Convidadas/os

Ailton Moreira

Ailton Moreira, engenheiro e poeta cabo-verdiano, escreve em português e crioulo cabo-verdiano, expressando o seu amor indelével pelas suas origens. Participa ativamente de grupos culturais e antologias. Em 2017 organizou e participou da antologia Versus na Kriolu. Em 2019, lançou o Pingu di Speransa, seu primeiro livro de poesia em crioulo cabo-verdiano. Foi participante e organizador da primeira Antologia Áfrika-Brasil: Versos Itinerantes (Afrikanse, 2021) e lançou no mesmo ano o seu segundo livro de poesia intitulado Lírios no Quintal Assombrado (Viseu, 2021). Em 2024 lançou seu primeiro livro de contos intitulado Incontido Ser(vo) (Penalux, 2024) e no mesmo ano lança a 2ª edição do Pingu di Speransa pela AiM Edições. Em 2025, lança o livro de poesia intitulado Na ondas di sodadi (AiM Edições, 2025). Atualmente Ailton Moreira atua como editor chef da AiM Edições, tendo já editado livros de autores brasileiros, cabo-verdianos e não só.

Énia Lipanga

Énia Lipanga é uma escritora, poetisa, jornalista e ativista moçambicana cuja trajetória é marcada pelo forte engajamento em causas sociais, especialmente na defesa dos direitos das mulheres e na inclusão de pessoas com deficiência. Ela é curadora e apresentadora do projeto “Palavras São Palavras”, um espaço artístico inclusivo que valoriza artistas periféricos e novos talentos. Também é mentora do movimento Incluarte, que promove a visibilidade de artistas com deficiência, integrando arte, acessibilidade e justiça social. Sua poesia e performances abordam temas como identidade, género, ancestralidade e direitos humanos, sendo reconhecida pelo impacto cultural e político que exerce.

No campo profissional, atuou como locutora e repórter em diversas rádios e televisões moçambicanas, além de colaborar com projetos voltados à comunicação para mudança de comportamento e promoção dos direitos humanos em organizações como IREX, MídiaLab e h2n. Entre suas contribuições sociais, destaca-se o lobbying pela aprovação da Lei de Combate e Prevenção a Uniões Prematuras e a promoção das Leis do Direito à Informação e Imprensa. Representou Moçambique em eventos literários e culturais em diversos países, como Portugal, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, África do Sul, Angola e Botswana.

Entre suas obras publicadas estão “Sonolência e Alguns Rabiscos”, primeiro livro de poesia moçambicano lançado simultaneamente em tinta e braille, “Para Enxugar as Nódoas dos Meus Olhos” e “Ensaios da Partida”. Em 2024, foi nomeada uma das 10 mulheres mais inspiradoras pela Hamasa Magazine, incluída entre as 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantu Man e condecorada com a Medalha de Honra e Direitos Humanos pelo Governo do Brasil.

Flavia Quintanilha

Flavia Quintanilha é poeta e filósofa. Natural de Maringá, nascida em 1969. Em sua trajetória acadêmica se formou em filosofia pela UEL – Universidade Estadual de Londrina, fez mestrado em filosofia na Unesp – Universidade Estadual Paulista de Marília/SP e doutorado em filosofia pela Universidade de Coimbra – Portugal.

Atualmente está finalizando o doutorado em Estudos da Tradução na UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisa na área da hermenêutica filosófica e filosofia da tradução. É membro colaborador do Instituto de Estudos Filosóficos na Universidade de Coimbra, editora associada na Philosophy International Journal, foi conselheira de cultura na área de literatura em Londrina, onde idealizou o movimento Artistas Livres. Participou como poeta paranaense convidada do projeto Pacotes de Poesia realizado pelo SESC Paraná. Tem poemas publicados em diversas revistas literárias, publicou os livros Aporias da Justiça (Novas edições Acadêmicas – 2015), A mulher que contou a minha história (Kotter – 2018), Desabotoar (Patuá – 2020), Sobre folhas e vento (Patuá, 2022) e O silêncio do dia (Folha Editora, 2025). Fundadora e articuladora do Mulherio das Letras SC. Idealizadora e editora do Jornal Poesia e da Folha Editora.

George França

Autor de “resto”, livro de poemas (Urutau, 2025). Professor de Língua Portuguesa e Literatura no Colégio de Aplicação. Doutor em Literatura pela UFSC. Embora escreva literatura há muito tempo, apenas resolveu publicar no último ano.

João Nilson Alencar

Professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, recém-aposentado, do CA/UFSC. Especialista em Literatura Brasileira (Especialização-UEM, Mestrado-UFSC), Doutorado em Teoria Literária (UFSC-UBA) e Pós-doutorado em Estudos Literários (UFMG). Possui diversos ensaios publicados sobre cultura e literatura contemporâneas, especialmente acerca da obra de Murilo Rubião, destacando-se a análise dos arquivos desse escritor, publicados em parte pela revista Muitas Vozes (v.4; N.2, 2015): Arquivo – máquina de (des)montar. Participante do NEPALP/UFSC (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alfabetização e Ensino de Língua Portuguesa).

Lino Peres

Lino Fernando Bragança Peres ou Lino Peres, arquiteto urbanista, formado em 1977 pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina.  Mestre e Doutor pela Universidade Nacional do México, UNAM em 1986 e 1994, respectivamente. Professor aposentado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2015 e professor voluntário no Departamento De Arquitetura E Urbanismo desta mesma universidade. Preside o Instituto Cidade E Território e Membro da Coordenação Colegiada do Fórum da Cidade de Florianópolis, SC. Foi e é pesquisador na área da habitação, planejamento urbano, plano diretor e mobilidade urbana com diversas publicações e com participação ativa em projetos de extensão junto a diversas comunidades de baixa renda desde a década de 80. Como professor voluntário, atualmente, coordena grupo de pesquisa PET/ARQ/UFSC e leciona na Residência em ATHIS (Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social) do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC. Tem diversas publicações, como mais recentes “Confrontos na cidade: luta nos 20 anos pelo Estatuto da Cidade” (2022) e “Crítica da política habitacional” (2025), organizado junto com o prof. Feancisco Canella. Tem atuado e assessorado movimentos comunitários e sociais na formulação de pareceres técnicos diante do Ministério Público Federal e Estadual e perante à Defensoria Pública. Foi vereador por dois mandatos por Florianópolis entre 2013 e 2020 com pauta centrada na luta por moradia, plano diretor, direitos humanos, meio ambiente e mobilidade urbana. Tem poemas escritos em sete publicações com o recente livro autoral Duplo Inteiro (setembro de 2024).

Márcia Feijó

Mulher negra, cis, 50+. Jornalista de profissão, escritora de existência (e resistência). As letras sempre fizeram parte da minha essência. Comecei a escrever aos 6 anos de idade e, desde então, registro a vida por meio da escrita. Como jornalista, durante mais de 20 anos atuei na área cultural, escrevi sobre literatura e sobre as histórias de muitas pessoas. A coletânea de Retintas foi minha inauguração na vida literária autoral. Em 2021, publiquei meu livro de contos Nova histórias errantes. Retintas 2 veio em 2024.

Marcio de Souza

 

Professor e Farmacêutico. MIlitante de causas humanitárias e, de outros animais e vidas diversas. Um atrevido em escritos, pretensamente, poéticos. Nascido no Continente e mudado para Ilha (Santa Catarina).

Mariana Queiroz

Mariana Queiroz nascida em Cuiabá – MT, migrante em Florianópolis. Graduada em Psicologia/UFSC (2015), com mestrado pela mesma instituição (2020). Tem experiência nas políticas públicas de Assistência Social. Atua como psicanalista desde 2015. Poeta, escritora, mediadora de oficinas de escrita e produtora de saraus (Mulheragens de Desterro, Sarau da Escadaria e Sarau do Sapateco). Publicou o primeiro livro, AVOA (2021), pela editora Urutau. Foi uma das dez finalistas do Prêmio Caio Fernando de Abreu, com o livro Tateio (2024) (ainda não publicado).

Marlene de Fáveri

 

Marlene de Fáveri, historiadora, poeta, escritora. Publicou, por último, o romance O Lenço e o Rosário (Ed. Insular).

Patricia Peterle

Patricia Peterle nasceu em São Paulo, cresceu no Rio de Janeiro e mora em Florianópolis. É poeta, crítica literária, tradutora e professora de literatura italiana na UFSC, atua também na Pós em Língua, Lit. e Cult. Italianas da USP. Traduz poesia italiana. Seus poemas foram publicados nas revistas Acrobatas, Mallamargens, Ruído Manifesto, Mirada Janela Cultura, na galego portuguesa Palavra Comum, na revista italiana Smerilliana. Seu último livro de ensaio é À escuta da poesia (Relicário), e os dois de poesia são Perdi o peão, mas aceito jogar (Quelônio), Quando a língua bate (7Letras).

Priscila Finger do Prado

Escritora e professora na UFSC. Autora dos livros Muito se teme a mulher que já não teme (Editora Patuá) e Cartas feministas (Editora UFPR).

Rosane Cordeiro

Rosane Cordeiro é uma manezinha de Florianópolis. É doutora em Letras pela UFSC. O encantamento pela escrita autoral e criativa levou-a a se debruçar em versos e prosas. Publicou: Teatro do Cotidiano (2014), De choros e velas: o feminino em verso e prosa (2018), O amor não cabe no peito (2019), Além do portão e outras crônicas (2021) e Entre nós (2023). Nos últimos anos tem se dedicado também à literatura infantojuvenil, fazendo contação dos seus livros: (In)verso (2022), Em cada canto, um conto, Zangão Zezé e Pedro Bola. Em 2025 lançou na FLIP, pela editora Caravana, o livro de contos: De espelhos, dores, cores.

Suelen Vieira

Suelen Vieira é escritora, poeta, artista visual e produtora cultural. Nascida em 1991 em Ceilândia, periferia do Distrito Federal, atua desde 2016 nos cruzos entre literatura, arte e cultura, articulando produção cultural, ativismo e linguagem poética a partir de sua experiência enquanto mulher negra e periférica.

Atualmente integra a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da UFSC, onde atua com eventos culturais, institucionais e oficiais. Participa de premiações desde 2017, com seleção no Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade (2018), entre outros. Em 2024, lançou seu primeiro livro, A roseira do meu quintal (Editora Caravana), durante a FLIP.

Yannick Frederico

Nasci em 15 de Agosto de 1994, dia da Nossa Senhora da Graça e feriado nacional em Cabo Verde, minha terra natal. É no ensino fundamental que pela primeira vez senti prazer em leitura. Sempre encorajado pela minha mãe, assaltava a pequena estante de livros do meu pai, que continha três volumes de enciclopédias nas quais pude ter, indiscriminadamente, contato com rudimentos de História, Filosofia, Matemática e Literatura.

Paulatinamente, o conhecimento e a cultura adquirida deixaram de ser, para o autor destaslinhas, uma forma de entretenimento e, gradativamente, passei fortemente, a considerar estas atividades como vias de aprimoramento pessoal e ferramentas de transformação da realidade social. Nesta percepção, a música passou a ser um livro sem páginas, a gastronomia me revelava a criatividade no manejo de alimentos de povos oprimidos e assim por diante. Quanto mais entrelaçada uma arte ou cultura está com a realidade social, mais sensibilizado e consciente me deparo. A partir deste marco inicia-se a gestação do meu senso de estética.

No ano 2012 deixo o arquipélago de Cabo Verde com destino à Coimbra, tendo o objetivo de cursar Economia. Chegando na cidade do rio Mondego, estabeleço relações intelectuais com estudantes africanos, ganho a consciência crítica do racismo e, nos perfumes desta conjuntura, germinam meus primeiros escritos sociais, sendo tudo isto inédito para mim.

A convite do meu pai deixo Coimbra em 2014, para me encontrar com ele em Agosto desse mesmo ano no Brasil. Desta data até ao presente momento, escrevi e declamei poemas em eventos da PEC-G, organizados pela PRAE da Universidade Federal de Santa Catarina, fiz a apresentação do livro Pingo d’ Speransa, redigi a sinopse do documentário Mário Lúcio: Um breve olhar sobre o encontro histórico de Brasil e Cabo Verde (disponível no Youtube), elaborado pela Tripous Produções, colaboro com o jornal Santiago Magazine e, redijo atualmente o prefácio do livro Na ondas di sodadi, do autor Ailton Moreira, que foi lançado em Florianópolis no final do ano de 2021.