SHAKESPEARE FARÁ PÚBLICO SONHAR ACORDADO NO BOSQUE DA UFSC

22/03/2012 16:00
No pôr do sol do domingo de 25 de março, às 18 horas, 25 alunos e profissionais de teatro levarão ao Bosque do Planetário da UFSC a montagem de Sonho de uma Noite de Verão dentro da pauta da Maratona Cultural. Celebração ao amor, à arte e à estação do verão, a comédia onírica mais famosa de Shakespeare fará o público se deslocar por diferentes cenários na floresta e sonhar acordado em um mundo de elfos, fadas, artesãos e nobres. Com entrada franca e aberta à comunidade externa, a peça aposta em uma adaptação pouco comum para teatro de rua itinerante, privilegiando o público infantil e adolescente, mas também encantou adultos em sua estreia em dezembro do ano passado.
Fruto da iniciativa de cinco formandos que fizeram dessa montagem o objeto de seu trabalho de conclusão de curso, Sonho de uma noite de verão faz parte do ProjetoShakespeare no Bosque, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Curso de Artes Cênicas. A montagem é a segunda grande produção da primeira turma do Curso, que estreou a peça em dezembro passado, na chegada do verão. (A primeira produção foi Setembro, que aborda as consequências do ataque às Torres Gêmeas na instauração de uma nova ordem biopolítica de opressão). Para os alunos recém-formados, encenar ao ar livre a peça do dramaturgo inglês mais assistida e apreciada de todos os tempos foi também a realização de um grande sonho pessoal e profissional, lembra Rodrigo Carrazoni, que faz os personagens Píramo e Novelo.
No elenco, atuam 25 atores, a maioria deles alunos de Artes Cênicas e alguns atores profissionais convidados. Quem entrar no Planetário pelo acesso da Elase, no Pantanal, poderá avistar o palco sobre o Bosque e sob o céu estrelado, bem ao modo deShakespeare no século XVII. Além de Carrazoni, que é responsável também pela preparação dos personagens humanos e Vera Lúcia Ferreira, que faz o divertido elfo Puck e é responsável pela adaptação do texto, integram o grupo de diretores os formandos, Janine Fritzen (maquiagem), Maria Luiza Iuaquim Leite (direção de arte e produção); Elise Schmitausen Schmiegelow (preparação dos personagens fantásticos). Durante mais de um ano eles trabalharam na montagem, dirigida por Márcio Cabral também aluno de Artes Cênicas, mas já com experiência profissional.
Ao escolher a abordagem estética, o Grupo do Sonho, que se formou em torno da montagem, valorizou a reflexão shakespeariana sobre o universo do imaginário, mostrando como os seres mágicos participam na realização de sonhos, e como o sonhador burla os obstáculos que lhe são impostos. O belo e o fantástico; o sonho e a realidade são os inspiradores, enfatiza Carrazoni. Sonhos, brincadeiras, intrigas, atrapalhação, poções mágicas que apaixonam o coração errado, e finalmente, entendimentos amorosos. Sonho de uma Noite de Verão é uma comédia de amor que conta a história de quatro casais enamorados e a deliciosa confusão de sentimentos e conflitos gerados na busca do amor.
TELEFONES PARA CONTATO:
(48) 32445027 – Falar com Vera
(48) 99132924 / 33047940 – Falar com Maria Luiza
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(48) 3371-1733 e  9650-6190 – Márcio Cabral (diretor geral)

TEXTO E DIVULGAÇÃO:
Raquel Wandelli,
Jornalista na SeCArte/UFSC
Fones: 37218729 e 99110524
 
Shakespeare no Bosque faz público
sonhar acordado no meio da floresta
(depoimento sobre a estreia, em dezembro de 2011)
Nesse final de semana de quase verão, o público teve a oportunidade de participar da encenação de Sonho de uma noite de verão, deShakespeare, no Bosque do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina pelo Grupo do Sonho, do Curso de Artes Cênicas. Foi um acontecimento teatral inesquecível e inusitado, que transportou a plateia pelo meio da floresta para três noites de sonho, amor, riso e magia.
O espetáculo apresenta uma diversidade de cenários, uma produção sonora, uma riqueza de personagens e figurinos que faz mergulhar nouniverso onírico de Shakespeare suspendendo as convenções sobre o que separa a imaginação da realidade. A iluminação e o colorido na floresta criam um clima de mistério e fantasia que faz o público reviver esse sonho shakespeariano como se também estivesse sonhando acordado.
As apresentações, que iniciaram na sexta-feira (2/12), tiveram um público surpreendente: integrados à narrativa, adultos, adolescentes e crianças caminham por todo o bosque atrás dos personagens que durante a peça se deslocam para diferentes cenários e palcos ao ar livre. Fadas, elfos, animais, seres encantados se misturam aos seres e sons do ambiente natural, como as borboletas, cigarras, pirilampos. Ao final de duas horas de narrativa, a plateia, ovacionou os atores de pé, dirigindo-lhe palavras de apoio e entusiasmo.
Realizado por cinco formandos da primeira turma de Artes Cênicas da UFSC com envolvimento de 32 estudantes e atores do curso e apoio da Secretaria de Cultura e Arte, Sonho de uma Noite de Verão é uma forma poética e engraçada de celebrar a chegada do verão. Sob a direção de Márcio Cabral, o Grupo do Sonho cria uma experiência artística marcante para crianças e adolescentes sobre a força do sonho e do imaginário.
Raquel Wandelli, jornalista (SeCArte/UFSC)

FEIRA DE LIVROS TEM LANÇAMENTOS DE ROMANCE E POESIA ALEMÃ HOJE

22/03/2012 15:37

Duas obras serão lançadas na Feira de Livros da Editora da UFSC na tarde do dia 21: o romance épico  Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Salim Miguel de Romance e a antologia poética Seis décadas de poesia, de Rosvitha Blume e Markus Weinenger. Os três autores, Alckmar, Rovitha e Markus Weinenger estarão na Tenda dos Autores às 17 horas para uma conversa com os leitores. Até o dia 4 de abril, em uma grande tenda coberta na Praça da Cidadania, a Editora está expondo com até 70% de desconto 1.800 títulos e cerca de 20 mil exemplares, entre lançamentos do seu catálogo, das instituições livreiras que integram a Liga de Editoras Universitárias e de outras editoras reconhecidas no mercado.

 Vários livros estão sendo lançados na presença dos autores em uma sala aclimatada dentro da feira, preparada especialmente para esse encontro com o leitor, sempre às quartas-feiras, às 17 horas. Para embalar o momento, às 19 horas a editora promove a apresentação do Duo Ariramba, com Adriana Cardoso (voz) e Trovão Rocha (contrabaixo). “Queremos promover não apenas a comercialização de livros, mas patrocinar o encontro entre escritores e seu público”, diz o editor Sérgio Medeiros.

E na tarde do dia 28, Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no Porão II, livro incluído pela Coperve na Lista do Vestibular 2013 da UFSC, conversará sobre a obra, que terá o lançamento de sua segunda edição pela EdUFSC. No mesmo dia, Lincoln Frias virá de Belo Horizonte para o lançamento de A ética do uso e da seleção de embriões (vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011). Editado com apoio da Fapemig, o livro traz uma discussão filosófica emergente sobre as questões morais e sociais em torno dos avanços da ciência na área da genética.

Poesia, conto, romance, filosofia, bioética, história, sociologia e literatura, além de obras didáticas de engenharia, física e matemática estão entre os 21 lançamentos programados para a Feira de Livros da Editora UFSC, que entrou na sua terceira semana com um público diário de duas mil pessoas. Aberta ao público, a mostra começou na segunda-feira (5), marcando a volta às aulas na UFSC e funciona de segunda a sexta, das 8:30 às 19 horas, com extensão do horário nas quartas-feiras até as 20h30min.

A EdUFSC preparou outros lançamentos inéditos especialmente para a feira, como O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz, que desbrava a história da primeira modernidade da América através da literatura clássica. Estão na lista dos novos livros também Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho, Bioética, do filósofo José Heck e Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto.

Além de promover os lançamentos, a editora está oferecendo com descontos obras que tiveram grande repercussão no ano passado, como Homo academicus,do sociólogo francês Pierre Bourdieu, traduzido pela professora do curso de Pedagogia da UFSC Ione Valle. Ligação direta, ensaio inédito do filósofo italiano Mario Perniola sobre as relações entre estética e política e O liberalismo de Ralf Dahrendorf, lançamento de Antônio Carlos Dias Júnior, também se destacam na mostra.

Mais uma novidade: o editor Sérgio Medeiros avisa que está indo para a gráfica esta semana Riverão Sussuarana, o grande romance do cineasta Glauber Rocha, coeditado com o Itaú Cultural, que deverá ficar pronto para a última semana da feira, assim como Códices, do historiador e pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, considerado o maior especialista em escritas ameríndias (maia e asteca) da atualidade.

 

Feira de livros da Editora UFSC/ Liga de Editoras Universitárias

 

Data:5 de março a 4 de abril

Local: Praça da Cidadania da UFSC

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8:30 às 19 horas

(quartas-feiras, das 8:30 às 20h30min)

Lançamentos na Feira – Tardes de autógrafos e conversa com autores

Horário: a partir das 17 horas.

Local: Tenda dos autores junto à Feira

Alckmar dos Santos, vencedor do I Concurso Romance Salim Miguel com Ao que minha veio

Rosvitha Blumee MarkusWeininger, autores de Seis décadas de poesia alemã

Data: 21 de março, a partir das 17 horas

Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no porão 2,

Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de (vencedor do Grande Prêmio Tese do Ano da UFMG 2011)

Data: 28 de março, a partir das 17 horas

texto e divulgação:

Raquel Wandelli

jornalista na SeCArte/EdUFSC

REESTREIA DE SHAKESPEARE NO BOSQUE – Sonho de uma noite de verão terá apresentação única no domingo

21/03/2012 10:56


A apresentação ao ar livre da fábula mais assistida de Shakespeare encantou adultos e crianças na chegada de verão e está de volta para uma apresentação única e gratuita no encerramento da Maratona Cultural. No domingo, dia 25, o Grupo Sonho, formado porprofissionais recém-formados do Curso de Artes Cênicas da UFSC, levará novamente ao Bosque do CFH, atrás do Planetário da UFSC,a peça Sonho de uma Noite de Verão. Dirigida por Márcio Cabral, a montagem é realizada pela primeira vez no Brasil nesse tipo de cenário. O espetáculo inicia às 18 horas, quando o sol se põe, convidando o público a entrar no mundo de elfos, fadas, artesãos e nobres que compõem essa comédia oníricaem celebração ao amor, à imaginaçãoe ao sonho.

O teatro faz parte do Projeto Shakespeare no Bosque, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Curso de Artes Cênicas. Inspirada no projeto Shakespeare no Park de Nova York, a iniciativa tem como objetivo levar clássicos da dramaturgia e da literatura para cenários livres que se integrem aos textos,explica a secretária Maria de Lourdes Borges. Para a nova apresentação, o diretor Márcio Cabral fez algumas mudanças, como o incremento das luzes e recursos técnicos que ajudam a dar o efeito mágico aos palcos montados no meio da floresta.

 

Mais fadas do que na estreia, na chegada do verão em dezembro do ano passado, vão ajudar a conduzir o público pelos caminhos e a posicioná-lo nos diferentes cenários desse teatro itinerante. Com 25 atores, o elenco também ganhou novas adesões, mantendo os alunos que se formaram no final do ano e agregando outros. Por causa do horário de verão, o horário da apresentação também foi atrasado em uma hora, para coincidir com o pôr do sol. “O público chega ao bosque quando está claro e não percebe que anoitece. Quando nem espera já está imerso no sonho”, explica o diretor.

Adaptada para o público infanto-juvenil e para o teatro itinerante por Vera Lúcia Ferreira, a peça teve uma repercussão surpreendente. Durante três dias de apresentações foi vista por mais de 700 pessoas. “Nos dias seguintes os comentários nas redes sociais eram muito entusiasmados; muitos elogios e fotos circularam com elogios do tipo: maravilhoso, inesquecível, quero ver novamente, quem não foi perdeu”,conta Cabral. Essa repercussão reforça, segundo ele, sua crença de que o público da cidade esta ávido por produções artísticas inusitadas como essa. “Acredito que o formato da peça, voltada a todas as idades, tornou-a um acontecimento teatral para as famílias”.

 

Motivados por esse sucesso, o Grupo pretende durante este ano dar continuidade ao projeto de revitalização do bosque da UFSC, realizando mais peças nesse lugar de mistério e natureza, com o mesmo formato voltado à família e à comunidade. Além de Shakespeare, outros clássicos do teatro serão encenados na floresta com apoio da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e principalmente do Departamento de Artes Cênicas. “Queremos fazer com que a arte gerada dentro da UFSC contemple toda a comunidade e não apenas o mundo acadêmico”, reforça o diretor.

 

 

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Romancista premiado conversa com leitores na Feira de Livros da EdUFSC

21/03/2012 09:54
“E foi assim que, sem mais escorregar nada não e com bem menos de
dificuldade, ele apegou-se um só instantinho àquele e último galho,
antes de se despenhar de lá de cima e chegar no ao-chão a bordo de um
baque seco cheio de ecos. Que tapa dado em cara de filho e queda de
suicida nunca param de ecoar.”

(trecho de Ao que minha vida veio, de Alckmar Luiz dos Santos)

Tapa dado em cara de filho e queda de suicida nunca se desesquece, sobretudo quando
assistidos por um futuro escritor. Ficam mesmo “atroando ainda depois de terem silenciado
as carpideiras todas, e desaparecido tudo quanto é soluço fingido e não”, como diz a abertura
do romance de Alckmar Luiz dos Santos. Vencedor do Concurso Romance Salim Miguel,
promovido pela Editora UFSC no ano passado, Alckmar faz a cena de um adolescente de 17
anos caindo de um prédio de 12 andares que guardou na memória por muitos anos derivar e
entrelaçar-se à aparição do cometa de Halley em 1954. O romance dá partida nos anos 30 e se
desdobra em quatro décadas de alucinante narrativa, desfilando uma rede de paisagens e de
personagens históricos e fictícios na saga do tropeiro Juca Capucho.

Depois do lançamento em Florianópolis e na capital de São Paulo, obra e autor foram
recebidos em festa em Silveiras, na serra paulista, terra natal do escritor e cenário dessa
narrativa que entremeia lembranças de juventude no universo campeiro e história do Brasil
em tempos de guerra e de esquadria da fumaça. O lançamento na Feira de Livros da UFSC
ocorrerá no dia 21 de março, quarta-feira, às 17 horas, na Praça da Cidadania. Alckmar estará
na Tenda dos Autores para uma conversa com o público, dentro da Programação da Tarde de
Encontro com Leitores. Radicado há 20 anos em Santa Catarina, onde é professor de Letras e
Literatura da UFSC e coordena há 17 anos o Núcleo de Pesquisa em Informática Linguística e
Literatura, maior banco digital de literatura do Brasil, o escritor carrega na sua criação o traço
dos lugares geográficos e literários onde viveu.

Na reinvenção de uma sintaxe tropeira, na largueza e riqueza de vocabulário que lança o
dicionário regionalista em uma linguagem e uma reflexão universalizante, salta aos olhos a
influência da prosa de Guimarães Rosa, cuja obra Alckmar estudou no mestrado. A gramática
ao mesmo tempo erudita e popular, o modo selvagem de enrilhar as frases e puxar os
diálogos, trazendo para o registro escrito o ritmo e a musicalidade da fala tropeira, torna a

leitura desafiante, mas sem freios. A estranheza de vocabulário não param a leitura, trôpega
como um terreno montanhoso, mas veloz como um cavalo xucro. Não é do tipo de romance
que começa devagarzinho, para ir fisgando o leitor aos poucos. Ao que minha vida veio começa
com o cavalo encilhado e dispara até o fim, antes que o leitor pense em saltar, montado na
garupa de um narrador que busca descobrir na história de sua região, suas próprias origens: o
nome do pai e da mãe que lhe são escondidos.

Na busca de repostas para sua história pessoal, há o esforço de reconstrução de fatos da
história do Brasil. “Por exemplo, há uma passagem do cometa Halley, contada pelo meu
avô, que ficou muito espantado ao ver voar aquela bolona com rabo no céu.” Esse evento
individual se emaranha a casos importantes para a região, como a revolução de 1932, quanto
Silveiras foi bombardeada por aviões cariocas das forças federais, chamados de vermelhinhos
pelos habitantes. “É historia que ouço ainda hoje de minha mãe. Ninguém conhecia avião, mas
todos sabiam que dele se jogavam bombas”. A história adentra a Segunda Guerra Mundial,
quando o personagem desiludido, vai, como voluntário da FEB, lutar na Itália e se entremeia
com memórias da infância do autor sobre pessoas que perderam amigos na guerra ou de
jovens que regressaram loucos. O romance passa pelo suicídio de Getúlio, em 54, e segue
sempre cruzando a história miúda com a história grande, uma forma, segundo o responsável
pela essa obra de alquimia, de dizer que uma é tão importante quanto a outra.

Alckmar Santos é professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC), onde coordena o Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura
e Linguística (NUPILL). Foi pesquisador convidado na Université Paris 3 - Sorbonne
Nouvelle (2000-2001) e na Universidad Complutense de Madrid (2009-2010). É
também poeta, romancista e ensaísta. Autor dos livros Leituras de nós: ciberespaço
e literatura, Dos desconcertos da vida filosoficamente considerada (ensaio e
poemas, respectivamente Prêmio Transmídia - Instituto Itaú Cultural), Rios
imprestáveis (poemas, Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira da revista Cult).

Romance - Ao que minha vida veio...
Autor: Alckmar Santos
Editora UFSC
Páginas: 202
Preço: R$ 15,00

Data: dia 21 de março de 2012.
Hora: 17 horas

Local: Tenda dos Autores Feira de Livros da UFSC, Praça da Cidadania

Contatos do autor:

E-mail: alckmar@cce.ufsc.br

Raquel Wandelli
Jonralista – SeCArte – UFSC
Fones? 37218729 e 37218910 e 99110524
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O florescimento da poesia na capital mundial da guerra

21/03/2012 09:46
Seis décadas da lírica alemã são apresentadas nessa seleção de 64 poemas
organizados e traduzidos pelos professores do curso de Alemão Rosvitha
Friesen Blume e Markus Weininger. Em um trabalho de antologia inédito no
Brasil, a obra contempla talentos da poesia em língua alemã desde o Pós-
Guerra até o início do século XXI. A amostra selecionada tem um caráter
panorâmico, embora sem a pretensão de abranger a totalidade de nomes,
eixos temáticos, especificidades formais e tendências estéticas do período. A
obra está sendo lançada pela editora da UFSC no dia 21, às 17 horas, na Feira
de Livros da editora da UFSC, na Praça da Cidadania, em frente ao prédio da
Reitoria.

A seleção passa por nomes internacionalmente consagrados como o de Paul
Celan, pela poesia política dos anos 60 de Hans Magnus Enzensberger, pelo
experimentalismo lingüístico do austríaco Ernst Jandl, pelo cantor e poeta
Wolf Biermann, expatriado pela então Alemanha Oriental, por Erich Fried, o
poeta talvez mais popular deste período, pela poesia da década de 70, mais
voltada para a subjetividade, com Rolf Dieter Brinkmann e Nikolas Born, por
Durs Grünbein, um destaque nos anos 90 na Alemanha recém reunificada, e
pela geração do novo século, como Silke Scheuermann e Nico Bleutge, entre
outros.

Além de dirigir-se ao público leitor brasileiro em geral, a antologia bilíngue
proporciona aos conhecedores da língua alemã a leitura dos poemas
selecionados na língua de origem, de modo a tornar visível o inevitável,
e ao mesmo tempo fascinante processo de reconstrução e de recriação
que se opera em qualquer tradução. Concebida como livro didático para
cursos de Letras, de Estudos da Tradução e de áreas afins, a antologia vem
acompanhada de uma introdução detalhada à poesia alemã das seis últimas
décadas e de um elucidativo posfácio sobre a tradução de poesia.

P.S. Os dois autores estarão no dia 21, às 17 horas, na Tarde de Encontro
com Leitores, na Tenda dos Autores, junto à Feira de Livros da editora da
UFSC, para conversar com os leitores sobre sua obra. (Praça da Cidadania,
em frente ao prédio da Reitoria)

FEIRA DE LIVROS DA UFSC VAI ATÉ 4 DE ABRIL

21/03/2012 09:38
Poesia, conto, romance, filosofia, bioética, história, sociologia e literatura, além de
obras didáticas de engenharia, física e matemática estão entre os 21 lançamentos
programados para a Feira de Livros da Editora UFSC, que entrou na sua terceira
semana com um público diário de duas mil pessoas. Aberta ao público, a mostra
começou na segunda-feira (5), marcando a volta às aulas na UFSC e funciona de
segunda a sexta, das 8:30 às 19 horas, com extensão do horário nas quartas-feiras
até as 20h30min. Até o dia 4 de abril, em uma grande tenda coberta na Praça da
Cidadania, a Editora está expondo com até 70% de desconto 1.800 títulos e cerca
de 20 mil exemplares, entre lançamentos do seu catálogo, das instituições livreiras que integram a Liga de Editoras Universitárias e de outras editoras reconhecidas no mercado.
Vários livros estão sendo lançados na presença dos autores, que também estão
participando de tardes de autógrafos e conversa com os leitores em uma tenda
preparada especialmente para isso junto à feira, sempre às quartas-feiras, às 17
horas. Para embalar os encontros, ao final das quartas-feiras a editora promove
a apresentação do Duo Ariramba, com Adriana Cardoso (voz) e Trovão Rocha
(contrabaixo). “Queremos promover não apenas a comercialização de livros, mas
patrocinar o encontro entre escritores e seu público”, diz o editor Sérgio Medeiros.
Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel com o romance
épico Ao que Minha vida veio, estará na Tenda dos Autores no dia 21. O romance
dividirá a atenção do público com a participação dos autores da antologia poética Seis
décadas de poesia, de Rosvitha Blume e Markus Weinenger.
E na tarde do dia 28, Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no Porão
II, livro incluído pela Coperve na Lista do Vestibular 2013 da UFSC, conversará sobre
a obra, que terá o lançamento de sua segunda edição pela EdUFSC. No mesmo dia,
Lincoln Frias virá de Belo Horizonte para o lançamento de A ética do uso e da seleção
de embriões (vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011). Editado com
apoio da Fapemig, o livro traz uma discussão filosófica emergente sobre as questões
morais e sociais em torno dos avanços da ciência na área da genética.

A EdUFSC preparou
outros lançamentos inéditos especialmente para a feira, como
O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz,
que desbrava a história da primeira modernidade da América através da literatura
clássica. Estão na lista dos novos livros também Ongs e políticas neoliberais no
Brasil, de Joana Aparecida Coutinho, Bioética, do filósofo José Heck e Percursos em
teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto. Além de promover
os lançamentos, a editora vai oferecer com descontos obras que tiveram grande
repercussão no ano passado, como Homo academicus, do sociólogo francês Pierre
Bourdieu, traduzido pela professora do curso de Pedagogia da UFSC Ione Valle.
Ligação direta, ensaio inédito do filósofo italiano Mario Perniola sobre as relações
entre estética e política também se destaca na mostra.

Os livros Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rositha Blume e Markus
Weininger e O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior saíram

direto da gráfica para a feira antes do término do evento. Mais uma novidade: o editor

Sérgio Medeiros avisa que está indo para a gráfica esta semana Riverão Sussuarana,

o grande romance do cineasta Glauber Rocha, co-editado com o Itaú Cultural, que

também deverá ficar pronto para a feira, assim como Códices, do historiador e

pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, considerado o maior especialista em

escritas ameríndias (maia e asteca) da atualidade.

Feira de livros da Editora UFSC/ Liga de Editoras Universitárias
Data: 5 de março a 4 de abril
Local: Praça da Cidadania da UFSC
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8:30 às 19 horas
(quartas-feiras, das 8:30 às 20h30min)


Lançamentos na Feira – Tardes de autógrafos e conversa com autores

Horário: a partir das 17 horas.Local: Tenda dos autores junto à Feira

Leonilda Antunes Pereira, líder dos trabalhadores rurais e autora do livro de poemas
Gralha azul; nas asas da esperança
Data: 7 de março (como atividade do Dia Internacional da Mulher, a partir das 14
horas)
Rodrigo de Haro, autor de Poemas, caixa-livro com os volumes “Folias do Ornitorrinco”
e “Espelho dos Melodramas”.
Alberto Cupani, autor de Filosofia da Tecnologia
Data: 14 de março, a partir das 17 horas

Alckmar dos Santos, vencedor do I Concurso Romance Salim Miguel com Ao que
minha veio
Rosvitha Blume e Markus Weininger, autores de Seis décadas de poesia alemã
Data: 21 de março, a partir das 17 horas

Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no porão 2,

Data: 28 de março, a partir das 17 horas
Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de
(vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011)Outros lançamentos na Feira:

• O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, história da
modernidade latino-americana através da literatura clássica, de Rafael Ruiz.
• Ecos no Porão II, coletânea de contos de Silveira de Souza que faz parte da
lista do Vestibular 2013;

• Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto;

• Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho;

• Bioética, do filósofo José Heck;
• Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática,
nova edição)
Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter

Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática, nova edição)
• Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos, de Antônio PedroOutros lançamentos para o primeiro trimestre:

• O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior;
• Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rositha Blume e Markus
Weininger;
• Códices, do historiador e pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, maior
especialista em escritas ameríndias (maia e inca) da atualidade;

• Riverão Sussuaruna, romance do cineasta Glauber Rocha, em co-edição
EdUFSC e Fundação Itaú CulturalPreços de livros na Feira:

Poemas, de Rodrigo de Haro, com os volumes “Folias do Ornitorrinco”
e “Espelho dos Melodramas” (de R$ 58,00 por R$ 40,00)

Homo Academicus, de Pierre Bourdieu (de R$ 56,00 por R$ 40,00);

O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz (de
R$ 31,00 por R$ 16,00);Ecos no Porão II, coletânea de contos Silveira de Souza (relacionado na lista do
Vestibular 2013 da UFSC) (R$ 15,00);

Filosofia da Tecnologia, de Alberto Cupani (de R$ 34,00 por R$ 17,00);

Gralha azul; nas asas da esperança, poemas de Leonilda Antunes Pereira (de R$
12,00 por R$ 5,00)

Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso
Romance Salim Miguel (de R$ 29,00 por R$ 15,00);

Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho (de R$ 26,00

por R$ 13,00);Bioética, do filósofo José Heck (de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto;
(de R$ 29,00 por R$ 15,00)Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática – de
R$ 26,00 por R$ 13,00);

Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter

Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática – de R$ 26,00 por
R$ 13,00);Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos – Antônio Pedro (de R$
22,00 por R$ 11,00)

Raquel Wandelli
Assessora de Comu

nicação da SeCArte
raquelwandelli@yaho..com.brwww.secarte.ufsc.br

www.ufsc.br

Informações: 37218729 e 99110524

Alberto Cupani e Rodrigo de Haro hoje na Feira de Livros da UFSC

15/03/2012 17:38
A Feira de Livros da Editora da UFSC entra em sua segunda semana de funcionamento na Praça da Cidadania com um público diário de duas mil pessoas e o lançamento de 21 livros inéditos. Dentro da programação da Tarde de Encontro com Leitores, que ocorre sempre às quartas-feiras, às 17 horas, na Tenda dos Autores, dois escritores estarão presentes hoje (14) na feira para o lançamento de suas obras. O multiartista Rodrigo de Haro, autor da caixa Poemas, com os volumes“Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas”, vai conversar sobre sua obra e fazer a leitura de alguns poemas.E o professor Alberto Cupani, autor de Filosofia da Tecnologia, importante ensaio rastreando a questão ética no uso das tecnologias, também estará na Feira recebendo o público.
Rodrigo terá ainda um lançamento à parte no dia 15, no Espaço Cultural Coisas de Maria João, em Santo Antônio de Lisboa. Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel com o romance épico Ao que Minha vida veio, estará na Tenda dos Autores no dia 21. E na tarde do dia 28, Silveira de Souza, autor da coletânea de contos Ecos no Porão II, livro incluído pela Coperve na Lista do Vestibular 2013 da UFSC, conversará sobre a obra, que terá o lançamento de sua segunda edição pela EdUFSC. No mesmo dia, Lincoln Frias virá de Belo Horizonte para o lançamento de A ética do uso e da seleção de embriões (vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011). Editado com apoio da Fapemig, o livro traz uma discussão filosófica emergente sobre as questões morais e sociais em torno dos avanços da ciência na área da genética.
Poesia, conto, romance, filosofia, bioética, história, sociologia e literatura, além de obras didáticas de engenharia, física e matemática estão entre os lançamentos programados para a Feira. Aberta ao público, a mostra começou na segunda-feira (5), com a volta às aulas na UFSC e funciona até o dia 4 de abril, de segunda a sexta, das 8:30 às 19 horas, com extensão do horário nas quartas-feiras até as 20h30min. Em uma grande tenda coberta na Praça da Cidadania, a Editora está expondo com até 70% de desconto 1.800 títulos e cerca de 20 mil exemplares, entre lançamentos do seu catálogo, das instituições livreiras que integram a Liga de Editoras Universitárias e de outras editoras reconhecidas no mercado. Entre os campeões de venda até agora estão a Série Didática e os lançamentos, com destaque para Bioética, do filósofo José Heck.
Os livros Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rositha Blume e Markus Weininger e O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior saíram direto da gráfica para a feira. Riverão Sussuarana,o grande romance do cineasta Glauber Rocha, co-editado com o Itaú Cultural, também já está na gráfica e deverá ficar pronto para a última semana do evento, assim como Códices, do historiador e pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, considerado o maior especialista em escritas ameríndias (maia e asteca) da atualidade.
A EdUFSC preparou outros lançamentos inéditos especialmente para a feira, como O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz, que desbrava a história da primeira modernidade da América através da literatura clássica. Estão na lista dos novos livros também Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho e Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto. Além de promover os lançamentos, a editora vai oferecer, com desconto, obras que tiveram grande repercussão no ano passado, como Homo academicus, do sociólogo francês Pierre Bourdieu, traduzido pela professora do curso de Pedagogia da UFSC Ione Valle. Ligação direta, ensaio inédito do filósofo italiano Mario Perniola sobre as relações entre estética e política também se destaca na mostra.
Feira de livros da Editora UFSC/ Liga de Editoras Universitárias
Data: 5 de março a 4 de abril
Local: Praça da Cidadania da UFSC
Horário de funcionamento:segunda a sexta, das 8:30 às 19 horas
(quartas-feiras, das 8:30 às 20h30min)
Lançamentos na Feira – Tardes de autógrafos e conversa com autores
Horário: a partir das 17 horas.
Local: Tenda dos autores junto à Feira
Rodrigo de Haro, autor de Poemas, caixa-livro com os volumes “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas”.
Alberto Cupani, autor de Filosofia da Tecnologia
Data: 14 de março, a partir das 17 horas
Alckmar dos Santos, vencedor do I Concurso Romance Salim Miguel com Ao que minha veio
Data: 21 de março, a partir das 17 horas
Silveira de Souza, autor da coletânea de contosEcos no porão 2,
Data: 28 de março, a partir das 17 horas
Lincoln Frias, doutor em filosofia, autor de A ética do uso e da seleção de embriões, de (vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses de 2011)
Outros lançamentos na Feira:
· O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, história da modernidade latino-americana através da literatura clássica, de Rafael Ruiz.
· Ecos no Porão II, coletânea de contos de Silveira de Souza que faz parte da lista do Vestibular 2013;
· Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto;
· Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho;
· Bioética, do filósofo José Heck;
· Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática, nova edição)
· Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos,de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática, nova edição)
· Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos, de Antônio Pedro
· O liberalismo de Ralf Dahrendorf, de Antônio Carlos Dias Júnior;
· Seis décadas de poesia alemã, organizado por Rositha Blume e Markus Weininger;
· Códices, do historiador e pesquisador mexicano Miguel León-Portilla, maior especialista em escritas ameríndias (maia e inca) da atualidade (ainda no prelo);
· Riverão Sussuaruna, romance do cineasta Glauber Rocha, em co-edição EdUFSC e Fundação Itaú Cultural (ainda no prelo).
Preços de livros na Feira:
Poemas, de Rodrigo de Haro, com os volumes “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas” (de R$ 58,00 por R$ 40,00)
Homo Academicus, de Pierre Bourdieu (de R$ 56,00 por R$ 40,00);
O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz (de R$ 31,00 por R$ 16,00);
Ecos no Porão II, coletânea de contos Silveira de Souza (relacionado na lista do Vestibular 2013 da UFSC) (R$ 15,00);
Filosofia da Tecnologia, de Alberto Cupani (de R$ 34,00 por R$ 17,00);
Gralha azul; nas asas da esperança, poemas de Leonilda Antunes Pereira (de R$ 12,00 por R$ 5,00)
Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel (de R$ 29,00 por R$ 15,00);
Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho (de R$ 26,00 por R$ 13,00);
Bioética, do filósofo José Heck (de R$ 26,00 por R$ 13,00);
Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto; (de R$ 29,00 por R$ 15,00)
Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);
Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);
Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos – Antônio Pedro (de R$ 22,00 por R$ 11,00)
Raquel Wandelli
Assessora de Comunicação da SeCArte
Informações: 37218729 e 99110524

De Santos e sábios, obra com ensaios de Joyce ganha repercussão nacional

14/03/2012 10:36

O outro lado de James Joyce

De Santos e Sábios, livro de ensaios do escritor irlandês, surpreende pela diversidade de temas e por sua politização

Sábado, 10 de Março de 2012, 03h10

Antonio Gonçalves Filho

A reunião dos textos estéticos e políticos do irlandês James Joyce (1882 -1941) no livro De Santos e Sábios revela mais sobre o escritor do que talvez gostasse o autor de Ulysses. Há nesses ensaios tanto um homem generoso, capaz de fazer justiça ao visionário poeta e pintor William Blake, como um iconoclasta disposto a arrasar a reputação de contemporâneos como o dramaturgo irlandês Arnold F. Graves. Quatro tradutores se debruçaram sobre o livro The Critical Writings (1959), editado por Ellsworth Mason e Richard Ellman, buscando ainda apoio em outro livro, Occasional, Critical an Political Writing, para discutir as relações entre os ensaios de Joyce e sua obra ficcional, escrevendo cada um deles uma pequena introdução crítica a meia centena de textos produzidos entre 1896, quando o escritor tinha apenas 14 anos, e 1937.

A ordem cronológica, nesse caso, comprova a evolução tanto da sintaxe como do pensamento de Joyce. No primeiro texto que se conhece do irlandês, o futuro escritor refere-se ao olho como capaz de definir o caráter de um homem, ao revelar culpa e inocência, vício e virtude. Seria, segundo Joyce, a única exceção ao provérbio “não se deve confiar nas aparências”, parodiado por Oscar Wilde no seu mais célebre aforismo (“só os tolos não julgam pela aparência”). Sobre o compatriota, Joyce escreve um comovente ensaio no livro (relatando o fim do poeta e dramaturgo). Já no último texto, de 1937, Joyce não precisa olhar nos olhos do pirata Samuel Roth, primeiro editor americano de Ulysses, para acusá-lo de inescrupuloso – ele lançou uma edição truncada e, claro, o autor não recebeu seus direitos. Como se sabe, o épico modernista foi banido nos EUA, em 1922, mesmo ano de sua publicação, na França. Acusado de blasfêmia e obscenidade, só foi liberado em 1933.

Boa parte da literatura ocidental, observa um dos tradutores do livro, Caetano Galindo, continua a ignorar esse “vulcão” literário, passando ao largo de Ulysses, traduzido também por Galindo – a nova versão será lançada pela Companhia das Letras em abril. Já os que reconhecem o papel revolucionário de Joyce como ficcionista podem se surpreender com esses ensaios – alguns bem convencionais e escritos para jornais. Surpreendentemente, Joyce se considerava um jornalista nato, apesar da constrangedora entrevista que fez, em 1903, com o piloto de corridas Henri Fournier. É certo que precisava de dinheiro para viver em Paris, mas a conversa com o francês, publicada no Irish Times, nada acrescenta à trajetória de Joyce.

Nesse mesmo ano, ele tentou começar uma carreira de crítico, ajudado por Lady Gregory, que o recomendou ao editor do Daily Express, segundo o tradutor André Cechinel. Provavelmente para impressionar o editor Longworth e afirmar sua autonomia, Joyce foi bastante cruel com a autora do livro Poets and Dreamers (ele classifica de “pitoresca” a obra de Lady Gregory, que não gostou da resenha). Talvez por precaução, no ano seguinte, 1904, Joyce assinou seu primeiro conto publicado, As Irmãs (incluído depois em Os Dublinenses), com o pseudônimo de Stephen Dedalus, nome que figuraria como um dos personagens de Ulysses. Detalhe: Joyce condena o uso de pseudônimos no texto Um Inútil (1903), publicado no mesmo Daily Express, sobre um livro de Valentine Caryl (aliás, Valentine Hawtrey, escritora de romances protofeministas como Suzanne, de 1906).

São sobre política (principalmente o eterno conflito entre ingleses e irlandeses) e o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) os melhores ensaios do livro De Santos e Sábios, organizado por Sérgio Medeiros e sua mulher Dirce Waltrick do Amarante, ambos tradutores de Joyce. Sobre artes visuais, Joyce parece um neófito perdido ao descrever o realismo do pintor húngaro Michael Munkácsy. Sobre filosofia, chega a canonizar Giordano Bruno como o pai da filosofia moderna, rebaixando Bacon e Descartes. Finalmente, sobre literatura, ele parece um tanto desconfiado dela na virada do século (ver o ensaio Drama e Vida, de 1900), a ponto de não poupar nem mesmo a tragédia grega – Joyce dizia que ela já cumprira seu papel. Mais tarde, ele mudaria de opinião, ao definir a literatura como “a arte mais elevada e espiritual”.

A defesa que faz da literatura como forma de combate à opressão – ele escreve sobre a censura às peças de Bernard Shaw, Ibsen e Oscar Wilde – comprova a observação da tradutora Dirce Waltrick do Amarante sobre a posição política de Joyce, visível, segundo ela, tanto na sua ficção como nos ensaios críticos. A “Grande Fome” (1845-8) que matou mais de metade dos irlandeses, fez com que os sobreviventes se voltassem contra o governo britânico, sempre acusado de uma política assassina por Joyce. Embora raramente mencione o fato histórico em suas obras de ficção, é o tema do ensaio Irlanda, Ilha de Santos e Sábios (1907), petardo contra o colonialismo inglês. Uma separação moral, escreve Joyce, existe entre os dois países: os ingleses desprezam os irlandeses por serem pobres, católicos – e, portanto, reacionários, acrescenta o escritor. Mas foram as leis inglesas que arruinaram as indústrias do país e o levaram à bancarrota, conclui.

“O Estado de São Paulo”, caderno Sabático

UFSC oferece curso gratuito em cultura açoriana para professores

13/03/2012 11:57

UFSC oferece curso gratuito em cultura açoriana para professores

 

Capacitação vai preparar professores para realizar atividades artísticas e pedagógicas com seus alunos, ajudando a fortalecer o vínculo com a cultura herdada dos colonizadores açorianos.

 

Professores de escolas públicas e privadas de São Francisco do Sul têm a oportunidade de participar do Curso de Capacitação que o Núcleo de Estudos Açorianos, da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina, oferece nos dias 21, 22 e 23 de março, no Teatro 10 de Novembro.  O objetivo do curso é capacitar os professores a desenvolverem atividades que promovam o conhecimento sobre a cultura açoriana no litoral de Santa Catarina entre as crianças e adolescentes, envolvendo as áreas de história, artes, redação, música, dança, recreação, antropologia, sociologia e patrimônio histórico. Os trabalhos pedagógicos elaborados pelos alunos serão apresentados nos estandes das escolas durante a 19ª. Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina (AÇOR), o maior evento do gênero do Brasil, que acontece em agosto, também em São Francisco do Sul.

 

As inscrições – gratuitas – para as 180 vagas estão abertas na Secretaria Municipal de Educação. Para Francisco do Vale Pereira, diretor do Núcleo de Estudos Museológicos: O conteúdo do curso envolve conhecimentos da história, do folclore açoriano e da própria Festa Açoriana, que há quase duas décadas é realizada todos os anos em um município diferente do litoral catarinense. “O objetivo central do curso é que as pessoas da cidade compreendam os contextos históricos, sociais e geográficos que modelam os costumes presentes em seu cotidiano”.

 

Fazem parte da programação as palestras “Açorianos em Santa Catarina e contribuições na formação do povo catarinense” e “Culto ao Espírito Santoo sagrado e o profano”, ministradas por Joi Cletison, historiador e diretor do NEA.  Francisco do Vale Pereira, historiador e diretor do Núcleo de Estudos Museológicos, explanará sobre os temas “O que é o AÇOR – festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina” eOs Açores”, enquanto Nereu do Vale Pereira, historiador e sociólogo, abordará “A Presença Açoriana no Litoral Catarinense”. Gelci José Coelho, historiador e museólogo, mais conhecido como Peninha, falará sobre a “Herança Açoriana” e “O folclore e as lendas do litoral”.

 

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Comunicação da SeCArte

passaportecultural2@gmail.com

www.secarte.ufsc.br

www.ufsc.br

Informações: 37218729 e 99110524

 

SERVIÇO:

O quê: Curso de capacitação em cultura açoriana para professores da rede municipal

Data: 21 e 23 de março de 2012

Local: Teatro 10 de Novembro

Promoção: Universidade Federal de santa Catarina

Secretaria de Cultura e arte

Realização: Núcleo de estudos Açorianos/UFSC

Informações: (48)9114-4477 – Francisco do Vale Pereira

Inscrições: (47)3444-6161

Qorpus chega a quarta edição com mix de artes

13/03/2012 11:29

(http://qorpus.paginas.ufsc.br/)

Lançada em junho de 2011, a revista de artes on-line “Qorpus” chega encorpada a sua quarta edição.  Diagramada e escrita pelos alunos de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina, sob a coordenação e edição da professora Dirce Waltrick do Amarante, “Qorpus” objetiva estimular o exercício da escrita crítica e dramatúrgica. Nesta edição do jornal, cinema, literatura, performance e teatro caminham lado a lado e dialogam estreitamente.
Destaca-se, nesta edição, o ensaio de Werner Heidermann sobre a tradução do texto dramático, na janela “Como é”. Segundo Heidermann, podemos comparar o texto dramático a uma partitura, a qual só pode ser interpretada e “desdobrar seu potencial” na hora da realização pelos “instrumentos” previstos na partitura. Ainda nessa janela, o leitor encontrará duas resenhas de filmes: Alexandre Fernandez Vaz fala sobre a produção nacional mais recente, comentando “O palhaço” (2011), o premiado filme do diretor e ator Selton Mello; e Aurora Bernardini traz à cena o cinema francês contemporâneo, dando destaque ao filme “Tomboy”, dirigido por Céline Sciamma.
Na janela “Como é”, Marina Veshagem conta um pouco de sua experiência com o grupo teatral colombiano “Luz de Luna”, através de um vídeo-documentário de sua autoria. Márcio Cabral fala sobre a peça “Oxigênio”, da Companhia de Teatro de Curitiba, apresentada no final do ano passado na UFSC. Angélica Mahfuz traz uma breve reflexão sobre o teatro contemporâneo e Giovana Ursini analisa o conto “Um artista da fome”, de Franz Kafka. Por fim, um ensaio de Dirce Waltrick do Amarante sobre o teatro infantil contemporâneo.
Em “Teatro na praia”, Sérgio Medeiros fala sobre a cantora e performer Cathy Berberian. Alunos da disciplina “Adaptação, citação e tradução: teatro, cinema e literatura”, da UFSC, apresentam uma adaptação em vídeo do romance “O Senhor Valéry”, do escritor angolano Gonçalo M. Tavares. Ângela Victoriano e Guilherme Oliveira discutem o processo de montagem de “Clowns”, dirigido por Priscila Genara — o espetáculo reestreia em março no campus da UFSC.
Na janela “Teatro na Praia”, o leitor poderá apreciar um fragmento de “Com que se pode jogar”, último livro de Luci Collin, além de uma crônica de Priscila Andreza de Souza e de um fragmento das aventuras do famigerado herói Pantagruel, de François Rabelais, na tradução de Clélia Mello. Clélia Mello lê também dois poemas do livro “Espelho dos Melodramas”, de Rodrigo de Haro, integrantes dos dois volumes inéditos do conjunto Poemas, que o artista lança pela Editora UFSC no dia 15 de março, às 20 horas, no Espaço Cultural Coisas de Maria João, em Santo Antônio de Lisboa, ao lado da obra, Arcabouços 2007, de Pedro Garcia. A mesma janela traz a tradução de um fragmento do escritor Ivan Goll, por Maria Aparecida Barbosa.
Outro destaque desta edição é a publicação, na janela “… à procura de um autor”, de uma entrevista com o diretor do teatro de la Huchette, casa tradicional de Paris. A peça “A cantora careca”, do dramaturgo franco-romeno Eugène Ionesco, está em cartaz nesse teatro desde 1957, sem interrupção. Dois atores da troupe do teatro de la Huchette também participam da entrevista.
Ainda em “…à procura de um autor”, Raquel Wandelli entrevista o multiartista Rodrigo De Haro e o poeta Duda Machado, parceiro de Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros compositores brasileiros. Além de poeta, ensaísta e tradutor, Duda Machado é professor de teoria literária na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais. Diz Rodrigo na entrevista:  “Sim, uma certa tradição hermética me fecunda. Acredito que os valores do sagrado e só eles poderão salvar o mundo. É preciso reencantar o mundo através do apelo ao silêncio e também a outros ritmos compatíveis com a expansão do ser. O ético e o social devem expandir-se sem coerção, sem decretos, mas segundo o desabrochar da consciência de cada homem: pois todos sabemos de nossos deveres, todos podemos comunicar da mesma alegria. Basta abrir a porta”.
Transitando entre a docência e a produção poética, Duda Machado, por sua vez, fala na entrevista sobre a relação entre música e poesia e sobre seu último livro, Adivinhação da leveza, pela Azougue Cultural. Aborda ainda, com eloquência, a importância da efervescente Salvador dos anos de 60 e 70 na sua formação e na de outros expressivos artistas nacionais. Conta como esse movimento conseguiu driblar o golpe de 64 e a sociedade conservadora para instaurar na capital baiana um polo de vanguarda na produção cultural para o País.
Na “Agenda Cultural”, convite para conhecer o site da performer e dançarina de butoh Emilie Sugai. A revista pode ser lida no link: http://qorpus.paginas.ufsc.br/2012/03/11/editorial-n-004-11032012/, atendendo aos apelos da campanha “universidade sem papel. “Além de estreitar o diálogo entre os alunos, estamos com essa publicação propiciando-lhes o desenvolvimento criativo e reflexivo de temas comuns”, explica a editora Dirce. Cada edição conta com a colaboração de artistas de carreira consolidada, mas principalmente de professores convidados, visando ampliar o entrosamento entre as pesquisas docentes e discentes, acrescenta a professora do Curso de Artes Cênicas e tradutora da obra de James Joyce, entre outros.
Informações: Dirce Waltrick do Amarante
37218729 e 99110524