Museu Universitário recebe coleção com objetos de 180 etnias indígenas

28/11/2011 19:10


Há cerca de uma década, o geólogo
Rodrigo Del Olmo Sato, 36 anos, começou a colecionar objetos etnográficos adquiridos
em tribos indígenas da região amazônica para onde viajava prestando consultoria
a empresas. Em pouco tempo, ele tinha em casa um acervo com 180 objetos, entre
arco, flechas, cestarias, cerâmicas, artes plumares, colares, alfinetes de
nariz e chocalhos, representando a cultura de 53 grupos indígenas do país.
Começou então a classificá-los e catalogá-los e percebeu que a paixão tinha de
dar lugar ao senso de preservação. Tomou assim a decisão de transferir esse
acervo a uma instituição que pudesse conservá-lo e exibi-lo para mais pessoas e
o Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral, da UFSC, pareceu-lhe o lugar
ideal.

A coleção que a antropóloga
Cristina Castellano recebeu nesta segunda-feira (28) à tarde das mãos do
geólogo em nome da direção do Museu Universitário vai ficar exposta dentro da
coleção de Etnologia Indígena em regime de comodato por dez anos que podem ser
renováveis pelo proprietário. “É só para eu ter a sensação de que ainda estou
próximo desse material”, diz Sato, que resolveu fazer a cessão quando se deu
conta da necessidade de um local adequado para preservar os frágeis objetos,
sobretudo os adornos plumares. Natural de Curitiba e dono de uma empresa que
presta consultoria na área de hidrogeologia, Sato realizou muitas outras
viagens também pelo Estado de Santa Catarina, quando arregimentou um
significativo mostruário sobre o modo de vida das etnias indígenas (Guarani,
Xocleng e Caingang) e também pensa em doá-lo ao museu futuramente.

A doação ocorreu no auditório do
Museu Universitário, na presença de amigos do museu e de participantes do
Projeto Museu em Curso, que vieram prestigiar a palestra do museólogo e
antropólogo italiano, professor da Sapienza Università di Roma, Vicenzo
Padiglione, sobre patrimônio cultural nas
comunidades. Advindo das tribos Apalay, Arara, Arawete, Baniwa, Bororo,
Kalapalo, Paresi, Xokleng e Kaiapó-Gorotire, entre outras etnias do norte do
país, os objetos receberão os cuidados necessários a sua preservação e
integridade, garantiu Cristina. “A importância maior dessa doação é a
diversidade de origens, o que abre flanco para novas pesquias”, explica a
museóloga Viviane Wermelinger. O material complementa, segundo ela, a coleção
de outros antropólogos que pesquisaram tribos do norte, como o já falecido
Sílvio Coelho dos Santos, que se deteve na etnia Xokleng.

Texto:
Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC

Fones:
37218729 e 99110524

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Historiadores do mundo discutem cidades fortificadas

28/11/2011 18:40

Começa na terça (29/11), e vai até 1º de dezembro, o “7º Seminário de Cidades Fortificadas” e o “2º Encontro Técnico de Gestores de Fortificações”, que ocorrem simultaneamente em Bertioga (São Paulo). O evento reunirá historiadores, museólogs, estudiosos e palestrantes do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina), Uruguai, Portugal, Bélgica e Holanda. Além das palestras, estão previstas duas tardes dedicadas a visitas técnicas às principais fortificações da Baixada Santista. Pela UFSC, participam Roberto Tonera, coodenador do Projeto Fortalezas Multimídia e Joi Cletison, coordenador do Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, da SeCArte, ambos membros do comitê técnico do evento.

O objetivo, segundo Cletison, é compartilhar práticas criativas e bem-sucedidas de gestão visando-se estabelecer intercâmbios e parcerias que ajudem a melhorar e modernizar a preservação desse patrimônio. No encontro, os gestores dos fortes apresentarão um panorama das ações desenvolvidas nas fortificações sob sua administração. Os painéis vão possibilitar uma troca de experiências no que diz respeito às questões que desafiam hoje todos os gestores: auto-sustentabilidade; parcerias e projetos; captação de recursos; corpo técnico; manutenção e conservação de edifícios e acervos; pesquisa e documentação; divulgação e difusão cultural; educação patrimonial; visitação e turismo, acessibilidade; uso adequado dos espaços e promoção de atividades artístico-culturais.

Aberto ao público, o evento ocorre no SESC Bertioga, mas as inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online disponível no website da Prefeitura Municipal: http://www.bertioga.sp.gov.br/formulario_seminario.php. O “7º Seminário de Cidades Fortificadas” e o “2º Encontro Técnico de Gestores de Fortificações” são uma realização da Prefeitura Municipal de Bertioga, Universidade Federal de Santa Catarina e Espacio Cultural Al Pie de la Muralla (Uruguai). O site oficial do evento é: http://cidadesfortificadas.ufsc.br/ que contém informações sobre a 7ª edição do Seminário e sobre todas as edições anteriores, inclusive a última que ocorreu na UFSC

 

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Jornalismo na SeCArte

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MUSEU EM CURSO: Antropólogo Padiglione aborda patrimônio cultural

28/11/2011 11:48

Teórico italiano e professor da Sapienza Università di Roma fala às 14h30min, no auditório do Museu Universitário, sobre patrimônio cultural nas comunidades

A décima edição do projeto “Museu em Curso” ocorrerá hoje (28/11), às 14h30, no auditório do Museu Universitário. O antropólogo Vicenzo Padiglione abordará questões relativas ao patrimônio cultural das comunidades. Com a palestra “Museu Comunitário” o teórico dará ênfase à sua experiência na Itália.

O projeto “Museu em Curso” é uma realização da Secretaria de Cultura e Arte e Museu Universitário Professor Oswaldo Rodrigues Cabral – UFSC, em parceria com a Associação dos Amigos do Museu Universitário. Tem como objetivo promover formação e discussão sobre temas relativos aos museus. A cada mês, é realizada uma palestra voltada para as diversas áreas da teoria e da prática museológica.

Vicenzo Padiglione é  professor associado da  Sapienza Università di Roma. Leciona antropologia cultural, museologia e etnografia da comunicação. É diretor da Revista Antropologia Museale. Concebeu e realizou o Etnomuseo Monti Lepini di Roccagorga, e o Museo del Brigantaggio di Iri  e di Cellere. Entre as inúmeras pesquisas e publicações destacamos as  que refletem sobre os temas da memória, da museologia e da violência, como Storie contese e ragioni culturali.

Serviço:

O quê: Museu em curso, palestra com Vicenzo Padiglione

Quando: 28 de novembro de 2011, às 14h30

Onde: Auditório do Museu Universitário

Quanto: Entrada franca

Informações: 48 3721-8604 ou 9325

E-mail: ufsc.mu.museologia@gmail.com

Serão fornecidos certificados

Oficina ensina a preparar o Natal

25/11/2011 18:13

 

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Participantes da 4ª.Semana Ousada de Artes aprenderam a criar da argila as figuras que compõem o presépio do nascimento de Cristo

Uma das atividades que vêm movimentando a 4ª. Semana Ousada de Artes, promovida pela UFSC e Udesc, é a oficina de presépio popular, que prossegue até esta quinta-feira, dia 24, na Praça da Cidadania. Artistas plásticos, Osmarina e Paulo Vilalva trazem a experiência do ateliê mantido no bairro José Mendes, em Florianópolis, para o campus, mostrando aos alunos o processo de elaboração das pequenas peças de argila que compõem o minipresépio, cuja base é um pedaço de casca de pente de macaco, árvore existente nas matas da Ilha de Santa Catarina.

 

A maioria dos frequentadores da oficina são servidores da UFSC e professores da rede pública, que aprendem a manipular a matéria-prima para fazer miniaturas das figuras sacras do presépio, dos animais, das loucinhas e dos elementos que decoram o cenário ao redor da minúscula manjedoura. “Eles entendem como construir a peça, queimá-la e pintá-la”, informa Osmarina Vilalva. “Depois, ficam sabendo como colar essas peças na estrutura do presépio, que é uma pequena casca de planta”. Completa o conjunto um raminho de árvore arrematado com flores desidratadas.

 

Osmarina, o marido (ambos autodidatas) e o filho Paulo Andrés (que estuda artes plásticas) já expuseram suas peças de cerâmica na Sepex e em outros eventos da UFSC, e a partir de 9 de dezembro montarão um presépio em tamanho natural na frente da Reitoria da instituição. Eles trabalham com arte desde a infância e também criaram conjuntos com temas como a procissão do Senhor dos Passos, o pão-por-deus, o boi de mamão e outras manifestações culturais da Ilha de Santa Catarina.

 

Salete Clara, uma das alunas da oficina, diz que nunca havia manuseado argila, mas garante que aprovou a experiência. “Achava que era muito difícil, mas não é”, assegura. Trabalhando há 23 anos na recepção da secretaria do Centro de Ciências Biológicas (CCB), ela diz estar “adorando” a sua primeira incursão pela arte.

Durante esta semana, na Praça da Cidadania, estão sendo realizadas também as oficinas de escultura em mármore, presépio de grande formato, desenhos para crianças e cerâmica utilitária.

 

Mais informações sobre a Semana Ousada de Artes podem ser buscadas em www.semanaousada.udesc.ufsc.br e pelo telefone (48) 3721-8304.

 

Texto: Paulo Clóvis Schmitz/Jornalista na Agecom

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Semana Ousada: O invisível também se deixa fotografar

25/11/2011 18:09


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Não há inquietação maior do que aprender a dúvida, resistir ao senso comum e, mais, fotografar o que não existe. Foi com essa sugestão de objeção e não-resposta que o fotógrafo Danísio Silva com a oficina “Fotografando o In-visível a partir da Realidade?” se propôs a ensinar na 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/Udesc.

“Buscar a dúvida e não a certeza”, Danísio resumiu a oficina dessa maneira. E haja dúvida. Inscreveram-se 41 pessoas para as dez vagas. Fato que surpreendeu o fotógrafo e o fez confirmar o que havia pensado. “As pessoas procuram a dúvida”. Uma oficina que incita observar o que não existe e procura construir a visão particular da realidade de cada participante através da foto. “A oficina é a criação da dúvida através da imagem. Ela só traz dúvida. A dúvida que faz a gente caminhar”, comentou.

Trazer o rompimento do mundo da imagem e questioná-la a partir da realidade e visão de cada um. Os participantes aprenderam a observar o que não é definitivo – o que não existe. Como exercício prático para essa concepção, foram produzidas fotos a partir do conceito da Fotografia Efêmera – foto que existe no exato momento do flash. Em cima de uma mesa foi colocado um incenso aceso, com a sala escura e um jogo de flash, os participantes tiraram fotos da fumaça que era produzida e criaram uma foto única que não poderia ser repetida.

Com a câmera em mãos, os alunos da oficina dançaram conforme o movimento da fumaça, que naquele momento, era a maior representação do invisível. A imagem que muda em relação ao tempo e que existe nos olhos, momento e desequilíbrio da realidade ou não-realidade. Enquanto interagiam com a máquina, o flash e a fumaça, os alunos eram provocados por Danísio, a cada incentivo de “começar a entrar na foto e criar uma relação íntima com a fotografia”.

Perguntado, quase ingenuamente, como era possível observar o invisível, Danísio definiu: “Todo mundo vê, mas não enxerga o invisível.” Prosseguiu ainda, ao decifrar o que muitos chamaram de loucura: “É a loucura, institucionalizada ou não”.

Após a conclusão da oficina nesta sexta-feira, dia 25, será organizada uma exposição com as fotos produzidas pelos participantes no decorrer da Semana Ousada de Artes. A ideia é que alunos do Curso de Filosofia da UFSC participem da exposição para interagir com a concepção de fotografia invisível, com conceitos filosóficos da imagem.

Por Ricardo Pessetti / Bolsista de Jornalismo da Agecom

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Última oportunidade para assistir a peça Oxigênio

25/11/2011 16:59

Elenco da peça em atuação

 

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Produção teatral movimentada e inteligente levanta o público de Florianópolis como fez com o resto do país. Drama-comédia-musical que faz refletir sobre o essencial da vida encerra hoje (25), às 19 e 21 horas, a Semana Ousada de Artes

Com duas apresentações ovacionadas de pé pelo público do Garapuvu na noite de quinta-feira (25), a peça Oxigênio, de Márcio Abreu, repete a dose hoje (25) no encerramento da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC. O que move o fio condutor dessa narrativa que mistura várias linguagens artísticas, como drama, rock ao vivo, drama, comédia, é a pergunta: “O que é o essencial para você?”. Ou, ainda, na metáfora da respiração que o trio eletrizante de atores formado por Patrícia Kamis, Rodrigo Bolzan e Gabriel Schwartz coloca a derivar durante essa provocativa e inovadora narrativa teatral que diverte, emociona, faz pensar, dançar e voltar pra casa com a alma revirada perguntando-se: “O que é o oxigênio para mim?”.

 

Às 19 horas e às 21 horas, no auditório do Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, o espectador tem a última oportunidade de assistir gratuitamente essa peça que está alavancando elogios da crítica e do público em sua turnê pelo país. O texto do russo Ivan Viripaev, inédito no Brasil, em um espetáculo musicado que conta a história de um casal, uma história de amor e um assassinato, ganha vida e contemporaneidade na dramaturgia arrojada de Márcio Abreu indicada pelo coordenador do Curso de Artes Cênicas da UFSC, Fábio Salvatti. Integrantes de uma banda de rock apresentam, em dez composições, não apenas a história de um homem, sua mulher e sua amante, mas também se deixam interpelar sobre temas como a violência, sexo, religião, consumismo e alienação. “É uma produção muito inteligente e atrativa para as pessoas abertas a pensar sobre as questões fundamentais da vida. Por isso a selecionamos para a Semana Ousada”, analisa a secretária de Cultura e Artes da UFSC, Maria de Lourdes Borges, coordenadora do evento.

 

Em uma viagem reflexiva que parte do decálogo das Tábuas dos Dez Mandamentos, a peça vai arrastando pelo caminho textos da cultura clássica, pop e industrial, produzindo entretenimento com conteúdo e experimentação. Assim, humor e erudição, às vezes lirismo e leveza, muitas outras tragédia e densidade se misturam para colocar do avesso as atitudes e hábitos contemporâneos. O resultado é um profundo mergulho na existência: “A  maior reflexão que queremos provocar é sobre o que é essencial para cada um”, diz produtora da companhia Nina Ribas. Produzida pela Companhia Brasileira de Teatro, a obra estreou em dezembro de 2010 em Curitiba e concorre a dois prêmios da revista digital Questão de Crítica: melhor cenografia e melhor diretor. A companhia acaba de voltar de turnê pelo Brasil e está com mais três espetáculos: o premiado Vida, Descartes com lentes e Isso não te interessa, todos na direção da arte e da cultura essenciais.

 

 

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Espetáculo Oxigênio faz pensar o que é essencial na vida

24/11/2011 15:27

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O espetáculo mais aguardado desta quinta e sexta-feira (24 e 25), no encerramento da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC é a peça Oxigênio, de Márcio Abreu, que faz quatro apresentações à noite no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, às 19 e às 21 horas. Marcada pela ousadia estética e a linguagem experimental, a peça enseja uma profunda reflexão sobre as necessidades do indivíduo contemporâneo no texto de um aplaudido dramaturgo e na atuação de dois expressivos atores.

Elenco da peça em atuação

As atividades de teatro, cinema, literatura, música, dança, exposições, mostras e oficinas espraiam-se por todos os dois campi, da manhã até a noite de sexta-feira nos palcos das duas universidades e de mais 16 cidades do Estado. Uma centena de espetáculos gratuitos e abertos ao público durante os três períodos está sendo oferecida gratuitamente à população, graças à união de esforços das duas universidades.  Ainda há vagas para todas as apresentações do Oxigênio, das 19 e das 21 horas na quinta e na sexta. “Para o encerramento dessa overdose de programação artística, a Semana Ousada investe nessa reconhecida produção nacional do teatro, premiada pela crítica e pelos festivais de teatro do País”, convida Maria de Lourdes Borges, secretária de Cultura e Arte da UFSC, que promove a Semana em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidades da UDESC.

Com a encenação de Oxigênio, a companhia brasileira de teatro lança no Brasil a obra de Ivan Viripaev, completamente inédita no país. O trabalho do dramaturgo, nascido na Sibéria, tem forte identificação com o trabalho da companhia. “A musicalidade da palavra expressa no texto, a forma de se colocar diante do público e a revisão do teatro como modo de contato com a plateia são apenas alguns dos elementos que nos conquistaram”, conta o diretor Márcio Abreu. O texto trata de assuntos contemporâneos como violência, terrorismo, racionalidade, consumismo. “Discute tudo isso investigando sobre o que é essencial na existência”, completa.

Na quinta-feira (25) às 17 horas, a atriz Ilse Körting, formanda do curso de Artes Cênicas da UFSC,  se metamorfoseia na figura de um velho para encenar o ensaio aberto O monólogo de Miguel. Dirigido por Gustavo Bieberbach e Ricardo Goulart, o espetáculo será apresentado na sala 402 do Curso de Artes Cênicas, localizadas no Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. A narrativa gira em torno de um escritor que ao tentar escrever sobre a ira descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega. Às 20 horas de sexta, nas obras do antigo Centro de Convivência, aproveitando o cenário sinistro, a mesma atriz apresenta Os inomináveis, criação a partir das peças Play e Footfalls, de Samuel Beckett.

Paralelamente, termina na sexta (25), no Auditório da Reitoria, a Mostra de Cinema Argentino, que desde segunda-feira apresenta seis grandes realizações cinematográficas da década de 40 aos anos recentes, mostrando os percursos históricos dessa arte. O projeto 12:30 também está ocorrendo todos os dias, com uma pauta intensa de bandas e músicos e a  TV UFSC está transmitindo uma programação especial em homenagem ao poeta Cruz e Sousa, com a exibição do documentário Cruz e Sousa, a volta de um desterrado, de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting e do filme  Cruz e Sousa o poeta do Desterro, do cineasta Sylvio Back, que será transmitido na quinta (24), às 23 horas.

Fazem parte desse pool de eventos de arte e cultura as cidades de Araranguá, Balneário Camboriú, Calmon, Chapecó, Curitibanos, Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, Ibirama, Matos Costa, Palma Sola, Palmitos, Pinhalzinho e São Bento do Sul.

 

Texto e divulgação:

Raquel Wandelli

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Café Filosófico discute cultura industrial cibernética

24/11/2011 15:20


A série Café Filosófico deste semestre encerra na sexta-feira, (25/11), às 19 horas, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), com o filósofo Rodrigo Duarte falando sobre “Indústria cultural 2.0”. Com acesso público e gratuito, o ciclo de encontros deste semestre iniciou em agosto promovendo uma série de palestras seguidas de debates dedicados à temática Estética e Filosofia da Arte. Presidente da Associação Brasileira de Estética e natural de Minas Gerais, Duarte é bacharel e mestre em Filosofia pela UFMG com a dissertação “O Conceito de Natureza em O capital”, de Marx. Realizou doutoramento na Universität Gesamthochschule Kassel, na Alemanha, onde defendeu a tese sobre o filósofo Theodor Adorno, considerado o grande crítico da indústria cultural.

Professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, Duarte é autor do livro Teoria crítica da indústria cultural, publicado pela Editora UFMG em 2003, no qual faz uma abordagem crítica sobre o fenômeno da indústria cultural em relação ao capitalismo até chegar à cultura internáutica. O autor traça um percurso histórico desde a fundação da Escola de Frankfurt até os desdobramentos econômico-políticos atuais do fenômeno da globalização da cultura de massa, passando pelas formulações de Marcuse, Benjamin e detendo-se em Adorno. As principais áreas de atuação do conferencista são: Estética e Filosofia Social.

Mesmo ciente das diferenças entre o mundo globalizado e o estágio capitalista dos anos quarenta, quando atuaram os teóricos dessa escola, Rodrigo Duarte procura mostrar o quanto a crítica de Adorno e Horkheimer ainda permanece válida. Mostra como todo o aperfeiçoamento da tecnologia da indústria cultural teve a orientação de enfatizar o tratamento que ela dispensa a seus consumidores, tratados sempre como objetos de investigação estatística. Permanece, na indústria cultura, a “invariável tentativa de mantê-los em um estado de manipulação e de menoridade através de estereótipos e formas que privilegiam sempre a resignação perante o sistema como um todo”, explica o  Verlaine Freitas, professor do Departamento de Filosofia da UFMG, em comentário à obra. A professora Cláudia Drucker, do Curso de Artes Cênicas, que também foi palestrante dessa série será debatedora nesta rodada.

Realizado desde 2009 pela Secretaria de Cultura e Arte com apoio da Pós-Graduação em Filosofia e Núcleo de Investigações Metafísicas, o ciclo Café Filosófico promove o encontro mensal de estudantes, professores e pesquisadores com grandes filósofos da contemporaneidade para a discussão de temas atuais e emergentes abordados por renomados estudiosos. “É uma forma de democratizarmos o acesso ao saber filosófico e divulgarmos a obra dos pensadores que mudaram nosso modo de pensar e ver a realidade”, pontua a secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Borges. As exposições são marcadas pelo caráter introdutório e acessível ao grande público e se encerram sempre com uma mesa de café.

Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte) / Contatos: (48) 99110524 – 37219459  /  / / www.secarte.ufsc.br

 

 

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Raquel Wandelli

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Semana Ousada de Artes: encontro com o artista Pita Camargo

23/11/2011 18:06

Como parte da programação da Semana Ousada de Artes UFSC/Udesc, nesta quinta-feira, às 15h, o artista blumenauense Pita Camargo participa de uma discussão com o público na Sala Goiabeira, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. O escultor, que no ano que vem completará 30 anos de dedicação à arte, vai mostrar um vídeo sobre o processo criativo e falar sobre a arte conceitual, citando a escultura submersa de sua autoria na reserva biológica Marinha do Arvoredo, em Bombinhas, Santa Catarina. Esta obra foi instalada no fundo do mar, da IIha da Galé, em 1993, e é baseada na arte conceitual de preservação.

Reserva Biológica "Marinha do Arvoredo" - Bombinhas, Santa Catarina

Para o escultor, o processo criativo depende de muito trabalho. “O artista tem que vivenciar o ofício da criação. Não é um esforço só mental, mas real para virar algo concreto. Por isso minha obra não é efêmera, ela busca a eternidade”, comentou Camargo. Sobre a criação no mármore ele explica que é uma tarefa dura, mas de prazer pessoal. “É um trabalho difícil, pois tem que cortar e furar. O mármore vem de Cachoeira de Itapemirim, no Espírito Santo, e custa entre U$ 500 e U$ 800 o metro cúbico. Todo artista se expressa pela sua individualidade, e essa é uma das minhas formas de expressão”, reiterou o escultor.

Sobre as suas obras o artista comenta que a princípio as pessoas ficam curiosas primeiramente por se tratar de um trabalho em mármore. “As pessoas se surpreendem, pois com o mundo contemporâneo é preguiçoso eles se perguntam porque trabalhar com o mármore, bater na pedra, e pensar sobre isso já é interessante”.

Camargo achou excelente o convite para participar da Semana Ousada, mas salientou que o Estado ainda está carente de investimentos na arte, no sentido de valorização da arte catarinense. “Há novos artistas, alguns já consagrados e os que estão caminhando, e nós precisamos de investimentos para todos, pois o artista tem que divulgar suas obras e interagir mais com o público. Seria muito bom se as empresas fizessem o seu papel artístico e cultural, investindo em obras de arte”, finalizou o escultor.

Confira a programação completa da semana em www.semanaousada.ufsc.udesc.br

José Fontenele / Bolsista de Jornalismo da Agecom

Acompanhe as notícias sobre a Semana OUsada de Artes:

– Semana Ousada de Artes: oficina mostra como construir presépios em argila

– Semana Ousada também convida a experimentar

– Banda SatisFire é a atração do Projeto 12:30 desta quarta

– Semana Ousada de Artes: “Sinfonia Terra” arrebata público na estreia; programação continua até sexta

– Semana Ousada de Artes: pianista André Pires se apresenta nesta terça

– Semana Ousada de Artes: mais de cem espetáculos abertos ao público

– 4ª Semana Ousada de Artes começa nesta segunda com uma semana de espetáculos gratuitos

– Semana Ousada de Artes: começa hoje a Mostra de Cinema Argentino

– Ainda há vagas para oficinas gratuitas na Semana Ousada de Artes UFSC UDESC

– Começa distribuição gratuita de ingressos para 4ª Semana Ousada de Artes

– IV Semana Ousada oferece 22 oficinas de arte gratuitas e abertas ao público

– Semana Ousada de Artes: André Pires revira o cânone do piano brasileiro e dá oficina

Dentrofora e Oxigênio propõem reflexão sobre homem contemporâneo

23/11/2011 17:45

Dentrofora homenageia Samuel Beckett

As grandes atrações desta quarta, quinta e sexta-feira (23 a 25) da 4ª Semana Ousada de Artes UFSC/UDESC são os espetáculos Dentrofora, peça baseada em texto de Samuel Beckett, e Oxigênio, de Márcio Abreu. Ambas fazem parte da programação noturna no auditório Garapuvu do Centro de Cultura e Eventos da UFSC. As duas peças têm em comum a ousadia estética e a linguagem experimental, além de ensejarem uma profunda reflexão sobre as necessidades do indivíduo contemporâneo no texto de dois grandes dramaturgos. O supercircuito de eventos artísticos vai até sexta-feira à noite nos palcos das duas universidades e de mais 16 cidades do Estado, oferecendo uma centena de espetáculos gratuitos e abertos ao público durante os três períodos.

Depois de abrir com a Camerata Florianópolis estreando o grandioso espetáculo “Sinfonia Terra”, concebido pelo maestro Alberto Heller, a programação da Semana Ousada investe em duas reconhecidas produções nacionais do teatro, premiadas pela crítica e pelos festivais de teatro do País. As atividades de teatro, cinema, literatura, música, dança, exposições, mostras e oficinas espraiam-se por todos os dois campi, da manhã até a noite. Ainda há vagas para todos os espetáculos, convida Maria de Lourdes Borges, secretária de Cultura e Arte da UFSC, que promove a Semana em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão Cultura e Comunidades da UDESC.

Dentrofora é uma homenagem a uma das mais famosas obras de Beckett, Dias Felizes. Dirigida por Marcio Abreu, com Patrícia Kamis, Rodrigo Bolzan e Gabriel Schwartz, o Vadeco, responsável também pela música, a trama parte de um crime passional. Um homem, acusado pelo assassinato da própria mulher é condenado, juntamente com sua amante. A partir dessa fábula começa uma discussão, polêmica e poética, sobre dramas de uma geração e o que é o “oxigênio” de cada um. A peça estreou em dezembro de 2010 na sede da companhia brasileira de teatro em Curitiba.

Com a encenação de “Oxigênio”, a companhia brasileira de teatro lança no Brasil a obra de Ivan Viripaev, completamente inédita no país. O trabalho do dramaturgo, nascido na Sibéria, tem forte identificação com o trabalho da companhia. “A musicalidade da palavra expressa no texto, a forma de se colocar diante do público e a revisão do teatro como modo de contato com a plateia são apenas alguns dos elementos que nos conquistaram”, conta o diretor Márcio Abreu. O texto trata de assuntos contemporâneos como violência, terrorismo, racionalidade, consumismo. “Discute tudo isso investigando sobre o que é essencial na existência”, completa.

Oxigênio discute o essencial da vida

Às 19 horas desta quarta acontece também a peça Setembro,no Teatro da UFSC, que busca discutir a experiência humana a partir dos eventos ocorridos em 11 de setembro de 2001, que em 2011 completaram dez anos. “Esses eventos deixaram marcas visíveis no nosso dia a dia e alteraram tanto as relações geopolíticas quanto as relações interpessoais no mundo em que vivemos”, diz o diretor Fábio Salvatti. Realizada pelos formandos do curso de Artes Cênicas da UFSC, Setembro parte do pressuposto de que o teatro pode constituir um fórum poético, sensível e intelectual para a discussão de causas e conseqüências desse acontecimento mais marcante do século XXI.

Na sexta-feira (25) às 20 horas, a atriz Ilse Körting, formanda do curso de Artes Cênicas da UFSC,  se metamorfoseia na figura de um velho para encenar o ensaio aberto O monólogo de Miguel. Dirigido por Gustavo Bieberbach e Ricardo Goulart, o espetáculo será apresentado nas obras do antigo Centro de Convivência, aproveitando o cenário sinistro para fazer atuar um escritor que ao tentar escrever sobre a ira descobre a dimensão de seus traumas de infância. A realidade e a ficção se entrelaçam para que ele descubra quem ele é e a profundidade da amargura que carrega.

Paralelamente, começou no dia 21 e vai até o dia 25, no Auditório da Reitoria, a Mostra de Cinema Argentino, que apresenta seis grandes realizações cinematográficas da década de 40 aos anos recentes, mostrando os percursos históricos dessa arte. O projeto 12:30 também está ocorrendo todos os dias, com uma pauta intensa de bandas e músicos e a  TV UFSC está transmitindo uma programação especial em homenagem ao poeta Cruz e Sousa, com a exibição do documentário Cruz e Sousa, a volta de um desterrado, de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting e do filme  Cruz e Sousa o poeta do Desterro, do cineasta Sylvio Back, que será transmitido no dia 24 de novembro, às 23 horas.

Fazem parte desse poolde eventos de arte e cultura as cidades de Araranguá, Balneário Camboriú, Calmon, Chapecó, Curitibanos, Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, Ibirama, Matos Costa, Palma Sola, Palmitos, Pinhalzinho e São Bento do Sul.

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