Mostra de filmes na Lagoa discute homofobia e desigualdade social

27/07/2011 09:08

As relações entre discriminação sexual e desigualdades sociais desafiam as políticas públicas no Brasil e estão no centro dos debates dos estudos de gênero e identidade. Nos dias 2 e 3 de agosto, na Casa das Máquinas, na Lagoa da Conceição, o Curso de Antropologia da UFSC promove, com apoio da Secretaria de Cultura e Arte, a “Mostra Audiovisual Homossexualidades, Racismo, Educação e Violências: a obra de Vagner de Almeida”. O evento parte da obra cinematográfica do teórico e ativista político Vagner de Almeida, que estará presente, para provocar discussões sobre cidadania e igualdade de gênero.

Vagner de Almeida estará presente no evento

O evento quer mostrar como as relações permeadas pelo racismo e homofobia produzem miséria social. “A desigualdade social precisa ser vista em sua complexidade como um problema que perpassa não só a classe, mas também a raça e o gênero”, lembra Miriam Grossi, coordenadora do Núcleo de Identidade de Gênero e Subjetividades da UFSC, que soma esforços a duas outras entidades de pesquisa na organização do evento: o Núcleo de Antropologia Audiovisual (Carmen Rial) e Estudos da Imagem e o Núcleo de Estudos sobre Identidades e Relações Interétnicas (Ilka Boaventura Santos).  “Os sujeitos têm marcas no corpo que produzem desigualdades”, anota Felipe Bruno Martins Fernandes, doutorando do Curso Interdisciplinar em Ciências Humanas, um dos organizadores da Mostra.

A atividade antecede o reinício das aulas nas universidades e a Primeira Conferência Municipal Lésbicas Gays Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTTT) em Florianópolis,  marcada para o dia 23 de agosto, a partir das 8h30min, no auditório da Câmara de Vereadores. Funcionará

Parada Gay

como uma espécie de preparação para os delegados desse fórum, que seguirão para a etapa estadual, ainda sem data, e para a nacional, já convocada pela presidente Dilma Rousself para dezembro, em torno de dois eixos: combate à miséria e à discriminação. O objetivo da etapa municipal é definir um consenso sobre o que se quer para Florianópolis em relação à promoção da cidadania e da diversidade de gênero. “Optamos por fazer um evento de férias que discuta questões como violência sexual, feminismo, identidade, que faça teoria e política e ao mesmo tempo divirta com o

Teórico e ativista gay, o documentarista apresenta uma obra sobre a violência sexual

colorido e a alegria da pluralidade”, diz Fernandes. A participação na mostra é gratuita, a exibição dos filmes é seguida de debates e da promoção de lanches. Os interessados devem retirar os ingressos no local, uma hora antes das exibições.

Vagner de Almeida, o cineasta e documentarista homenageado, coordenou o Projeto Juventude e Diversidade Sexual e atualmente coordena trabalho com população da Terceira Idade na Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), no Rio de Janeiro. Diretor de filmes e teatro, ativista, escritor, ator e crítico de teatro, seu trabalho está focado em gênero e sexualidade, HIV/AIDS, e a relação entre exclusão social, saúde e doença. Atualmente integra o Program on Gender, Sexuality and Sexual Health in Latino Communities and Cultures, no Center for the Study of Culture, Politics and Health dirigido pelo pesquisador Richard Parker da Columbia University (New York/EUA).

Informações:

  • Felipe: complex.lipe@gmail.com ou telefones: (48) 33047564 ou (48) 96199881
  • Vagner de Almeida: (21) 25429024 ou   (21) 81070109 – vagner.de.almeida@gmail.com – www.vagnerdealmeida.com
  • Miriam Pillar Grossi:  (48) 91 31 55 90      .

http://mostravagnerdealmeida.wordpress.com

Divulgação: Raquel Wandelli, assessora de comunicação social da SeCArte

Fones: 37219459 e 99110524

raquelwandelli@yahoo.com.br

Filmes da Mostra

Dando a volta por cima: uma história coletiva

9min | 2008

Esse documento apresenta de forma cronológica os materiais de prevenção para homossexuais HSH, travestis e lésbicas, produzidos pelo governo e por organizações da sociedade civil organizada entre os anos 1980 e 2000. O material faz ainda uma homenagem a líderes comunitários já falecidos que se dedicaram à prevenção do HIV/AIDS na comunidade LGBT brasileira.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Janaína Dutra – Uma Dama de Ferro

50min | 2011

Em fevereiro de 2004 falecia em Fortaleza, aos 43 anos de idade, a advogada Janaína Dutra Sampaio. O movimento da diversidade sexual brasileiro perdia uma de suas ativistas mais importantes, instalando-se um grande vazio. Este filme conta a história de vida e luta política de Janaína Dutra. Amigos, amigas e familiares relembram fatos e momentos da vida de alguém, que com muita coragem e sabedoria, soube mobilizar resistência e a luta das travestis por seus direitos humanos.

Produção: GRAB – Grupo de Resistência Asa Branca (Fortaleza, CE)

Sexualidade e Crimes de Ódio

27min | 2008

Este documentário busca ser uma forma de protesto diante da extrema brutalidade cometida contra os homossexuais no Brasil. Crimes de ódio, oriundos de diferentes segmentos da sociedade. Para o diretor do filme, a igreja católica e os grupos evangélicos radicais são co-responsáveis pelo crescimento da intolerância ao lutarem contra os direitos civis das minorias sexuais. Em uma sociedade onde predominam  os valores machistas, religiosos e moralistas contra a comunidade GLBT, a ausência de direitos já levou a morte a milhares de cidadãos(ãs) brasileiros.

Produção: Vagner de Almeida e Richard Parker

Basta um Dia

55min | 2006

O filme documentário “Basta um dia” aborda a vida de brasileiros e brasileiras que, entre a coragem e o medo, tentam, muitas vezes sem sucesso, sobreviver à dura realidade de violências impostas ao seu cotidiano. São travestis, homossexuais, bichas boys, monas, gays, enfim, habitantes da Baixada Fluminense que enfrentam o preconceito, a agressão física e a morte física e social nas margens da rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre a duas maiores e mais ricas metrópoles do país, Rio de Janeiro e São Paulo.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Escola Sem Homofobia

18min | 2006

Vídeo educativo centrado nas oficinas realizadas com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias sobre a temática da homossexualidade nas escolas. Mostra como a vivência na escola pode ser um caminho para o exercício da cidadania plena e um ambiente de respeito à diversidade sexual. Essas oficinas fizeram parte do projeto Escola sem Homofobia: trabalhando a diversidade sexual com professores da Rede Pública de Ensino de Nova Iguaçu e Duque de Caxias que a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – Ministério da Educação (Secad/MEC), a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro e as Secretarias Municipais de Educação de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, realizou com os professores de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

I Encontro Nacional de Jovens Gays e outros HSH – Prevenção, Solidariedade e Ativismo em HIV/Aids

30min | 2010

Este documentário é direcionando para uma audiência ampla, tais quais jovens de diferentes classes sociais e etnia, educadores, familiares e outras pessoas que estão envolvidas diretamente com população jovem no Brasil e no mundo.

Produção: GRAB (Fortaleza, CE)

Ritos e Ditos de Jovens Gays

43min | 2002

Ritos e Ditos de Jovens Gays nos oferece uma tela viva que desvenda a vivência do jovem homossexual em tempos de AIDS – o seu sofrimento e a sua alegria, as suas angústias e os seus sonhos. O vídeo fala com as palavras dos jovens, sobre as suas experiências e as suas vidas, e, acima de tudo, sobre a sua coragem em enfrentar com dignidade e honestidade uma sociedade tantas vezes injusta e opressiva.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Cabaret Prevenção

20min | 1995

Fruto da Oficina de Teatro Expressionista, desenvolvida pelo Projeto Homossexualidades, o vídeo registra o espetáculo que procurou levar para o palco, de maneira bem-humorada e ao mesmo tempo reflexiva, a realidade cotidiana homossexual e o impacto da epidemia da AIDS, através de textos escritos, encenados e produzidos pelos próprios participantes da Oficina.

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

38min | 2004

O filme “Borboletas da Vida” desvenda a realidade dos jovens homossexuais que vivem na periferia das grandes cidades, sofrendo os efeitos da pobreza e da miséria, sem perder sua dignidade, sua criatividade… Homossexuais, transformistas, borboletas da vida real brasileira… eles/elas “carregam, a mulher na bolsa”, experimentam com as possibilidades e os limites do gênero e da sexualidade, e enfrentam a discriminação com força, coragem, e determinação…

Produção: ABIA (Rio de Janeiro, RJ)

Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica

45min | 2009

Documentário que trata da vida de mulheres brasileiras e seus enfrentamentos na sociedade lesbofóbica e racista. Mulheres essas, que ainda vivem a margem da sociedade e necessitam com muita força e coragem desvendar-se todos os dias.

Produção: Vagner de Almeida

Programação: panfleto_vagner_almeidabaixaresolucao

Abertura – 02/08/2011 | 17h-18h

Mesa de Abertura – Neste momento será projetado o

filme “Dando a volta por cima: uma história coletiva“

Sessão de Abertura – 02/08/2011 | 18h

Janaína Dutra: uma Dama de Ferro

Com presença do diretor Vagner de Almeida

Debatedor@s: Felipe Bruno Martins Fernandes (NIGS/

UFSC) e Kelly Vieira (ADEH)

19h – Coquetel

Sessão 01 – 02/08/2011 | 19h30min-21h30min

Homofobia e Intolerância Religiosa

Projeção dos filmes: “Sexualidade e Crimes de Ódio” e

“Basta um dia“

Coordenador: Fabrício Lima (ROMA)

Debatedor@s: Profa. Miriam Pillar Grossi (NIGS/

UFSC); Profa. Maria Regina Lisbôa (PPGAS/UFSC)

Sessão 02 – 03/08/2011 | 15h-17h30min

Juventudes e Educação

Projeção dos filmes: “Escola Sem Homofobia“, “I

Encontro Nacional de Jovens Gays e Outros HSH” e

“Ritos e Ditos de Jovens Gays“

Coordenadora: Tânia Welter (PIBIC-Ensino Médio-

CNPq/Papo Sério/NIGS/UFSC)

Debatedor@s: Mareli Eliane Graupe (NIGS/UFSC) e

Representante do Comitê Escola Sem Homofobia

Sessão 03 – 03/08/2011 | 18h-20h

Identidades

Projeção dos Filmes: “Cabaret Prevenção” e

“Borboletas da Vida“

Coordenadora: Mônica Siqueira (NAVI/UFSC)

Debatedor@s: Profa. Ilka Boaventura Leite (NUER/

UFSC); Profa. Antonella Tassinari (NEPI/UFSC)

Sessão 04 – 03/08/2011 | 20h30min-22h

Lesbianidades

Projeção do Filme: “Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou

Lésbica“

Coordenadora: Maria Guilhermina Cunha Salasário

(ADEH)

Debatedor@s: Profa. Mara Coelho de Souza Lago

(MARGENS/UFSC); Profa. Jimena Furlani (LABGEF/

FAED/UDESC)

Divulgados os participantes do II Festival de Música da UFSC

14/07/2011 10:10

Foram selecionados:

1. O Alguidar de Aguiar – Banda Cravo da Terra
2. Vaga-Lumes – Luciano Arnold
3. Entrando no País das Maravilhas – Banda Karibu
4. Jazmim – Marcos Baltar
5. Inquietude – Caren Martins
6. Tereza – Darlan Freitas
7. Skalpelado – Banda Bergos
8. Cecília – Roberto Tonera
9. Ousada – Banda Zazueira
10. Dominó – André Pacheco Henrique
11. Kama – Taoana Padilha
12. Esse Novo Disfraz – Nathalia Britos Gasparini
13. Le Feu d’Amour – Banda Somato
14. Impermanência – Kristian Korus
15. Discos do Roberto – Banda Supergrandes
16. Groove Zone – Banda Top Groove
17. Menino do Gueto – Banda Menino do Gueto
18. Voz do Coração – Banda Habitantes de Zion
19. Menino – Lucas Quirino
20. Não Esbarra – Banda Aislados

Selecionados para II Festival de Música serão conhecidos em show de lançamento

05/07/2011 14:41

Os nomes das 20 bandas e compositores selecionados para o II Festival de Música da UFSC serão revelados em clima de música e festa no dia 13 de julho, às 20 horas, no auditório Garapuvu do Centro de Eventos. Nesse dia, além de divulgar a relação dos escolhidos que participarão do festival nos dias 27 e 28 de agosto, a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC fará o lançamento da coletânea em CD e DVD com as músicas premiadas na edição do ano passado. Aberto ao público e gratuito mediante a retirada antecipada de ingressos a partir de quarta (6), o evento será embalado pelo show da Banda Sociedade Soul.

Devido ao crescimento surpreendente do número de inscritos no evento deste ano, a comissão organizadora precisou de mais tempo para selecionar as composições e divulgar o resultado, que estava previsto para o início de julho. O anúncio dos músicos classificados ser feito junto com a festa de lançamento da coletânea do I Festival de Música da UFSC – 50 anos. A coletânea, produzida em nível profissional, será distribuída aos participantes do ano passado e aos grupos que irão ao palco em agosto. “É uma mostra da qualidade, diversidade e inovação da música experimental da grande Florianópolis”, destaca o coordenador do evento, Marco Valente, que integra a comissão de seleção junto com outros quatro músicos e produtores.

Para participar do pré-lançamento do dia 13, é preciso retirar os ingressos no horário das 9 às 12 horas ou das 14 às 17 horas, no prédio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), que fica em cima do prédio da Editora da UFSC, na quarta, quinta e sexta-feira desta semana (6, 7 e 8). A Sociedade Soul faz o show de encerramento tocando composições próprias que misturam funk e soul com rock, jazz e música eletrônica, adicionadas ao tempero latino de ritmos como a salsa e o samba para criar uma sonoridade dançante e suingada. Os nomes dos músicos, bandas e composições selecionados serão publicados no site www.secarte.ufsc.br nas vésperas.  As bandas selecionadas vão se apresentar em 27 e 28 de agosto, na Praça da Cidadania, onde receberão troféu e também terão suas composições gravadas para CD e DVD.

A segunda edição do Festival de Música da UFSC bateu o recorde de participação, com um total de 135 músicos. O número de concorrentes foi praticamente o triplo do evento anterior, quando se inscreveram 47 candidatos e superou as expectativas da comissão organizadora da SeCArte. “Essa resposta mostra a força da expressão musical no público jovem e adulto de Florianópolis e a importância de um festival universitário que ajude, como nas décadas de 60 e 70, a alavancar a produção e a pesquisa musical incipiente”, afirma a secretária Maria de Lourdes Borges.

Primeiro festival de música desde a década de 80, o evento é aberto a estudantes universitários, professores e servidores técnico-administrativos dos Campi de Florianópolis, Curitibanos, Joinville e Araranguá. Também participam compositores, músicos, intérpretes e comunidade em geral da grande Florianópolis.  A comissão de organização decidiu manter o caráter regional da mostra ainda este ano, com a perspectiva de estadualizar o evento a partir do próximo.

E-mail para contato: festivaldemusica@reitoria.ufsc.br.

Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

Contatos: (48) 99110524 – 37219459

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

www.secarte.ufsc.br

Selecionados para II Festival de Música

serão conhecidos em show de lançamento

Evento no dia 13, às 20 horas, terá show da Sociedade Soul e lançamento do CD e DVD com as composições vencedoras do último Festival. Ingressos já podem ser retirados a partir de quarta-feira (6)

Os nomes das 20 bandas e compositores selecionados para o II Festival de Música da UFSC serão revelados em clima de música e festa no dia 13 de julho, às 20 horas, no auditório Garapuvu do Centro de Eventos. Nesse dia, além de divulgar a relação dos escolhidos que participarão do festival nos dias 27 e 28 de agosto, a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC fará o lançamento da coletânea com as músicas premiadas na edição do ano passado para CD e DVD. Aberto ao público mediante a retirada antecipada de ingressos a partir de quarta (6), o evento será embalado pelo show da Banda Sociedade Soul.

Devido ao crescimento surpreendente do número de inscritos no evento deste ano, a comissão organizadora precisou de mais tempo para selecionar as composições e divulgar o resultado, que estava previsto para o início de julho. O anúncio dos músicos classificados ser feito junto com a festa de lançamento da coletânea do I Festival de Música da UFSC – 50 anos. A coletânea, produzida em nível profissional, será distribuída aos participantes do ano passado e aos grupos que irão ao palco em agosto. “É uma mostra da qualidade, diversidade e inovação da música experimental da grande Florianópolis”, destaca o coordenador do evento, Marco Valente, que integra a comissão de seleção junto com outros cinco músicos e produtores.

Para participar do pré-lançamento do dia 13, é preciso retirar os ingressos no horário das 9 às 12 horas ou das 14 às 17 horas, no prédio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte), que fica em cima do prédio da Editora da UFSC, na quarta, quinta e sexta-feira desta semana (6, 7 e 8). A Sociedade Soul faz o show de encerramento tocando composições próprias que misturam funk e soul com rock, jazz e música eletrônica, adicionadas ao tempero latino de ritmos como a salsa e o samba para criar uma sonoridade dançante e suingada.

A segunda edição do Festival de Música da UFSC bateu o recorde de participação, com um total de 135 músicos. O número de concorrentes foi praticamente o triplo do evento anterior, quando se inscreveram 47 candidatos e superou as expectativas da comissão organizadora da SeCArte. “Essa resposta mostra a força da expressão musical no público jovem e adulto de Florianópolis e a importância de um festival universitário que ajude, como nas décadas de 60 e 70, a alavancar a produção e a pesquisa musical incipiente”, afirma a secretária Maria de Lourdes Borges. Os nomes dos músicos, bandas e composições selecionados serão publicados no site www.secarte.ufsc.br. As bandas selecionadas vão se apresentar em 27 e 28 de agosto, na Praça da Cidadania, onde receberão troféu e também terão suas composições gravadas para CD e DVD.

Primeiro festival de música desde a década de 80, o evento é aberto a estudantes universitários, professores e servidores técnico-administrativos dos Campi de Florianópolis, Curitibanos, Joinville e Araranguá. Também participam compositores, músicos, intérpretes e comunidade em geral da grande Florianópolis. A comissão de organização decidiu manter o caráter regional da mostra ainda este ano, com a perspectiva de estadualizar o evento a partir do próximo.

E-mail para contato: festivaldemusica@reitoria.ufsc.br.

Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

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No palco da palavra, Carmen Fossari lança Heresia

05/07/2011 14:37

Depois de mais de 30 anos de dramaturgia, foi paradoxalmente a Internet que em doses homeopáticas motivou a publicação dos poemas que Carmen Fossari, diretora do Teatro da UFSC, reúne agora em seu primeiro livro de poesia. Atriz e dramaturga, Carmen começou a escrever em seus próprios blogs. À medida que recebia incentivo e retorno dos leitores, passou a publicar poemas em outros blogs e em outros meios eletrônicos no Brasil e no exterior. Dessa forma fluida e dialogada foi dando pequenas asas para que as palavras em versos livres ganhassem a edição de Heresia, livro que ela lança na sexta-feira, 8 de julho, às 19 horas na Livraria Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi.

Em Heresia há uma gama diversificada de temas e formas do poema, que vão dos breves (“Breviário”), brevíssimos (“Ovais”), sequenciais (“Lunares” – as sete luas), extensos (“Animal Homem”, “Frida Khalo”), de recordações da infância (“Junho”, “Dia de Chuva”, “O Beija Flor” e “A Cigarra”), divertidos (“Um dia, o dia sonhou ser noite”), os amorosos (“Amorosidades”), o saboroso (“Pastéis de Belém”), o desamoroso (“Volver”), os indignados (“Liberty and Fire”, “In d(i) o”) e os ecológicos (“A Terra”, um “Planeta”), entre outros.

Publicado pela Editora Delicatta, de São Paulo, sob coordenação de Luíza Moreira, o livro foi prefaciado pelo poeta português João Marques Jacinto, autor de Recantos da lua. A diretora do Grupo Pesquisa Teatro Novo explica que sempre escreveu e sempre esteve próxima da poesia em seu trabalho dramatúrgico. Do seu enamoramento pelos versos, muitos poetas, como Pablo Neruda, García Lorca, Alcides Buss, Lindolf Bel, Cecília Meirelles, Drummond, Leminski e Cruz e Sousa, tiveram suas obras levadas ao palco pelas mãos da diretora. “O que esteve até então ausente nesse longo período foi a vontade de publicar”, explica. “Mas em paralelo à direção e atuação teatral me acompanha o ato de escrever poesias em versos livres, creio que motivada pelos versos de Bandeira: ´Aquilo que sentes… ainda não é poesia é matéria da poesia`”.

E por que o nome Heresia? “Penso que o nome é um apelo, quem sabe um tributo à liberdade do pensamento em uma sociedade e em um mundo onde cada dia mais as pessoas se repartem em guetos estéticos e religiosos”. Essa guetificação, diz ela, faz com que se perca a grande aventura de descobrir no outro a beleza da diferença e do pensamento diverso”.

Heresia:

Editora Delicatta – coordenação de Luiza Moreira,  São Paulo, 2011, 80 páginas.

Poemas de Carmen Fossari,

Diagramação de Ana Ribeiro

Design da capa da artista Adriele de Jesus Vicente

Raquel Wandelli (37219459 e 991105240

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC

www.secarte.ufsc.br

Encontro prepara profissionais para cumprir Estatuto dos Museus

01/07/2011 10:17

Profissionais que atuam em instituições museológicas de Santa Catarina, estudantes ou aspirantes à área de conservação e valorização do patrimônio histórico e cultural terão em julho uma oportunidade de capacitação gratuita. Estão abertas as inscrições para o 33º Encontro Regional do Núcleo de Estudos Museológicos da UFSC (NEMU), que ocorre de 10 a 13 de julho, no município de Itajaí. Promovido pelo NEMU da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, com apoio da prefeitura de Itajaí, o evento tem como objetivo capacitar os participantes para a conservação, o conhecimento e a divulgação dos acervos dos museus de suas cidades.

Em Santa Catarina, existem cerca de 200 instituições museológicas que têm como principal desafio se adequar ao Estatuto dos Museus, criado por decreto presidencial em janeiro de 2009 e já regulamentado. O estatuto determina que toda instituição dessa natureza deverá ser reconhecida a partir da apresentação de um Plano Museológico assinado por um profissional formado em Museologia. Esse plano deverá definir sua missão, estrutura organizacional e áreas de atuação. Até 2014 só as instituições que tiverem se adequado ao estatuto receberão recursos públicos. E todas deverão ter registrado e catalogado o seu acervo, conforme lembra o coordenador do NEMU.

A preparação das instituições para o cumprimento dessas exigências é justamente o tema da conferência de abertura “Estatuto de Museus – Plano Museológico”, que um representante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) proferirá no domingo, 10, às 19 horas, no Museu Histórico, no Centro de Itajaí.  A abertura terá ainda apresentações culturais preparadas pelo município anfitrião. Durante as sessões de comunicação, as instituições vão apresentar suas experiências na administração dos acervos e mostrar atividades que ajudam a promover a integração dos museus com as comunidades, tornando-os mais presentes no cotidiano das pessoas.

O grande diferencial do encontro são as oficinas de capacitação que oferecem noções de  Gestão e documentação de acervos museológicas; Organização e conservação de acervos fotográficos; Plano Museológico: implantação, gestão e organização de museus; Noções de conservação e restauração de documentos (suporte papel); Arqueologia do oeste catarinense; Museus e educação: ação educativa em museus e Segurança em museus. Ministrados por profissionais da área de renome nacional, esses conhecimentos podem ser aplicadas nos locais de trabalho. Cada participante escolhe uma oficina dentre as sete que estão sendo oferecidas este ano, dando preferência para sua área de atuação ou de interesse.

Realizado duas vezes por ano de forma itinerante em diferentes regiões do Estado, o Encontro do Nemu capacita os profissionais a melhorar a qualidade técnica dos acervos e a mostrar sua importância à população. Eles aprendem a realizar o inventário do seu acervo, a cuidar da sua reserva técnica, restauração e conservação em laboratórios e a promover a exposição ao público. “Quanto mais um profissional de museu conhece e administra o seu acervo, mais tem condições de transformá-lo em uma ponte de ligação e diálogo com a sociedade em torno”, lembra o coordenador.

Na segunda-feira (11/7) pela manhã, o evento inicia com um tour ao Patrimônio histórico edificado de Itajaí, seguida de uma visita técnico-cultural ao Museu Etno-arqueológico. As oficinas começam às 13h30min e a sessão de comunicações, com relato de experiências dos museus de Santa Catarina, às 17 horas, sempre no Curso de Administração da Univali. Na terça, o evento prossegue com oficinas pela manhã e à tarde. No último dia, quarta-feira, estão previstas oficinas pela manhã e sessão de comunicações à tarde. Às 16h30min, os participantes realizam um balanço unificado das oficinas e uma reunião de avaliação e encerramento do evento. As inscrições para o encontro estão abertas até o início do evento pelo site: http://www.fgml.itajai.sc.gov.br/.

Conteúdo das Oficinas

Oficina nº 01 – Gestão e documentação de acervos museológicos.

Museu, Museologia e Museografia; Importância da documentação museográfica. Documentação e pesquisa nos museus; Processamento técnico, preservação e gestão da informação; Construção de bases de dados; Sistemas informatizados disponíveis no Brasil para tratamento de informações; Inventário e catalogação; Construção de redes de informação; Política de documentação: da aquisição ao descarte.

Profa. Dra. Rosana Andrade Dias do Nascimento – Museóloga; Professora da UFSC; Mestre em Educação/UFBA; Doutora em História Social/UFBA; Professora do Curso de Mestrado na Universidade Lusófona – Lisboa/Portugal; Atua na área da Teoria e Documentação Museológica, História da Arte.

Oficina n° 02 – Organização e conservação de acervos fotográficos.

Técnicas de conservação fotográfica – higienização e estabilização; Técnicas de preservação fotográfica – acondicionamento e guarda, materiais, acessórios, embalagens, mobiliário, ambiente (parâmetros de temperatura e umidade relativa).

Denise Magda Corrêa Thomasi – Administradora do Museu da Imagem e do Som – MIS/FCC; Conservadora/Restauradora; Presidente da Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais – ACCR; Representante da FCC no Conselho Estadual de Cultura.

Oficina nº 03 – Plano Museológico: implantação, gestão e organização de museus.

Conceitos de museu e museologia; Conceitos de projeto, programa e plano museológico; O plano como trabalho coletivo: importância, vantagens e limites; Metodologia para elaboração e implantação do plano museológico; Identificação da missão institucional: finalidades, valores, metas e funções; Identificação de públicos e parceiros; Critérios para avaliação do plano museológico; O diálogo entre o plano museológico e a Política Nacional de Museus; Legislação e documentos institucionais: ata de fundação, decreto de criação, estatuto e regimento interno; Códigos de ética do Conselho Internacional de Museus e do Conselho Federal de Museologia.

Profa. Dra. Maria das Graças Teixeira. Museóloga; Professora da UFBA; Mestre em Artes Visuais/UFBA; Doutora em História Social/UFBA; Desenvolve pesquisa sobre cultura lúdica no Brasil; Atua na área de Museologia, principalmente nos seguintes temas: memória, educação patrimonial, projetos expográficos de longa e curta duração, preservação e conservação de acervos museológicos.

Oficina nº 04 – Noções de conservação e restauração de documentos (suporte papel).

Embasamento teórico e prático sobre noções de conservação e restauração de acervos; Importância na preservação da memória documental da instituição.

Cada participante deverá levar um livro ou documento para ser trabalhado na oficina.

Jéferson Antonio Martins – Bacharel em Biblioteconomia/UFSC; Especialista em Organização e Administração de Arquivos/UFSC; Conservador e Restaurador desde 1988; Vice-Presidente da Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais – ACCR.

Oficina nº 05 – Arqueologia do oeste catarinense.

Noções básicas sobre arqueologia de Santa Catarina e, em especial, sobre o oeste catarinense; Processos de higienização, catalogação, identificação e acondicionamento de acervos arqueológicos. Os participantes devem levar suas dúvidas ou artefatos arqueológicos que necessitem de orientação para enriquecer as atividades práticas.

Profª Dra. Ana Lucia Herberts – Historiadora; Arqueóloga; Doutora em História/PUCRS, com bolsa sanduíche na Université François Rabelais em Tours, França; Gestora da Unidade Florianópolis da Scientia Consultoria Científica; Coordenadora do Programa “Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Paisagístico” da UHE – Foz do Chapecó; Bolsista do CNPq.

Oficina nº 06 – Museus e educação: ação educativa em museus.

A dimensão educativa e o diálogo com outras áreas de ação da instituição: a pesquisa, a comunicação, a preservação, etc.; Discussões a partir de abordagens relacionadas à teoria e à prática da ação educativa em museus; Qual a natureza da experiência museal; Como se dá a relação museu-escola; Por que fazer pesquisa de público.

Profª. Bárbara Mara Pereira Harduim – Professora de Artes; Arte-educadora; Coordenadora do Setor Educativo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro/FUNARJ; Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura; Integrante do Comitê Gestor da Rede de Educadores em Museus e Centros Culturais – REM/RJ.

Oficina nº 07 – Segurança em Museus.

Conceitos de segurança: patrimonial, empresarial e mecânica; Ações preventivas: roubo, furtos, incêndio e vandalismo; Diagnósticos e mapeamento das áreas de risco dos museus; Treinamento e sensibilização dos funcionários; Prevenção e combate a incêndio; Monitoramento eletrônico; Controle de acesso de público às áreas restritas; Segurança nas áreas expositivas e nas reservas técnicas; A documentação como segurança: inventário, catalogação e registro fotográfico; Segurança das pessoas; Laboratório: plano de segurança.

Solange Rocha – Bacharel em História pela Universidade Santa Úrsula/RJ; Especialista em Restauração e Conservação de Bens Culturais/UFRJ; Atuou no Arquivo Nacional, Museu Nacional de Belas Artes e, atualmente, no Museu de Astronomia e Ciências Afins – MAST/MCT.

Informações: (48) 3721-6318 / Francisco do Vale Pereira / Coordenador executivo do NEMU/UFSC E-mail: kikodovale@hotmail.com e nemu@itajai.sc.gov.br (com Robson)

Fonte: Raquel Wandelli, jornalista SeCArte/UFSC

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