estudos de gênero, psicologia para discutir as tensões nas fronteiras entre o animal, o humano, a máquina e o artefato na direção de uma ética do inumano ou do pós-humano.

OBRAS LOCAIS E UNIVERSAIS

Criada em 1980, a Editora da UFSC tem mais de mil títulos no mercado e publica, em média, 50 livros por ano. Reconhecida pela excelência internacional dos seus títulos, é hoje uma das grandes editoras universitárias do país. Destaca-se também pelo cuidado e rigor de suas edições, além de imprimir formatos inovadores, como livro-estante e caixa-livro. O novo padrão gráfico prioriza o uso de papel pólen e se caracteriza pela apresentação de capas, texturas, cores e ilustrações de elegância estética. Merecedores de resenhas, artigos e indicações de leituras dos principais veículos de cultural do país, os lançamentos impactantes de 2010 e 2011 estão expostos no site e nas vitrines da Livraria Cultura e distribuídos para as principais livrarias do território nacional.

Entre suas mais recentes publicações estão traduções de obras inéditas em língua portuguesa de autores como Mallarmé, Evaristo Carriego, Franz Kafka, Giorgio Agamben e Pierre Bourdieu (no prelo). Também lançou ensaios inéditos no Brasil de Gonçalo Tavares e traduções comentadas da dramaturgia de Shakespeare. Através da aquisição de direitos autorais ou da parceria com outras instituições, lançou obras exclusivas de Linda Hutcheon, Paul Claval, Miguel do Vale de Almeida, Luiz da Costa Lima, Luc-Nancy e Judith Butler (os três últimos no prelo).

Com o Instituto Itaú Cultural reuniu e editou os textos críticos do cineasta catarinense Rogério Sganzerla e prepara a publicação do romance de Glauber Rocha. Para incentivar a produção literária em Santa Catarina, lançou em 2010 o Concurso Romance Salim Miguel e já prepara os concursos para livros de conto, poesia, de roteiro e dramaturgia para os próximos anos. Muita expectativa gira em torno do nome do romancista catarinense que levará o prêmio entre 28 escritores inscritos, muitos autores já consagrados.

A editora traz ao leitor o melhor da produção científica, tecnológica e cultural da UFSC, através de séries como a Didática, Geral, Nutrição e Ética e da publicação dos grandes escritores catarinenses de todas as épocas, como Silveira de Souza, Cruz e Sousa, Rodrigo de Haro, Franklin Cascaes (ambos no prelo). É associada à Liga de Editoras Universitárias, formada pela EdUSP, Unicamp, EdUFPA, EdUNB, EdUFMG e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Há dois anos, os livros da EdUFSC podem ser adquiridos pela livraria virtual www.edufsc.ufsc.br
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