Contagem regressiva para o II Festival de Música da UFSC

22/08/2011 15:09

Tudo pronto para o II Festival de Música da UFSC, que no próximo final de semana vai levar à Praça da Cidadania da universidade uma mostra da produção musical da Grande Florianópolis pelo segundo ano consecutivo. Aberto ao público e gratuito, o festival vai fazer ecoar no campus Foto do I Festival de Músicauniversitário a diversidade de ritmos e batidas de 20 composições próprias selecionadas por uma comissão de cinco especialistas entre 135 músicas inscritas. Realizado pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, o Festival abre às 18 horas do sábado, dia 27, com a apresentação de dez bandas selecionadas e ao final show da banda John Bala Jones. O evento prossegue no dia 28, com mais dez exibições e encerramento do Grupo Engenho.

Foto de Claudia Reis

MPB, regga e, rock e samba. Desta vez os músicos investiram mais em ritmos atuais e populares entre a juventude e bem menos em experimentações com música instrumental, clássica ou medieval, que predominaram no festival passado. “Teremos uma mostra animadora da qualidade e diversidade da produção local”, anuncia a secretária de Cultura e Arte da UFSC Maria de Lourdes Borges. Várias bandas que participaram do evento anterior foram novamente classificadas pela qualidade e originalidade das composições. O coordenador do festival, o músico Marco Valente, que coordena também o Projeto 12:30, do Departamento Artístico Cultural da UFSC, destaca os trabalhos das banda Karibu, Somato, Cravo da Terra e Cultivo pela riqueza poética, construção harmônica, melódica e rítmica, criatividade e originalidade. Mas também espera ser surpreendido por outras bandas novas, cujo trabalho ainda não conhece. “A performance no palco faz muita diferença”, lembra o coordenador.

A segunda edição do Festival de Música da UFSC chega ampliada e melhorada. O númerode inscritos que participou da seleção praticamente quadriplicou, o que qualificou ainda mais a seleção. Tecnicamente, a estrutura física e sonora também foi melhorada. Houve uma grande evolução técnica na qualidade dos equipamentos de sonorização, informa Valente. . “Teremos o que existe de melhor em termos de estrutura eequipamentos, com telão de LED de alta definição e sistema flying PA (Public Áudio)”. O palco para as bandas terá uma estrutura bem maior do que a de 2010, com uma área coberta de oito metros de largura. E o público, além da ampla área livre do campus, também poderá assistir ais show em

Selecionados para o II Festival de Música

uma área coberta de 12 metros de profundidade e 20 de largura em caso de chuvaForam alocados equipamentos de última geração tanto para transmissão quanto para captação de som e imagem visando à gravação de um CD e um DVD de qualidade profissional, como o lançado no dia 13 de julho com as composições classificadas no I Festival.

Além da gravação, os músicos receberão troféus ao final do evento, que terá a apresentação e animação do locutor Guina. Na segunda, 22, o coordenador do evento e a equipe da SeCArte reuniram-se para acertar os detalhes técnicos com as duas bandas âncoras, que deverão tocar estritamente até as 22 horas, em respeito à legislação regulamentar de shows em áreas residenciais. A John Bala Jones, criada no final dos anos 90, que toca som pop, e o Grupo Engenho, que ficou famoso nos anos 70 e 80 com a produção de rock regional, foram escolhidas para valorizar o trabalho de música autoral na Grande Florianópolis, explica Valente.

Em um novo contexto e de modo não competitivo, o evento recria o ambiente dos grandes festivais universitários que se projetaram como um espaço fundamental para o incentivo à produção musical e meio de contato

Foto de Claudia Reis

entre o público e os artistas. “Queremos promover a formação de um público apreciador da música local e impulsionar o trabalho de novos músicos”, explica a secretária Maria de Lourdes Borges.

Acompanhe as informações sobre o festiva no site www.secarte.ufsc.br ou pelo festivaldemúsica@facebook.com

II FESTIVAL DE MÚSICA DA UFSC – Programação

Apresentações do dia 27/08/2011 – Sábado

Ordem Músico / Banda
1 Entrando no País das Maravilhas – Banda Karibu
2 Não Esbarra – Banda Aislados
3 Kama – Taoana Padilha
4 Dominó – André Pacheco Henrique
5 Le Feu d’Amour – Banda Somato
6 Skalpelado – Banda Bergos
7 Discos do Roberto – Banda Supergrandes
8 Menino do Gueto – Banda Menino do Gueto
9 Ousada – Banda Zazueira
10 Esse Novo Disfraz – Nathalia Britos Gasparini

Apresentações do dia 28/08/2011 – Domingo

Ordem Músico / Banda
1 Tereza – Darlan Freitas
2 Cecília – Marco Sorriso
3 Voz do Coração – Banda Habitantes de Zion
4 Vaga-Lumes – Luciano Arnold
5 Inquietude – Cacá Martins
6 Menino – Lucas Quirino
7 O Alguidar de Aguiar – Banda Cravo da Terra
8 Jazmim – Marcos Baltar
9 Groove Zone – Banda Top Groove
10 Impermanência – Banda Cultivo

Raquel Wandelli (jornalista, SeCArte)

Contatos: (48) 99110524 – 37219459

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Hora de compartilhar: A pesquisa literária entra em pauta na UFSC

16/08/2011 09:26
   Modernismo Brasileiro, poesia, literatura e crítica brasileira, poesia religiosa, hipertextualidade, literatura, arte e cultura africana, italiana e argentina, performance e dramaturgia. É só uma pequena mostra das pesquisas que mestrando e doutorandos debaterão dentro das 19 mesas temáticas que compõem o I Seminário dos Alunos da Pós-Graduação em Literatura da UFSC, marcado para o período de 16 a 18 de agosto, no Centro de Comunicação e Expressão. O evento abre às 9 horas de terça, no Auditório Henrique Fontes, com o pronunciamento da pró-reitora de Pós-Graduação Maria Lúcia Camargo e a conferência do professor de Literatura Raul Antelo (UFSC) refletindo sobre o desejo e o vazio no processo de pesquisa. Luiz Costa Lima (UERJ/ PUC-RJ), considerado um dos mais importantes críticos brasileiros, faz o encerramento, na sexta-feira, às 18 horas, com a conferência A História e a Teoria Literárias entre nós.         

         Logo após a conferência, às 20 horas, Costa Lima fará o lançamento de seu livro inédito publicado pela UFSC, Escritos de Véspera (veja resenha), uma reunião de ensaios de crítica literária que atravessam o estruturalismo e o pós-estruturalismo. Em sua conferência, o visitante ilustre também fará um comentário crítico geral sobre o andamento das pesquisas dos estudantes de Pós-Graduação em Literatura da UFSC. São 71 comunicações investigando questões éticas e estéticas emergentes da contemporaneidade, embutidas em temáticas, autores, obras e objetos textuais não ortodoxos, como: literatura e animalidade; infância, educação e histórias em quadrinho; crônica; estética e filosofia; música; jornalismo cultural; literatura e cidade; memória e inventário; guerra e ditaduras; cinema e televisão.                               

     O desafio de realizar uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado é sempre mais estimulante quando as etapas do processo de pesquisa podem ser compartilhadas e mediadas pelos seus pares. Organizado pela Representação Discente da PPGL, o Seminário pretende proporcionar o encontro entre todos os alunos e favorecer a conversa, a reflexão e a socialização das suas pesquisas. O evento é, assim, um alargamento de horizontes pela perspectiva crítica do outro. “Temos o intuito não do consenso, mas de um diálogo plural e heterogêneo que potencialize a singularidade dos alunos e de suas pesquisas”, conforme explica a doutoranda Ana Carolina Chernicchiaro, uma das coordenadoras do seminário.

A programação completa e o resumo das conferências e das comunicações estão no site do evento: http://seminalitufsc.wordpress.com/

 Texto: Raquel Wandelli

99110524, 37219602 e 32845304

raquelwandelli@yahoo.com.br

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Para salvar o pinheiro do Sul do Brasil

09/08/2011 15:20

Tudo o que se possa imaginar sobre a Araucária angustifolia, espécie comum nas regiões de planalto do sul do Brasil, é encontrado no livro O pinheiro brasileiro, de João Rodrigues de Mattos, que acaba de ser publicado pela Editora da UFSC e está sendo lançado em sua Feira de Livros na volta às aulas. Só o fato de reunir 560 figuras – fotos, desenhos, mapas, gráficos – e 127 tabelas dá a dimensão da profundidade da pesquisa do autor, engenheiro agrônomo aposentado que tem 12 obras editadas e mais de 100 trabalhos científicos publicados, especialmente sobre botânica.

Com 702 páginas, o livro de Rodrigues de Mattos começa fazendo um histórico da exploração da madeira do pinheiro nativo, fala das diferentes formações de pinheirais, analisa a sua propagação por meio de pinhões e os aspectos climáticos e geológicos relacionados à planta, que ainda é encontrada em boa quantidade nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de parte de São Paulo e, em menor grau, em Minas Gerais.

O livro também pode ser útil para quem planeja plantar o pinheiro, pois há um capítulo dedicado ao preparo do solo, adubação, espaçamento e outros cuidados requeridos pelo cultivo. A anatomia do pinheiro (lenho, galhos, raízes, folhas e frutos), a maturação, a armazenagem dos pinhões e os melhoramentos feitos por meio da tecnologia igualmente fazem parte da obra. O autor chega a detalhar aspectos relativos a queimadas e suas consequências, e dedica uma página à análise da brotação de pinheiros queimados e dos sobreviventes.

O nível de detalhamento do tema é tão acentuado que Rodrigues de Mattos se detém sobre números e medidas das árvores, processos de secagem da madeira e o seu beneficiamento, ou seja, a laminação, colagem e transformação em compensado. Outros derivados de alguns tipos de pinheiro são a celulose, o papel e a resina. No final, o autor compila dados sobre o número ideal de plantas por hectare, despesas com a plantação, custos de produção da madeira e as principais utilidades do pinheiro, que vão da construção de moradias aos pratos feitos à base de pinhão, passando pela fabricação de lápis e fósforos, mobiliário, aberturas, brinquedos, andaimes, pontes e embarcações.

Unidade de conservação – Na introdução, o autor lamenta a redução da área recoberta de pinheiros no Brasil. Para ele, isto aconteceu “por falta de conscientização geral, ou seja, o pinheiro cedeu espaço aos campos de pastagem ou para o plantio de soja”. Na contracapa, o professor Miguel Pedro Guerra, do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, destaca que Mattos, “um dos mais prestigiosos botânicos do Brasil”, chegou a transformar sua propriedade rural, em São Joaquim, onde essas espécies ainda imperam, em uma unidade de conservação. “Pelo menos lá temos a certeza de que as novas gerações poderão contemplá-las e saber de suas histórias intemporais”, afirma.

João Rodrigues de Mattos é formado em Horticultura pela Escola Técnica de Agronomia de Viamão (RS), onde lecionou por oito anos, e é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estudou botânica no herbário de Assunção, no Paraguai, e tornou-se doutor pela Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (SP). Coletou mais de 32 mil plantas, depositadas em museus botânicos nacionais e estrangeiros.

Por Paulo Clóvis Schmitz, jornalista na Agecom/UFSC

SERVIÇO:

Pinheiro do Brasil

Autor: João Rodrigues de Mattos

Editora da UFSC, 698 páginas, ilustrado

Lançamento: Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU (28 de agosto a 2 de setembro)

Local: Praça da Cidadania da UFSC

Preço de capa: de R$ 29,00 (por R$ 14,50 na Feira)

Últimos sonetos, obra suprema de Cruz e Sousa, ganha reedição

09/08/2011 15:18

João da Cruz e Sousa (1861-1898) não teve tempo para usufruir do reconhecimento e da glória que perseguiu em vida, porque a morte o apanhou antes disso, vítima da miséria e da doença. Foi com Últimos sonetos, volume publicado postumamente em 1905, que se consolidou o aval da comunidade letrada a este artista maior, que ajudou a fundar a moderna poesia brasileira. Este é um dos lançamentos que a Editora da UFSC faz nesta semana, dentro da Feira de Livros que será realizada na Praça da Cidadania, no campus da Trindade. Trata-se da quarta edição da obra: depois da primeira, as outras saíram em 1984  pela Fundação Casa de Rui Barbosa, EdUFSC e FCC Edições e em 1997 pela EdUFSC e Fundação Casa de Rui Barbosa,  já há quase uma década esgotada.

A obra abre a coleção “Repertório”, de refinada e elegante edição, dedicada a autores fundamentais da literatura e do pensamento universal. São cerca  de 90 sonetos que trazem o Cruz e Sousa mais pungente, mais completo, mais próximo da perfeição formal e ainda mais próximo da morte, que antevia com descomunal clareza e estranhamento. Os próprios nomes dos poemas remetem a um estado de alma peculiar – piedade, grandeza oculta, alucinação, vida obscura, vão arrebatamento, espírito imortal, alma fatigada, consolo amargo, lírio lutuoso, aspiração suprema, condenação fatal.

É impossível dissociar o dilema pessoal, familiar e estético do autor do que ele colocou no papel, já descrente dos homens e do mundo e, mais adiante, já tísico, dominado pela tuberculose que o mataria, no interior de Minas Gerais. Com formação clássica, adotado que fora por uma família abastada da antiga Desterro, hoje Florianópolis, ele tinha noção de sua genialidade, mas trazia na mente as marcas da discriminação – fora impedido, por exemplo, de assumir um cargo público por ser negro. Como poeta, também foi tratado como um pária pela elite literária carioca, onde despontavam figuras aninhadas ao poder, como Olavo Bilac e Coelho Neto.

Sempre sujeito a empregos menores, a atividades que considerava aquém de sua capacidade e talento, a vida pessoal e afetiva do poeta também decaiu por conta da doença da mulher Gavita e dos filhos, que perdeu um a um, em meio à imensa pobreza que o atarantou. Tudo isso, aliado à busca de um ideal estético superior, influenciado pelos simbolistas europeus já consagrados, fez com que se tornasse, ao mesmo tempo, um ser amargurado e um artista em busca permanente da grandeza, do domínio da palavra, da legitimação pelos seus contemporâneos.

“Vida obscura” é um soneto que reflete esta sensação: “Ninguém te viu o sentimento inquieto, / Magoado, oculto e aterrador, secreto, / que o coração te apunhalou no mundo. / Mas eu que sempre te segui os passos / Sei que cruz infernal prendeu-te os braços / E o teu suspiro como foi profundo!”

Outro poema emblemático – cujos versos finais estavam em sua lápide, no cemitério em que permaneceu por muitas décadas, no Rio de Janeiro – é “Triunfo supremo”, em que abre mão dos “fúteis ouropéis mais belos”, ciente de sua vocação para a transcendência, e dá ao mundo o “adeus indefinido”, porque fora feito para outra dimensão. No fim, diz, numa referência ao próprio destino: “Quem florestas e mares foi rasgando / E entre raios, pedradas e metralhas, / Ficou gemendo mas ficou sonhando!”

Por Paulo Clóvis Schmitz,

Jornalista na Agecom

SERVIÇO:

Últimos Sonetos,

Autor: Cruz e Sousa

Editora da UFSC, 104 páginas

Lançamento: Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU (28 de agosto a 2 de setembro)

Local: Praça da Cidadania da UFSC

Preço de capa: de R$ 22,00 (por R$ 11,00 na Feira)

A lição da arte negra

09/08/2011 15:15

Era um tempo de disputa entre os impérios, de massacre das colônias, de afirmação da superioridade bélica e étnica dos países anglo-saxões. Cenário de extermínio dos ditos povos primitivos. Tempo em que o eruditismo ocidental determinava o que era ou não era arte. Nesse transcorrer das duas guerras mundiais, foi um crítico de arte alemão perseguido pelo nazismo, amante das latinidades e das “culturas primitivas”, o responsável pelo descobrimento da escultura africana, com a qual pôs abaixo o paradigma evolucionista dominante de que só os povos ditos civilizados faziam arte.

Negerplastik (Escultura negra), a obra colossal de Carl Einstein que a Editora da UFSC acaba de publicar pela primeira vez em tradução para a língua portuguesa e lança na sua Feira de Livros de volta às aulas, elevou à condição definitiva de arte os objetos indecifráveis e “indatáveis” que os viajantes, missionários, comerciantes, saqueadores, militares e exploradores europeus colecionavam em suas excursões pela África subsaariana. E naqueles idos de 1915, estarreceu o mundo das Belas Artes com a lição de plasticidade e distanciamento subjetivo vinda dos rufares africanos, que ele poeticamente chamou de “a lição negra”.

Instaurando um olhar estético liberto do etnocentrismo europeu, o curto e vigoroso ensaio de Carl Einstein que antecede a reprodução de 111 esculturas em forma de estatuetas, máscaras, taças, trompas, bancos, efígies, bustos, cabeças, relicários, postes funerários, mudou para sempre a concepção ocidental de arte primitiva. Além de abrir-lhe o panteão das artes, autorizou e encorajou as relações, cada vez mais próximas, que a arte moderna, a literatura, a psicanálise, a filosofia, enfim, estabeleceram entre a cultura ocidental e a africana a partir de então. O exemplo mais particular é o movimento cubista, do qual Einstein participou ativamente como teórico. Desde Negerplastik não se pode mais duvidar do estatuto dessa escultura como arte ou ignorar a influência que exerceu nos grandes mestres modernos.

Mas antes que esses objetos, ainda hoje classificados nas galerias como “arte primitiva”, passassem das coleções particulares para as alas de museus internacionais, como o Louvre, ou ganhassem espaços exclusivos e de sucesso, como o Museu do cais Branly, em Paris, Carl Einstein empreendeu uma luta política e estética para demonstrar que as soluções africanas para problemas de volume, espaço, perspectiva, forma, movimento e plasticidade representavam um grande aprendizado para a escultura renascentista e romântica, inclusive para a obra do popular Rodin. A percepção mais arguta e sensível de Einstein talvez tenha sido a de que, em vez de perseguir a inclusão do espectador no efeito emotivo e subjetivo da obra, valorizado pela arte ocidental, a arte africana justamente se afirma na distância mítica e religiosa. O “artista primitivo” se identifica não com o espectador, nos ensina Einstein, mas com o adorador que vê na arte a única forma de transcender aos deuses sua condição humana. Nessa perspectiva, seus objetos não representam um sentido a decifrar: eles são o próprio totem, a própria expressão do culto ao sagrado.

Uma obra assim antológica merece a edição primorosa, de capa dura e preta, miolo em papel de gramatura especial para as 220 páginas de ilustrações com as figurações africanas, num total de 302 páginas. E merece também a equipe paratextual à altura: orelha assinada por Raul Antelo (UFSC), texto de apresentação da crítica e historiadora Liliane Meffre (Universidade de Borgogne, França), estudiosa de longa data da obra de Einstein, que considera o crítico fundamental do século XX, e resenha final de Roberto Conduru, da Universidade do Rio de Janeiro, sobre as conexões propostas por Einstein entre a escultura negra e a vanguarda artística europeia. Inês Araújo traduz Carl Einstein em contraponto com a tradução francesa de Meffre e Fernando Scheibe (aplaudido por Divagações, de Mallarmé), traduz a apresentação da historiadora.

Em sua introdução, Meffre discute o contexto histórico e artístico em que a obra se ergue, reconstituindo a trajetória do autor, não só feita de glórias e reconhecimento pelos jovens parisienses e pintores espanhois encantados com a lição da África, mas também de incompreensões por seus pares, perseguições políticas, longos períodos de hospitalização e privação material em que teve de se desfazer de sua coleção pessoal de objetos africanos para sobreviver. Depois de uma tentativa de suicídio frustrada, o alemão lança-se para a morte, “último ato de liberdade”, ao se jogar no rio Gave de Pau, em julho de 1940, na França invadida pelos nazistas. Deixou de herança sua paixão intelectual pela africanidade e pela latinidade que quase cem anos depois da primeira edição de Negerplastik, em 1915, o Brasil recupera. As honras a Einstein e ao seu achado arqueológico vêm, assim, de um país cuja “brasilidade”, como lembra madame Meffre, se alimenta de duas correntes construtivistas da arte e do pensamento do século XX marcadas pela intersecção: a modernidade e o primitivismo.

Por Raquel Wandelli

Doutoranda em Literatura pela UFSC

professora de jornalismo da Unisul

raquel wandelli 48 99110524

raquelwandelli@yahoo.com.br

SERVIÇO:

Negerplastik/Escultura Negra,

Autor: Carl Einstein

Tradução: Inês Araújo e Fernando Scheibe

Editora da UFSC, 302 páginas, ilustrado

Lançamento: Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU (28 de agosto a 2 de setembro)

Local: Praça da Cidadania da UFSC

Preço de capa: de R$ 61,00 (por R$ 45,00 na Feira)

Editora da UFSC lança livro inédito de Costa Lima

09/08/2011 15:08

Esta reunião de ensaios de Luiz Costa Lima, que será lançada pela EdUFSC no dia 18, às 20 horas, no auditório Henrique Fontes, na presença do autor, apresenta e desenvolve duas facetas fundamentais do seu pensamento crítico. Primeiramente, o autor utiliza de maneira heterodoxa, vale dizer, pessoal, a complexa base estruturalista, para analisar textos literários do poeta João Cabral e dos romancistas Guimarães Rosa e Stendhal. A seguir, Costa Lima questiona o rendimento do paradigma estrutural dentro do trabalho crítico-analítico. Integra essa parte do livro um ensaio sobre a obra romanesca de Machado de Assis e um ensaio teórico centrado na categoria da “mímesis”, conceito que não se confunde, como acreditam os ingênuos, com imitação ou cópia.

Um dos maiores nomes da crítica literária brasileira, Luiz Costa Lima traz nessa coletânea textos fundamentais, nunca antes publicados em livro. Um desses textos foi escrito em parceria com o renomado antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, o teórico do perspectivismo indígena que proferirá conferência no auditório do CFH, da UFSC, no dia 10, às 18 horas. Ambos, Costa Lima e Viveiros de Castro, são, como se sabe, leitores atentos de Claude Lévi-Strauss e discutem, em suas respectivas obras, a herança do método estrutural de análise da arte e da cultura, que floresceu nos anos 1950 e 1960.

Escritos de Véspera propõe ao leitor algumas questões fundamentais, como a interseção entre o desejo e a lei no discurso literário. Com sua costumeira lucidez, Costa Lima aponta para o desgaste e a limitação do aparato teórico-metodológico estrutural na nova era que então se abria, nos anos 1970-80: a era da desconstrução e dos estudos culturais.

Assim, o leitor é convidado a sair da polêmica estruturalista dos anos 1960 e acompanhar a polêmica pós-estrutural das décadas seguintes, que se prolonga até os dias atuais, com o questionamento de noções como autoria, textualidade, historicidade etc.

Depois de dialogar intensamente com Lévi-Strauss, Costa Lima começa a dialogar, nestes textos, com outros teóricos, como René Girard, enfocando a questão da castração no plano do sentido. O livro, assim, vai apresentando passo a passo uma mudança de rumo na reflexão de Costa Lima, que culminará, após seu afastamento da objetividade estruturalista, nos seus estudos atuais da “mímesis”, da modernidade e da pós-modernidade, nos quais propõe um questionamento da estética e do papel do sujeito.

A inestimável herança de Lévi-Strauss é, desse modo, repensada sob o prisma da ruptura e da continuidade. Menos que um corte e mais que um prolongamento, o movimento da sua reflexão antes se caracteriza como retificação e salto. Retificação de estratégia que se configura em salto teórico. O crítico busca a consciência (social) do simbólico e as representações sociais. É então que entra em cena um interlocutor de peso: Wolfgang Iser.

Costa Lima revê, a partir daí, um dos principais impasses em que incorria o estruturalismo: o veto à subjetividade – a do leitor, a do crítico… Mas não se trata de mera conquista do “subjetivo”. Daí o autor de Escritos de Véspera afirmar: “a ‘mímesis’ não pode ser pensada a partir do indivíduo, quer o produtor, quer o receptor. Nela, sempre uma coletividade se faz ouvir.’ Percebe-se claramente que a readmissão do sujeito, posteriormente convertido em filão teórico específico, não se faz em desfavor da aprendizagem estrutural.

Escritos de Véspera conclui sua indagação com um ensaio teórico que já é considerado um dos momentos cruciais da moderna teoria literária, propondo um diálogo entre “mímesis” e representação social, que é o diálogo do presente, da atualidade.

CONFERÊNCIAS DE COSTA LIMA E VIVEIROS

Eduardo Viveiros de Castro e Luiz Costa Lima estarão na UFSC visitando a Feira durante o lançamento do livro: professor da UFRJ e pesquisador do Museu Nacional, Viveiros de Castro virá a convite do Curso de Antropologia para participar do colóquio internacional “Antropologia de Raposa”, de 8 a 11 de agosto, com a palestra intitulada: “Em busca de uma flecha perdida: variações sobre a difer-onça”, no dia 10, às 18 horas, no Auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

Luiz Costa Lima, por sua vez, participará, a convite da Pós-Graduação em Literatura, do “I Seminário dos Alunos de Pós-Graduação em Literatura da UFSC”, de 16 a 18 de agosto. O professor da UERJ e da PUC do Rio de Janeiro vai proferir a conferência “A História e a Teoria Literárias entre nós”, às 18 horas, do dia 18 de agosto, no auditório Henrique Fontes, do Centro de Comunicação e Expressão. Será apresentado pelo professor Sérgio Medeiros (UFSC), diretor da EdUFSC, que coordena na sequência o lançamento de Escritos de Véspera, de Luiz Costa Lima, pela Editora da UFSC.

Textp: Divulgação

Contatos: Raquel Wandelli

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SERVIÇO:

Escritos de Véspera

Autor: Luiz Costa Lima

Editora da UFSC

Lançamento: 18 de agosto, 20 horas, no Auditório Henrique Fontes

Local: Praça da Cidadania da UFSC

Preço de capa: de R$ 34,00 (por R$ 17,00 na Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU (28 de agosto a 2 de setembro)

Grandes lançamentos na Feira de Livros de volta às aulas na UFSC

09/08/2011 14:58

Uma nova série de grandes obras e autores, que incluem Cruz e Sousa e Carl Einstein, está sendo lançada pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina em sua Feira de Livros, na volta às aulas deste segundo semestre. Até o dia 2 de setembro, das 9 às 19 horas, na Praça da Cidadania, em frente à Reitoria, a Editora vai oferecer uma diversidade de 800 títulos e dez mil exemplares de qualidade com descontos de 50 a 70% e direito a autógrafo de escritores locais e alguns autores nacionais, como Luiz Costa Lima e Viveiros de Castro. A EdUFSC também vai lançar quatro novas coleções nas áreas de arquitetura, direito, artes visuais e obras de formação durante o evento, que a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC pretende tornar um acontecimento cultural marcante na vida da cidade.

Embora tradicional, a Feira de Livros da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina/Liga de Editoras Universitárias chega à Praça da Cidadania completamente repaginada e mais atrativa em sua grande tenda coberta, com balões flutuantes e raios lazer à noite. Aberta aos alunos, professores, funcionários e leitores em geral, a feira também está oferecendo com descontos os últimos livros publicados pelas universidades que integram a Liga de Editoras Universitárias (LEU), que incluem a USP, Unicamp, UFMG, UFPA e UFSP. Através dessa parceria, iniciada na Feira do início do primeiro semestre, a EdUFSC pode oferecer à comunidade interna e externa os melhores títulos publicados no meio científico e acadêmico do País, todos igualmente com desconto.

Entre os lançamentos de produção própria da UFSC incluem-se três obras de impacto na Coleção Geral: Escritos de véspera, reunião de ensaios críticos literários de Luiz Costa Lima, O Pinheiro Brasileiro, de João Rodrigues Neto e a obra de referência ALERAtlas lingüístico e Etnográfico da Região Sul do Brasil, contendo as Cartas Fonéticas Morfossintáticas. Organizado por Walter Koch, Cléo Wilson e Mário Kassmann, o trabalho, publicado em dois volumes, traz uma contribuição fundamental para o estudo da variação lingüística nessa região. A obra será lançada na Feira a partir do dia 22 de agosto. Já o renomado botânico brasileiro João Rodrigues de Mattos faz um apaixonado apelo à sobrevivência da auracária em O Pinheiro Brasileiro. No exaustivo estudo sobre a araucária, sustenta sua importância simbólica, ecológica e econômica para o Sul do Brasil.

Em Escritos de véspera, Luiz Costa Lima, um dos mais importantes críticos do Brasil, discute as mudanças de paradigmas críticos na área dos estudos literários, destacando, particularmente, a passagem da abordagem estruturalista para a pós-estruturalista. Um dos artigos foi escrito em colaboração com o prestigiado antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, autor de Alma Selvagem. Ambos estarão na UFSC visitando a Feira em períodos diferentes: Eduardo Viveiros de Castro virá a convite do Curso de Antropologia para participar do colóquio internacional “Antropologia de Raposa” (de 8 a 11 de agosto) e Luiz Costa Lima participará, a convite da Pós-Graduação em Literatura, do “I Seminário dos Alunos de Pós-Graduação em Literatura da UFSC” (de 16 a 18 de agosto).

CRUZ E SOUSA E CARL EINSTEIN

As novidades não terminam aí. Quatro novas coleções de produção própria serão apresentadas ao público durante a Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU: “Visuais”, com a colossal obra Negerplastik/Escultura Negra, de Carl Einstein; “Urbanismo e Arquitetura da Cidade”, voltada para a produção de pesquisadores locais e internacionais, com o livro Arquitetura, Urbanidade e Meio Ambiente, de Almir Francisco Reis; “Direito e Saúde”, em parceria com a Fundação José Arthur Boiteux (Funjab), com o livro De Defensivos a Agrotóxicos, de Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira e a esperada coleção “Repertório”. A reedição de Últimos Sonetos, de Cruz e Sousa, cuja publicação da UFSC, em 1997, estava esgotada há vários anos, inaugura esta última, Repertório, que vai publicar pequenos volumes clássicos de diferentes áreas das humanidades. “O motivo da coleção é ajudar o leitor a fazer uma biblioteca de textos básicos, a um custo bem baixo e com edição supercaprichada”, explica o diretor geral da Editora da UFSC, Sérgio Medeiros. Franklin Cascaes, Simões de Lopes Neto, Rodrigo de Haro e Michel Montaigne são os próximos dessa coleção de capa branca sobreposta e padrão gráfico elegante.

A edição brasileira inédita de Negerplastik/Escultura Negra, de Carl Einstein, traduzida por Inês Araújo e Fernando Scheibe (tradutor de Divagações, de Mallarmé), pela primeira vez em língua portuguesa, é outra contribuição aguardada no pensamento da arte. Em seu estudo clássico e paradigmático sobre a arte dos povos da África e da Oceania, o crítico alemão Carl Einstein provocou uma mudança definitiva na maneira ocidental de ver a arte dita “primeira” (ou primitiva).

Mais do que uma feira convencional, o evento servirá também para que o leitor tenha uma noção do padrão de livro universitário hoje em voga no Brasil, uma vez que títulos das melhores editoras universitárias estarão em exposição ao longo de todo o mês de agosto, lembra Medeiros. “Nosso papel como editora universitária é divulgar o melhor do conhecimento por meio da publicação de livros que possam ser comercializados a um preço bastante acessível, sem prejuízo da qualidade gráfica e editorial de cada volume”, pontua o coordenador da Feira Fernando Wolff. É overdose de novidade literária pra encher a prateleira e aquecer o espírito.
SERVIÇO

Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU
Abertura: 8/8/2011
Encerramento: 2/9/2011
Horário de funcionamento:
segunda, terça, quinta e sexta – das 9 às 19 horas
quarta-feira: das 9:00 às 20h:30min
Descontos: de 50 a 70%

(Exemplos de livros com desconto:)
Negerplastik/Escultura Negra – de R$ 61,00 por R$ 45,00

Últimos Sonetos – de R$ 22,00 por R$ 11,00

Pinheiro do Brasil – de R$ 29,00 por R$ 14,50

Escritos de Véspera – de R$ 34,00 por R$ 17,00

Anota aí – de R$ 20,00 por R$ 10,00
Anatomia sistêmica – de R$ 27,00 por R$ 13,50
Farmacognosia – de R$ 96,00 por R$ 48,00
Introdução à Engenharia – de R$ 39,60 por R$ 19,80
Estatística aplicada às ciências sociais – de R$ 42,00 por R$ 21,00
Pensar/escrever o animal – de R$ 39,00 por R$ 19,50

Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC

Fones: 37219459 e 99110524

raquelwandelli@yahoo.com.br

www.secarte.ufsc.br

www.agecom.ufsc.br

www.editora.ufsc.br

Exposição no NEA abre Mês do Folclore no Brasil

05/08/2011 19:09

convite_expo_folclore_2011-1

Agosto é mês do Folclore no Brasil e em todo mundo, as instituições culturais promovem atividades em 22 de agosto, quando se comemora o Dia Internacional do Folclore. Para marcar a passagem dessa data, o Núcleo de Estudos Açorianos da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC organizou a exposição “Folclore do Litoral Catarinense”, com os artistas Marcos Matos (cerâmica) e Van Fraz (pinturas). De 10 de agosto a 30 de setembro de 2011, no Espaço Cultural do NEA, ao lado do Museu da UFSC, as peças e telas estarão abertas à visitação pública, de segundas a sextas-feiras, das 9 às 12 e das 14 às 17 horas.

A temática central da exposição é o folguedo do Boi de Mamão, que faz parte da cultura regional do litoral catarinense onde concentram as heranças culturais açorianas. Através da cerâmica figurativa e da pintura em telas, os artistas Marcos e Vânia demonstram a sua criatividade na representação dessa dança folclórica. De uma forma muito lúdica, as peças expostas apresentam o folguedo com cores fortes e vibrantes. O movimento das peças impressiona e cativa os expectadores.

Artistas de origem açoriana, mas também de descendência alemã e italiana, Van e Marcos vivem desde que nasceram na grande Florianópolis. Atualmente residem em São José, lugar fértil em manifestações folclóricas, com destaque para o artesanato local, principalmente a cerâmica. Ela, arte-educadora e artista plástica, também com formação em Moda, dedica-se à docência, à pintura em tela e à cerâmica. Ele, luthier, trabalha produzindo e restaurando instrumentos de cordas como violinos e violões, além de se dedicar à produção cerâmica. Através dessas linguagens artísticas, buscam contribuir para o enaltecimento da cultura açoriana, representando, na criação de objetos utilitários e decorativos e telas, a pesca artesanal, a renda de bilro, os personagens folclóricos, os folguedos do boi de mamão e a roda de oleiros.

A palavra folclore quer dizer conhecimento do povo ou conhecimento popular, pois se origina dos vocábulos ingleses folk (que quer dizer povo) e lore  (que quer dizer conhecimento). Esses conhecimentos foram transmitidos pelos avós, pais, filhos tornando-se um modo vivo e atual pelo qual as novas gerações aprendem. O estado catarinense tem um folclore caracterizado por uma riqueza ímpar, que reflete a diversidade na colonização do território, povoado por índios, negros, açorianos, portugueses, alemães, poloneses, italianos e muitas outras etnias. Com essa exposição, durante todo o mês de agosto e setembro, o NEA homenageia a cultura de base açoriana do litoral catarinense em alusão ao dia do folclore.

O NEA atua no sentido de valorizar, preservar e divulgar o folclore açoriano, explica o coordenador Joi Cletisoon. “Para essa exposição já temos agendadas varias visitas monitoradas de escolas que estão desenvolvendo o tema folclore em sala de aula”. A exposição é vinculada ao projeto Saber Fazer, que tem como proposta estimular as práticas artesanais tradicionais desenvolvidas pelos descendentes de açorianos no litoral catarinense, buscando elevar a auto-estima desses habitantes e reafirmar o indivíduo na sua comunidade.

SERVIÇO

Exposição Cerâmica Folclore Açoriano

Abertura: 9 de agosto às 15 horas

Período: 10 de agosto a 30 de setembro de 2011

Local: Espaço Cultural do Núcleo e Estudos Açorianos da UFSC

Visitação: 2ª a 6ª feiras das 9 às 12 e das 14 às 17 horas

Informações: (48) 3721.860548 ou nea@nea.ufsc.br

Contatos com os Artistas: ou (48) 3035.3401

Promoção:

Secretaria de Cultuar e Arte/UFSC

Realização:

Núcleo de Estudos Açorianos

Apoio:

Agencia de Comunicação da UFSC

Link para abaixar fotos para divulgação:

http://ftp.identidade.ufsc.br/Expo_FolcloreSC.zip

divulgação: Raquel Wandelli

raquelwandelli@yahoo.com.br

99110524 e 37219459

www.secarte.ufsc.br e www.ufsc.br

Definida programação do II Festival de Música da UFSC

05/08/2011 17:33

Selecionados para o II Festival de Música da UFSC

A programação para o II Festival de Música da UFSC, que ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto já está definida. No final desta semana, os 20 músicos vencedores da seleção para o II Festival de Música da UFSC realizaram a primeira reunião com a secretária de Cultura e Arte, Maria de Lourdes Borges e o coordenador do Festival, Marco Valente para definir os detalhes técnicos e a sequência das apresentações. A lista dos classificados foi conhecida em noite de festa no dia 13 de julho, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, quando se reuniram os músicos da edição do ano passado para receber o CD e DVD com a gravação das músicas vencedoras do festival de 2010, ao lado dos escolhidos para o show deste ano.

O evento marca a volta dos grandes festivais universitários e se projeta como um espaço de importância fundamental para incentivo à produção musical e meio de contato entre o público e os artistas. São 20 bandas selecionadas que receberão troféu e terão suas composições gravadas em CD e DVD com produção profissional.

Classificados realizam primeira reunião de preparação para o festival

O evento iniciará com a apresentação dos grupos selecionados, divididos em 10 bandas no primeiro e 10 no segundo. Será encerrado pelo show de duas bandas consagradas de Florianópolis: no dia 27, a banda John Bala Jones (pop) e no dia 28, o Grupo Engenho (rock regional que fez muito sucesso nos anos 70 e 80).

Programação do II FESTIVAL DE MÚSICA DA UFSC

Apresentações do dia 27/08/2011 – Sábado

Ordem Músico / Banda
1 Entrando no País das Maravilhas – Banda Karibu
2 Impermanência – Kristian Korus
3 Kama – Taoana Padilha
4 Dominó – André Pacheco Henrique
5 Le Feu d’Amour – Banda Somato
6 Skalpelado – Banda Bergos
7 Discos do Roberto – Banda Supergrandes
8 Menino do Gueto – Banda Menino do Gueto
9 Ousada – Banda Zazueira
10 Esse Novo Disfraz – Nathalia Britos Gasparini

Apresentações do dia 28/08/2011 – Domingo

Ordem Músico / Banda
1 Tereza – Darlan Freitas
2 Cecília – Roberto Tonera
3 Voz do Coração – Banda Habitantes de Zion
4 Vaga-Lumes – Luciano Arnold
5 Inquietude – Caren Martins
6 Menino – Lucas Quirino
7 O Alguidar de Aguiar – Banda Cravo da Terra
8 Jazmim – Marcos Baltar
9 Groove Zone – Banda Top Groove
10 Não Esbarra – Banda Aislados

Raquel Wandelli

Jornalista na SeCArte/UFSC

raquelwandelli@gmail.com

raquelwandelli@yahoo.com.br

99110524 e 37219459

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www.ufsc.br

Livros de conteúdo, beleza e preço baixo na volta às aulas

03/08/2011 12:58

Uma nova série de grandes obras e autores, que incluem Cruz e Sousa e Carl Einstein, será lançada pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina em sua Feira de Livros, na volta às aulas deste segundo semestre. De 8 de agosto a 2 de setembro, das 9 às 19 horas, na Praça da Cidadania, em frente à Reitoria, a Editora vai oferecer uma diversidade de 800 títulos e dez mil exemplares de qualidade com descontos de 50 a 70% e direito a autógrafo de escritores locais e alguns autores nacionais, como Luís Costa Lima e Viveiros de Castro. A EdUFSC também vai lançar quatro novas coleções nas áreas de arquitetura, direito, artes visuais e obras de formação durante o evento, que a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC pretende tornar um acontecimento cultural marcante na vida da cidade.

Embora tradicional, a Feira de Livros da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina/Liga de Editoras Universitárias chega à Praça da Cidadania completamente repaginada e mais atrativa, com estratégias de marketing como balões flutuantes e raios lazer à noite. Aberta aos alunos, professores, funcionários e leitores em geral, a feira também vai oferecer com descontos os últimos livros publicados pelas universidades que integram a Liga de Editoras Universitárias (LEU), que incluem a USP, Unicamp, UFMG, UFPA e UFSP. Através dessa parceria, iniciada na Feira do início do primeiro semestre, a EdUFSC pode oferecer à comunidade interna e externa os melhores títulos publicados no meio científico e acadêmico do País, todos igualmente com desconto.

Entre os lançamentos de produção própria da UFSC incluem-se três obras de impacto na Coleção Geral: Escritos de véspera, reunião de ensaios críticos literários de Luiz Costa Lima, O Pinheiro Brasileiro, de João Rodrigues Neto e a obra de referência ALERAtlas lingüístico e Etnográfico da Região Sul do Brasil, contendo as Cartas Fonéticas Morfossintáticas. Organizado por Walter Koch, Cléo Wilson e Mário Kassmann, o trabalho, publicado em dois volumes, traz uma contribuição fundamental para o estudo da variação lingüística nessa região. A obra será lançada na Feira a partir do dia 22 de agosto. Já o renomado botânico brasileiro João Rodrigues de Mattos faz um apaixonado apelo à sobrevivência da auracária em O Pinheiro Brasileiro. No exaustivo estudo sobre a araucária, sustenta sua importância simbólica, ecológica e econômica para o Sul do Brasil.

Em Escritos de véspera, Luiz Costa Lima, um dos mais importantes críticos do Brasil, discute as mudanças de paradigmas críticos na área dos estudos literários, destacando, particularmente, a passagem da abordagem estruturalista para a pós-estruturalista. Um dos artigos foi escrito em colaboração com o renomado antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, autor de Alma Selvagem. Ambos estarão na UFSC visitando a Feira em períodos diferentes: Eduardo Viveiros de Castro virá a convite do Curso de Antropologia para participar do colóquio internacional “Antropologia de Raposa” (de 8 a 11 de agosto) e Luiz Costa Lima participará, a convite da Pós-Graduação em Literatura, do “I Seminário dos Alunos de Pós-Graduação em Literatura da UFSC” (de 16 a 18 de agosto).

CRUZ E SOUSA E CARL EINSTEIN

As novidades não terminam aí. Quatro novas coleções de produção própria serão apresentadas ao público durante a Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU: “Visuais”, com a colossal obra Negerplastik/Escultura Negra, de Carl Einstein; “Urbanismo e Arquitetura da Cidade”, voltada para a produção de pesquisadores locais e internacionais, com o livro Arquitetura, Urbanidade e Meio Ambiente, de Almir Francisco Reis; “Direito e Saúde”, em parceria com a Fundação José Arthur Boiteux (Funjab), com o livro De Defensivos a Agrotóxicos, de Maria Leonor Paes Cavalcanti Ferreira e a esperada coleção “Repertório”. A reedição de Últimos Sonetos, de Cruz e Sousa, cuja publicação da UFSC, em 1997, estava esgotada há vários anos, inaugura esta última, Repertório, que vai publicar pequenos volumes clássicos de diferentes áreas das humanidades. “O motivo da coleção é ajudar o leitor a fazer uma biblioteca de textos básicos, a um custo bem baixo e com edição supercaprichada”, explica o diretor geral da Editora da UFSC, Sérgio Medeiros. Franklin Cascaes, Simões de Lopes Neto, Rodrigo de Haro e Michel Montaigne são os próximos dessa coleção de capa branca sobreposta e padrão gráfico elegante.

A edição brasileira inédita de Negerplastik/Escultura Negra, de Carl Einstein, traduzida por Inês Araújo e Fernando Scheibe (tradutor de Divagações, de Mallarmé), pela primeira vez em língua portuguesa, é outra contribuição aguardada no pensamento da arte. Em seu estudo clássico e paradigmático sobre a arte dos povos da África e da Oceania, o crítico alemão Carl Einstein provocou uma mudança definitiva na maneira ocidental de ver a arte dita “primeira” (ou primitiva).

Mais do que uma feira convencional, o evento servirá também para que o leitor tenha uma noção do padrão de livro universitário hoje em voga no Brasil, uma vez que títulos das melhores editoras universitárias estarão em exposição ao longo de todo o mês de agosto, lembra Medeiros. “Nosso papel como editora universitária é divulgar o melhor do conhecimento por meio da publicação de livros que possam ser comercializados a um preço bastante acessível, sem prejuízo da qualidade gráfica e editorial de cada volume”, pontua o coordenador da Feira Fernando Wolff. É overdose de novidade literária pra encher a prateleira e aquecer o espírito.
SERVIÇO

Feira de Livros da Editora da UFSC/LEU
Abertura: 8/8/2011
Encerramento: 2/9/2011
Horário de funcionamento:
segunda, terça, quinta e sexta – das 9:00 às 19 horas
quarta-feira: das 9:00 às 20h:30min
Descontos: de 50 a 70%

(Exemplos de livros com desconto:)
Anota aí – de R$ 20,00 por R$ 10,00
Anatomia sistêmica – de R$ 27,00 por R$ 13,50
Farmacognosia – de R$ 96,00 por R$ 48,00
Introdução à Engenharia – de R$ 39,60 por R$ 19,80
Estatística aplicada às ciências sociais – de R$ 42,00 por R$ 21,00
Pensar/escrever o animal – de R$ 39,00 por R$ 19,50

Raquel Wandelli, Jornalista na SeCArte/UFSC

Fones: 37219459 e 99110524

raquelwandelli@yahoo.com.br

www.secarte.ufsc.br

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