FITAFloripa trará inovações em 2013

23/07/2012 17:40
Festival Internacional de Teatro de Animação consolida o gênero no estado e planeja intercâmbio com grupos teatrais sul-americanos e pesquisadores franceses para a 7ª edição

Quem se encantou com o 6º Festival Internacional de Teatro de Animação pode esperar mais para a 7ª edição.  O próximo FITAFloripa já está sendo planejado. A novidade ficará por conta do maior número das peças de teatro da América do Sul. Segundo as coordenadoras do evento, o projeto para abrir as portas de espetáculos latinos no FITAFloripa já está em trâmite na Funarte (Fundação Nacional de Arte). Para 2013, as mesas de conversa serão fomentadas por estudiosos de países vizinhos. A iniciativa ambiciosa espera contar também com teóricos franceses da União Internacional de Marionetes (Unima) a fim de promover debates e palestras.


Foi-se o tempo em que bonecos e objetos variados restringiam-se a “brinquedos infantis”. Tendo como marco inicial o tradicional Cortejo de Bonecos pelo centro de Florianópolis o 6º FITAFloripa consolidou o teatro do imaginário unindo adultos e crianças de diferentes classes sociais. No balanço das atividades, a coordenação apurou que O evento atraiu aproximadamente 50.000 espectadores em 11 cidades catarinenses, além da capital: Blumenau, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Laguna, São José e Tubarão.


Cerca de 250 pessoas trabalharam direta e indiretamente na organização do Festival, cumprindo atividades de produção, fotografia, comunicação e assessoria de imprensa, apoio, apresentações, prestação de serviços, transporte, entre outras funções. Ao longo de sete dias, 75 apresentações a preços populares e gratuitos movimentaram o estado, sendo seis grupos internacionais e 17 nacionais.


Os frutos do evento não se limitam ao período do festival: ressoam entre o público e vão parar nas salas de aula. Cerca de 5.500 alunos e professores tiveram contato com diferentes linguagens teatrais. Caso seja aprovada a inscrição do projeto Fazendo Fita na Escola no MinC (Ministério da Cultura do Brasil), a cada semestre os alunos se beneficiarão com peças, oficinas e apresentações. O professor ainda receberá material pedagógico, incluindo um livro especial ilustrado com o boneco símbolo do evento, o FITA.


Enquanto a plateia teve acesso a espetáculos prestigiados e de qualidade, estudantes, artistas, especialistas e público participaram de uma dezena de atividades formativas gratuitas, incluindo mesas de conversa, oficinas, documentários, exposições e lançamentos de livros. “Essas atividades provocaram a discussão e o enriquecimento teórico sobre teatro de animação”, diz a coordenadora Sassá Moretti, professora do Curso de Artes Cênicas da UFSC.


“Pensar um festival significa transportar-se todo tempo a lugares e estéticas diferenciadas”, avaliam as organizadoras e precursoras do FITAFloripa, a professora do curso de cênicas Sassá Moretti e a cenógrafa do Departamento de Atividades Artístico-culturais da Secretaria de Cultura da UFSC Zélia Sabino, no relatório do evento. Além de arrematar o espectador para outro mundo, o transporte pela imaginação serve também para os diversos espaços físicos que servem como palco nas cidades: nos teatros e espaços convencionais; na rua com trânsito frequente de pedestres; em instituições beneficentes cujas pessoas tenham impedimento ou dificuldade de deslocamento.


A 7ª edição do FITAFloripa já tem apoios articulados. O secretário de Cultura da UFSC, Paulo Berton, professor docente de artes cênicas, salienta a importância do festival e afirma a sua continuidade dentro na universidade e também auxílio financeiro. “Existem poucos eventos de teatro de animação no Brasil. O FITA é importante, pois divulga o gênero no estado”, afirma o secretário. O projeto promete crescer e superar as expectativas do grande público e pesquisadores para o ano que vem.


Aline Takaschima
bolsista de comunicação da
Secretaria de Cultura da UFSC
(48) 99162945 e 37219459