Agenda Cultural
A Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC), da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE), está com inscrições abertas para o Edital Espaço Vivo – Fortalezas, para uso temporário das fortificações geridas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O edital regulamenta ensaios fotográficos, casamentos, jantares e outros eventos de curta duração, nas fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, Santo Antônio de Ratones e São José da Ponta Grossa.
As inscrições no Edital 007/2025/SeCArtE são gratuitas, mas há cobrança para uso dos espaços. Os proponentes devem ler o edital e apresentar três documentos: ficha de inscrição, projeto detalhado de execução do evento e documento de identificação pessoal ou da empresa proponente.
As propostas serão analisadas por comissão instituída especialmente para esse fim. Cabe ao proponente recolher a taxa de uso correspondente ao evento após aprovação da proposta. Depois do pagamento, a fortaleza é liberada para uso conforme o projeto aprovado.
Inicialmente, o período de inscrição vai até 05/03/2025. Depois disso, a comissão emitirá parecer sobre as propostas apresentadas neste período. Os proponentes terão oportunidade de corrigir algumas questões ou esclarecer pontos das propostas para que possam voltar para aprovação final da comissão.
Durante o período de inscrição e análise, não podem ser realizados eventos. Por isso, as propostas devem considerar o uso das fortalezas somente a partir de 07/03/2025. Nesse dia, estará aberta a forma de inscrição a qualquer tempo. Sempre que a data estiver livre, ou seja, sem propostas aprovada no período de inscrição inicial, qualquer pessoa ou empresa pode propor um evento para a data, nos mesmos moldes da inscrição inicial.
O Edital Espaço Vivo – Fortalezas estará vigente até 30/06/2025. Além de regulamentar o uso das fortificações para eventos, o edital também estabelece as regras para proteção do patrimônio histórico nacional durante essas atividades. Os recursos gerados pelas taxas de uso eventual são investidos na manutenção das fortalezas aos cuidados da UFSC.
Acesse: Edital 007/2025/SeCArtE
1ª Retificação do Edital 007/2025/SeCArtE/UFSC
2ª Retificação do Edital 007/2025/SeCArtE/UFSC
3ª Retificação do Edital 007/2025/SeCArtE/UFSC
Informações: fortalezas.ufsc.br | fortalezas@contato.ufsc.br | 48 3721-8302
>> Cronograma:
Inscrições de propostas: 24/02/2025 a 05/03/2025
Análise e seleção de propostas: 24/02/2025 a 06/03/2025
Divulgação dos resultados iniciais: 06/03/2025
Execução das propostas: 07/03/2025 a 30/06/2025
Entre os dias 4 e 29 de agosto, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe a exposição Memórias da Madeira, do artista Rodrigo Pereira. A exposição reúne 9 trabalhos representativos das séries produzidas por Rodrigo Pereira nos últimos anos. São trabalhos realizados sobre madeira (compensado naval), que materializa e enfatiza o discurso e a poética de suas obras. A presença do mar e as relações com a ocupação humana no litoral são permeadas e destacadas pelas memórias afetivas e a subjetividade do artista. A arquitetura marcante da cidade e seus personagens, como na homenagem à professora Antonieta de Barros, estão presentes nessa pequena mostra. Memórias da Madeira é formada pelas séries “Santuários da Ilha”, “Tainhas”, “Casarios do Largo da Catedral”, “Antonieta” e a mais recente, “Náufrago”.
>> Sobre o artista:
Desde a infância, Rodrigo Pereira se interessa por desenho e pintura. Esse encantamento pela execução manual, do fazer e criar, despertou cedo seu interesse pela arte. Estudou artes visuais em São Paulo, onde viveu por 16 anos, formando-se em Artes Plásticas (Licenciatura) pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP (1992). Também estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo – FAU-USP (1988-1993). Cursou até o 4° ano quando iniciou carreira profissional em Design Gráfico. Desenvolve um trabalho artístico desde a década de 90. Exerceu atividade profissional como editor, designer gráfico e ilustrador de livros, jornais e revistas. Seu trabalho transita por diversos temas e objetos de reflexão. Frequentemente celebra a paisagem de seu lugar, sua cultura, sua memória e sua diversidade. Trabalha principalmente com grafite e tinta acrílica. Utiliza também a colagem e o recorte, fazendo uso de diversos materiais, como papelão, papel impresso, plásticos, cordas e linhas. Emprega diversos tipos de suporte, usa com frequência a madeira (lâminas de compensado naval e MDF), além do papel e da tela de algodão.
Para mais informações, acesse o Instagram do artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Memórias da Madeira
Quando: De 04/08/2025 a 29/08/2025 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Onde: Espaço Expositivo Hall da Circulação da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
E-mail: rodrigodp23@hotmail.com
Informações: Instagram
De 5 de agosto a 30 de setembro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe a exposição Troncos, galhos e raízes, do artista Hélio Ormeu Ribeiro. A exposição retrata o encontro do artista com a natureza da sua cidade natal. Seu trabalho é desenvolvido sobre madeiras descartadas na mata, dando uma nova “vida” a elas. A parceria com a natureza é constante, e o artista procura intervir o mínimo possível sobre o material disponibilizado. Dessa parceria surgem ETs, dançarinas, rezadeiras, mulheres, enfim, vários personagens e criaturas adormecidas nos troncos, galhos e raízes.
>> Sobre o artista:
Hélio Ormeu Ribeiro nasceu em 1961 em Urubici. O artista vive e trabalha em sua cidade natal e em Florianópolis. Com formação em Engenharia Mecânica, pela UFSC, desenvolveu seu mestrado e doutorado em Ciência e Engenharia dos Materiais na mesma Universidade. Profissionalmente, atuou como professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Apesar de uma grande experiência de vida, no que diz respeito a artes visuais, iniciou seus primeiros passos como escultor no ano de 2021. O desenvolvimento da arte em madeira, algo totalmente novo e, pode-se dizer, improvável para alguém que passou a maior parte da vida trabalhando na área tecnológica, passou a ser uma forma de expressão das emoções e sentimentos dessa nova fase da vida do autor das obras.
Para mais informações, acesse o Instagram do artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Troncos, galhos e raízes
Quando: De 05/08/2025 a 30/09/2025 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Onde: Espaço Janela da Arte no piso térreo da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Contato: (48) 98436-8791
Informações: Instagram
De 11 de agosto a 5 de setembro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe a exposição Percursos de ser, da artista Leila Peters, no Espaço Expositivo Periódicos.
>> Sobre a artista:
Leila Peters é natural de Santa Catarina, professora de Educação Física do Colégio de Aplicação, instrutora de yoga e facilitadora de Biodanza. Possui doutorado em Psicologia pela UFSC e em Educação pela Université Paris 13 (França). Foi aluna de cerâmica de Isabela Sielski e Betânia Silveira. Descobriu a cerâmica como uma forma genuína de autoexpressão e considera-se uma aprendiz desta arte milenar.
>> Sobre a exposição:
As peças propõem narrativas que dialogam com a poesia de Cecília Meireles (Renova-te) e com os conceitos de “desintegração positiva” de Dabrowski e de “autopoiesis”, de Maturana e Varela. Leila acredita que a cerâmica é barro transmutado em arte. É poesia que se concretiza em sua forma, linhas, volumes, cores e texturas. O barro serviu de matéria prima para evocar processos de desconstruir-se, de desintegrar-se e de refazer-se como seres humanos, por vezes, desencadeados em momentos de crise existencial. Cruzar os braços frente ao vazio existencial, acolher seus próprios vazios, medos e dores, permitir ou não a ebulição das emoções, são escolhas que podem fazer emergir ou negar nossos potenciais inexpressados. Estes potenciais carregam consigo novos pontos de vista sobre nós mesmos. Desestabilizam nossos frágeis equilíbrios. Desvendam lugares muitas vezes não imaginados, mas que pulsam em nós. O convite aqui é de refletirmos sobre a possibilidade de nos reintegrarmos com estes espaços vazios em nós que, em conexão com o (im)permanente ciclo autopoiético da vida, nos incitam a sermos nós mesmos e a sermos os tantos outros em nós, cada vez mais alto, cada vez mais longe.
Para mais informações, acesse o Instagram da artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Percursos de ser
Quando: De 11/08/2025 a 05/09/2025 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Onde: Espaço Expositivo Periódicos da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Informações: Instagram
Está aberta ao público, no Pavilhão de Exposições do Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a exposição Cascaes entre linhas. Com curadoria do docente Ricardo Gaiotto de Moraes, do Programa de Pós-Graduação em Literatura, e da mestranda em Literatura Katiely Michielin, a exposição tece relações entre um poema inédito de Franklin Joaquim Cascaes e desenhos, esculturas e rendas de bilro do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC.
Da vasta obra de Cascaes – artista multifacetado que viveu de 1908 a 1983, acompanhando e registrando as transformações e manifestações culturais locais – foram destacadas as produções que retratam a arte da renda e da tecelagem, em esculturas em gesso e desenhos a grafite e nanquim. As obras fazem parte de um conjunto de mais de 2.800 itens do artista, que estão sob guarda do MArquE.
A exposição foi elaborada em parceria com a equipe técnica do MArquE e com o Laboratório SIGMO, e contou com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (PROEXT-PG-UFSC). A mostra Cascaes entre linhas integra a programação do 2º Colóquio Internacional ‘O Brasil Fora de Si’.
A exposição acontece no terceiro andar do Pavilhão de Exposições do MArquE e está aberta ao público de terça-feira a sexta-feira, das 7h às 19h (com entrada até as 18h30), no Campus de Florianópolis. A entrada é gratuita. Em casos de grupos de mais de seis pessoas, a visitação deve ser agendada pelo número (48) 3721-6421 (telefone fixo e WhatsApp para mensagens de texto).
>> Serviço:
O quê: Exposição Cascaes entre linhas
Quando: a partir de 22/08/2025 | de terça a sexta-feira | das 7h às 19h (com entrada até às 18h30)
Onde: Pavilhão do Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) | UFSC – Florianópolis
Quanto: Evento gratuito com entrada franca
Contato: (48) 3721-6421 (Telefone fixo e WhatsApp para mensagens de texto)
Informações: MArquE
O Hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, de 27 de agosto a 18 de setembro de 2025, a exposição Mirabilis – irmã, prima e padroeira das vidas secas, de autoria e curadoria de Juliana Bleides. A abertura acontece no dia 27 de agosto, quarta-feira, às 16h, com entrada gratuita e classificação indicativa livre.
Inspirada na Welwitschia mirabilis, planta ancestral do deserto da Namíbia que resiste ao tempo, à aridez e ao isolamento, a mostra toma essa metáfora como ponto de partida para refletir sobre a resistência silenciosa e transformadora de quem habita os desertos sociais.
O projeto se constrói como um gesto político e poético, trazendo para o centro da universidade corpos e narrativas queer, muitas vezes silenciados ou invisibilizados nos espaços institucionais. Assim como a Mirabilis desafia a lógica botânica, os corpos dissidentes florescem onde se dizia impossível: presenças resistentes, múltiplas e orgânicas, que revelam outras formas de existir e reinventar a vida.
A exposição reúne obras de quatro artistas queer – Alma Passos, Buba Benjamim, Hugo Seraphin e Thiago Müller Hartmann – em um exercício de autoinscrição, subjetividade e criação. Entre o digital, a arte têxtil, a pintura, a instalação e as intervenções urbanas, cada trabalho revela desertos íntimos e caminhos de resistência, fazendo do íntimo denúncia, do corpo arquivo e da arte refúgio
Ao ocupar o Hall da Reitoria da UFSC, Mirabilis propõe deslocar a arte queer para o espaço institucional, tornando visíveis existências que, como a planta que a inspira, persistem e se reinventam mesmo sob condições adversas.
>> Sobre os artistas:
Alma Passos
Nascida em Florianópolis (SC), a artista é formada em Museologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tem a base de sua poética ligada a autorretratos, produzidos através de desenhos e fotografias. Sua narrativa gira em torno das percepções de si mesma, reflete referências no mundo da maquiagem artística, teatro e moda, conversando com as possibilidades de criar identidade usando elementos pontuais, utiliza de modo recorrente o rosto branco, desproporções corporais e cabelos longos, representando: o vazio, o inevitável e uma escolha. Possui outras produções que expressam caráter existencial, sem focar na aparência do corpo físico, ainda dialogando com as sensações causadas pelo mundo.
Buba Benjamim
Buba é natural de Porto Alegre(RS), graduando em museologia na UFSC e oficineiro do coletivo Barriga do Monstro. Participou da coleção “Cenas Urbanas” em 2019 pela oficina de gravuras do Centro Integrado de Cultura/FCC. Tem como base experimentações com técnicas de xilogravura e serigrafia transitando entre linguagens de fotografia, arte digital, colagens, lambes e intervenções urbanas para compor processos artísticos.
Hugo Seraphin
Hugo nasceu em Florianópolis (SC). Atualmente é estudante de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Suas artes trabalham a permanência da renúncia, tal como a impermanência da presença; questões que transitam entre si, formam significados concretos ilusórios, uma linguística humana mental e biológica, tão crua e visceral na forma de se ver e sentir, tão completa ao ponto de ser oca e passageira. Desenhando corpos que lutam e agonizam com o mundo que o abandona e com eles próprios; corpos que lutam para preservar o resquício do sopro de vida que lhes resta. Contudo, intrínseco ao contorcimento do âmago está a sensualidade, satisfação e beleza do que é agora e o que um dia já foi.
Thiago Müller Hartmann
Nascido em Curitiba, em 1999, Thiago é formado em Design de Moda e atualmente também é estudante de Museologia na UFSC. Atua nas artes visuais e performáticas, conciliando pinturas, figurinos e a teatralidade. Com experiência no teatro Lala Schneider, produziu o desfile do 24º Festival de Teatro do Lala. Participou da Bienal Virtual de Arte Contemporânea de Curitiba de 2021 com a videoarte Absolutamente Tudo Chega ao Fim. Em 2024 realizou a primeira edição da exposição individual Paixão, Morte, Ressurreição, Sacrilégio na Galeria da UFSC, exposição essa que teve sua versão ampliada com mais obras e uma instalação que percorria todo o espaço expositivo na Galeria de Arte Municipal do Mercado Público de Florianópolis. Trabalhou com figurinos em Curitiba, tanto no teatro quanto para videoartes e fotografias e integrou exposições independentes em bares da cidade. Seu trabalho também inclui performances em teatros, festas e vídeo-performances.
Sobre a curadora:
Juliana Bleides
Juliana é graduanda em Museologia pela UFSC e formada como Agente de Turismo pelo Centro de Tecnologia do Amazonas. Com experiência em curadoria, produção e mediação cultural, atua com foco na democratização do acesso aos espaços museais, integrando inclusão, acessibilidade e diversidade em seus projetos. Participou de projetos como Fazendo Cruzos (2022/2023), A Alquimia do Detalhe: Explorando o Estúdio Naturalista (2023), exposição curricular Ruas, Lares & Laços (2024) e o Festival Urbanidades: A Rua é Delas (2025). Atua como figurinista e projetista da CIA Amazônia em Cena. Possui formação complementar em curadoria, economia criativa e planejamento museológico, além de ter atuado em instituições como o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC e o Espaço Cultural BRDE Gov. Celso Ramos, onde atualmente estagia.
>> Serviço
O quê: Exposição Mirabilis – irmã, prima e padroeira das vidas secas
Quando: Abertura – 27/08/2025 – quarta-feira – às 16h | Visitação – 27/08 a 18/09/2025 – de segunda a sexta-feira | das 7h às 19h
Onde: Hall da Reitoria | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Florianópolis
Quanto: Exposição gratuita e aberta a todos os públicos
Informações: Departamento Artístico Cultural | dac@contato.ufsc.br | 48 3721-3853
De 1 a 30 de setembro, a Biblioteca Central, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebe a exposição Invisibilidades eletivas, da artista Andrea V Zanella.
>> Sobre a exposição:
O Brasil foi o último país das Américas a assinar uma lei proibindo a escravização de pessoas, e os ecos da política de exploração e morte do período colonial continuam soando fortes. Somos todos/as herdeiros dessa cultura escravocrata, seja na condição de integrantes de famílias que se beneficiaram de algum modo dessa necropolítica, seja como descendentes de pessoas escravizadas ou seus mercadores. Nossa história – a minha, a sua, a de cada um/a de nós – é marcada pela violência da colonialidade e da branquitude que, tal como fantasma eletivamente invisibilizado, segue objetificando vidas e se inscrevendo em nossos corpos. Esta exposição reúne obras que apresentam, como fio condutor, a problematização dessas questões. São pinturas realizadas com tinta e massa acrílica sobre telas de duas séries de trabalhos: “Filhas de criação” e “Violência da Branquitude”. Expressão comum no sul do Brasil, “filhas de criação” faz referência à prática de “adoção” informal de crianças que ficam sob os “cuidados” de uma família que não a originária. Aparentemente uma boa ação, trata-se de cordialidade perversa: em troca desse “cuidado”, de ser tratada “quase” como um membro da família, essas “filhas” executam tarefas domésticas sem acesso a direitos trabalhistas e à herança. “Violência da branquitude”, por sua vez, reúne trabalhos que apresentam o fantasma da colonialidade, sem rosto e não racializado, tensionando o silenciamento histórico em relação a hierarquias raciais, a privilégios e à preservação de um ideário escravagista que se atualiza constantemente no Brasil. A apresentação ao público dessas obras, em sua maioria inéditas, traduz o desconforto e o compromisso da artista, mulher branca, cisgênero, com as lutas antirracistas e contra a desigualdade social. Uma luta contra práticas de subjugação de vidas que, consciente ou inconscientemente, intencionalmente ou não, continuamos a reproduzir, a partir de nossos lugares sociais e condições de classe, de gênero e raça, constituídos sob a égide dos privilégios da branquitude.
>> Sobre a artista:
Andrea V Zanella é artista visual, professora titular da UFSC (1994-2019), docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia. A partir de insignificâncias, de rastros e restos de experiências que lhes são significativas, a artista problematiza, por meio de linguagens e materiais variados, questões relativas à produção social de memórias e esquecimentos e aos processos de subjetivação. Vem realizando exposições individuais e participando de exposições coletivas desde 2018. Dentre seus escritos no campo das artes, destacam-se: Pesquisa, arte e vida: encontros, questões, inquietações (Pedro & João Editores, 2024); Poemias (Cais Editora, 2020); entre outros.
>> Sobre o curador:
Lucas Figueiredo Lopes realizou graduação (2010) e mestrado (2015) em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Atuou entre janeiro de 2010 e junho de 2014 como museólogo no Museu de Arte Moderna Murilo (UFJF) com ênfase na catalogação de acervos museológicos. A partir de agosto de 2014 atua no Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, no cargo de Museólogo com ênfase em exposições museológicas. Desenvolveu trabalho como curador nas seguintes exposições: “Cascaes no MArquE -2016”, “Rendas de Bilro – Coleção MArquE” – 2017 , participou do processo de Curadoria Compartilhada da exposição “Tecendo Saberes pelos Caminhos Guarani, Kaingang e Laklãnõ-Xokleng”- 2018, “Franklin Cascaes: Artista” 2022-2024” e no processo de Curadoria Compartilhada da exposição “Terras e Águas” inaugurada em março de 2024, na condição de curador e produtor.
Para mais informações, acesse o site e o Instagram da artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Invisibilidade eletivas
Onde: Espaço expositivo Hall da Circulação na Biblioteca Central
Quando: De 01/09/25 a 30/09/25 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Informações: Instagram | Site
De 2 a 30 de setembro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe a mostra Poéticas contemporâneas: memória e arquivo promovida pelo Núcleo de Estudos Literários & Culturais (NELIC) do Centro de Comunicação e Expressão (CCE).
Como parte da programação do seminário Poesia — há futuro? Expressão, ética, subjetividade, organizado pelo NELIC, a exposição apresenta uma seleção de revistas literárias, publicações críticas e edições raras de obras poéticas que documentam e acompanham a trajetória da poesia brasileira desde os anos 1950 até hoje. Entre os destaques estão exemplares das revistas Noigandres, José, Código, Navilouca, 34, Qorpo Estranho e Cavalo Azul, Sibila, Inimigo Rumor, Babel, Medusa, Cacto entre outras.
>> Sobre a exposição:
A mostra dialoga diretamente com os temas do seminário, que resultam de encontros semanais dedicados ao estudo de poetas como Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski, Cacaso, Chico Alvim, Dora Ferreira da Silva, Roberto Piva, Waly Salomão e Hilda Hilst. Ao reunir esse material, a exposição busca valorizar a diversidade da produção poética moderna e contemporânea brasileira, destacando também a importância da preservação de acervos e memórias literárias.
Para mais informações, acesse o Instagram, o site do NELIC ou o site do evento.
>> Serviço:
O quê: Exposição Poéticas contemporâneas: memória e arquivo
Onde: Galeria de Exposições Hall Principal da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quando: 02/09/2025 a 30/09/2025 | segundas-feiras às sextas-feiras | das 7h30 às 22h
Quanto: Evento gratuito com entrada franca
Informações: Instagram | Site do NELIC | Site do evento
Contato: nelic@contato.ufsc.br
De 8 a 12 de setembro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, no Espaço Expositivo Lounge, a mostra Guardiões do Sabor e da Memória, de Ingrid Michelle Florentino.
>> Sobre a exposição:
A exposição propõe um percurso visual e sensorial pelo universo do mezcal (México) e da cachaça (Brasil), a partir de uma abordagem centrada nos saberes locais e nas experiências dos sujeitos produtores, mais do que nos produtos em si. As imagens apresentadas foram produzidas durante o trabalho de campo da pesquisa de doutorado que investiga os processos de patrimonialização destas bebidas tradicionais e suas tensões entre autenticidade e mercantilização. A exposição pretende valorizar os modos de vida, os contextos territoriais e os vínculos comunitários que sustentam a produção artesanal dessas bebidas, destacando sua dimensão cultural e simbólica. Como atividade complementar, será realizada uma degustação comentada com pequenas amostras de mezcal e cachaça, acompanhada de uma fala explicativa sobre os resultados parciais da investigação, promovendo o intercâmbio de saberes entre Brasil e México.
>> Sobre a artista:
Ingrid Michelle Florentino é doutoranda visitante na UFSC, no âmbito de cooperação acadêmica internacional.
>> Serviço:
O quê: Exposição Guardiões do Sabor e da Memória
Onde: Espaço Expositivo Lounge da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quando: De 08/09/25 a 12/09/25 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Contatos: (+52) 72 9145-3358 | michelleflorentinocampos@gmail.com
Em celebração ao centenário de nascimento de Salim Miguel (1924-2024), um dos mais proeminentes escritores, editores, jornalistas, roteiristas e gestores culturais brasileiros e catarinenses, a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da Universidade Federal de Santa Catarina (SeCArtE/UFSC), por meio do Programa de Extensão Centenário de Salim Miguel apresenta a Mostra Fílmica Salim Miguel – 100 Anos. A mostra consistirá em quatro sessões audiovisuais, apresentadas no Teatro Carmen Fossari nas quintas-feiras, de 4 a 25 de setembro sempre às 19h.
A sessão desta quinta-feira, 11 de setembro, exibe o filme Eglê. Após o filme haverá bate-papo com a diretora Adriane Canan. A atividade é livre e gratuita para toda comunidade.
>> Sobre o filme:
Eglê é muitas. Poeta, escritora, editora, tradutora, comunista, mãe, companheira, roteirista, professora perseguida e presa pela ditadura civil-militar. Uma trajetória de coerência e generosidade. Uma catarinense que abriu caminho para muitas mulheres. Aos 95 anos, conta sua história de luta e esperança.
>> Sobre a diretora:
Adriane Canan é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, com especialização em Jornalismo, Novas Tecnologias e Linguagens Contemporâneas pela Unochapecó. Trabalhou na Rádio FM Cultura de Porto Alegre e como repórter da Agência Carta Maior, produzindo matérias para rádio on-line. Fez curso de Roteiro Avançado na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de Los Baños, em Cuba, e desenvolve projetos em documentário e ficção.
>> Eglê – Trailer
>> Serviço
O quê: filme Eglê | Mostra Fílmica Salim Miguel – 100 Anos
Quando: 11/09/2025 | quinta-feira | 19h
Onde: Teatro Carmen Fossari | Departamento Artístico Cultural – DAC | Rua Desembargador Vítor Lima, 117 – Trindade, Florianópolis – SC
Quanto: Evento gratuito e aberto para toda comunidade
Classificação: Livre
Informações: salimmiguel100anos.com.br
O Igrejinha Musical, ação do Departamento Artístico Cultural (DAC) da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da Universidade Federal de Santa Catarina (SeCArtE/UFSC), em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), apresenta no dia 12 de setembro, às 19h, na Igrejinha da UFSC, recital com o Duo Titton-Zamith, formado pelos músicos João Titton (violino) e Maurício Zamith (piano). O evento é gratuito e aberto a comunidade, com entrada liberada por ordem de chegada.
O dueto, ativo desde 2013, tem se destacado no cenário da música de câmara brasileira, realizando apresentações no Brasil e no exterior, além de promover oficinas para jovens músicos.
O Duo Titton Zamith tem como foco a valorização da música de câmara brasileira, promovendo a cultura nacional por meio de interpretações dedicadas e envolventes. A dupla destaca-se por apresentar repertórios que abrangem desde compositores consagrados até obras contemporâneas pouco exploradas, contribuindo para a difusão do conhecimento musical no país.
>> Sobre Titton-Zamith
João Titton é doutorando pela UNICAMP, mestre pela University of Cincinnati (EUA) e graduado pela EMBAP. Atualmente, é professor de violino no curso de Bacharelado em Música da Udesc. Foi fundador de grupos como o Quarteto Brasilis e o Quinteto de Cordas de Curitiba, e atualmente integra o Quarteto Cruz e Souza. Como spalla e solista, já se apresentou em orquestras renomadas, incluindo a Orquestra Filarmonia SC e a Orquestra do Estado do Mato Grosso. João também participa como professor em festivais nacionais, como o FEMUSC e o Festival Internacional de Música de Gramado.
Maurício Zamith é pianista e professor do Departamento de Música da Udesc, onde atua na área de piano dos cursos de Bacharelado e Licenciatura. É doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre pela UNICAMP e bacharel pela USP. Durante sua carreira, foi premiado em concursos nacionais de piano e música de câmara e produziu o CD Tempo Composto, com obras de professores da Udesc. Desenvolve pesquisas sobre as relações entre tempo, análise e performance musicais, com publicações e produções artísticas na área.
>> Igrejinha Musical
Idealizado em julho de 2022 pelo Departamento Artístico Cultural, o projeto busca incentivar e valorizar a música instrumental e autoral no espaço da Igrejinha da UFSC, promovendo acesso e difusão da cultura musical para toda a comunidade. O Igrejinha Musical apresenta durante o período letivo da Universidade atrações culturais gratuitas. As apresentações do Igrejinha Musical estão disponíveis no canal do YouTube do DAC. Para mais informações, acesse o site do DAC.
>> Serviço
O quê: Igrejinha Musical | Recital Duo Titton-Zamith
Onde: Igrejinha da UFSC | Rua Desembargador Vítor Lima, 117 – Trindade, Florianópolis – SC
Quando: 12/09/2025 | sexta-feira | 19h
Quanto: Evento gratuito – entrada liberada por ordem de chegada
Classificação: Livre
Informações: Departamento Artístico Cultural | 48 3721-2497 | Instagram DAC – Instagram Igrejinha Musical
Canais do YouTube: Igrejinha Musical
A Biblioteca Central e a Sala Verde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentam a exposição Do descarte à criação: os ecocadernos da Sala Verde de 15 de setembro a 10 de outubro, no térreo da BU, no campus Trindade, em Florianópolis. A exposição apresenta um recorte da trajetória das oficinas de Ecocadernos ao longo dos últimos anos na Sala Verde UFSC.
Iniciada em meados de 2012, a partir do Projeto Oficinas para uma Vida Consciente, a criação de ecocaderno é uma das práticas mais realizadas pela Sala Verde. “Por meio da reutilização de materiais descartados, os Ecocadernos ganham forma, significados e se transformam em agentes que guardam novas memórias a partir de práticas sustentáveis”, afirma a organização.
O público poderá conhecer alguns modelos confeccionados durante as oficinas, revelando uma riqueza de expressões, apresentando diversas técnicas de costura e possibilidades de reaproveitamento de papéis.
>> Serviço:
O quê: Exposição Do descarte à criação: os ecocadernos da Sala Verde
Quando: De 15/09/2025 à 10/10/2025 | segunda-feira à sexta-feira | das 7h30 às 22h
Onde: Espaço Expositivo Lounge da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quanto: Evento gratuito com entrada franca
Contato: (48) 3721-6105 e (48) 3721-6469 | salaverde@contato.ufsc.br
Informações: Site
O projeto de extensão FantastiCatarina, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), promove o Clube de Leitura dos Horrores, que retorna às atividades em 18 de setembro, às 18h30, na sala 213 do Bloco A do Centro de Comunicação e Expressão (CCE). O debate do próximo encontro será sobre a obra de horror gótico O grande deus Pã, de Arthur Machen. A Editora DarkSide, apoiadora do projeto, colaborou com brindes para os mediadores de leitura e para sorteio entre os participantes da leitura crítica.
>> Sobre o FantastiCatarina:
O projeto reúne pessoas que compartilham a paixão pelo medo e pela forma intrigante como o fantástico e o aterrorizante revelam muito sobre a sociedade. Interessados(as) em participar dos debates podem comparecer aos encontros programados na agenda do FantastiCatarina. No segundo semestre de 2025, as reuniões acontecem uma vez por mês até dezembro.
O projeto também realiza oficinas, rodas de conversa e minicursos promovidos pelo grupo. As atividades são gratuitas, abertas ao público e com certificação.
Para mais informações, acesse o Instagram do projeto.
>> Serviço:
O quê: Clube de Leitura dos Horrores
Onde: Sala 213, Bloco A | Centro de Comunicação e Expressão (CCE) | UFSC – Florianópolis
Quando: 18/09/2025 | quinta-feira | 18h30
Quanto: Evento gratuito com entrada franca
Informações: Instagram
Nesta sexta-feira, 19 de setembro, às 18:30h, a Igrejinha da UFSC recebe mais uma edição da Roda de Choro da UFSC. O evento é livre e gratuito com participação aberta, basta trazer um instrumento musical.
O evento é uma realização do Departamento Artístico Cultural (DAC), vinculado à Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A iniciativa reúne músicos de diferentes idades, aproximando discentes, docentes e a comunidade externa em um evento gratuito e repleto de partilha de experiências artísticas. A Roda de Choro fortalece laços entre a comunidade interna e externa da UFSC e entre diferentes gerações.
>> Serviço
O quê: Roda de Choro UFSC
Quando: 19/09/2025 | sexta-feira | 18:30h
Onde: Igrejinha da UFSC | Rua Desembargador Vítor Lima, n. 117 – Trindade, Florianópolis – SC
Quanto: Evento gratuito e aberto para toda comunidade – participação aberta, basta trazer um instrumento musical
Informações: Site | Instagram| dac@contato.ufsc.br
O Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE/UFSC) inaugurou no dia 24 de setembro, a exposição Sonhar o rio: do direito à luta pela paisagem. A mostra, que segue até 12 de dezembro de 2025, reúne obras de 15 artistas latino-americanos que discutem a crise hídrica e a destruição dos rios amazônicos. A exposição fez parte da décima edição do Experimenta: Rufar os tambores: O samba vai passar.
Com curadoria de Gabriel Bicho e produção de Erika Artmann e realização da Sala Verde UFSC, a exposição é resultado das ações do projeto Muluca (Mundo-Lugar-Casa), criado em Porto Velho (RO) em 2024. A iniciativa nasceu a partir da seca histórica que atingiu a Amazônia em 2023, impactando fauna, flora e o cotidiano das populações ribeirinhas.
>> Sobre as obras:
As obras, em formatos de textos, colagens, fotografias e ilustrações digitais, já ocuparam ruas de diferentes cidades brasileiras no formato lambe-lambe, entre elas Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Porto Velho (RO) e Pacatuba (CE).
O objetivo foi provocar reflexões locais sobre a relação com os rios e suas memórias, conectando-as à luta pela preservação das águas amazônicas. “Nossos rios, como a literatura indígena mostra e o próprio Ailton Krenak diz, são hiper interligados. Em algum momento, os rios da Amazônia se conectam com os rios do Sul e do Nordeste. Temos essa grande teia que corta o país inteiro”, explica o curador.
>> Sobre a exposição:
No MArquE/UFSC, a exposição marca a primeira vez em que o projeto ocupa um museu universitário. “O museu cedeu o espaço, e a Sala Verde/UFSC ofereceu os recursos que possibilitam a realização desta mostra, que traz à tona as inquietações dos artistas envolvidos”, destaca Bicho.
Participam da coletiva os artistas Ana Sabiá (SC), João Ferré (GO), Soph Divina (SP), Maria Tereza (ES), Jinnie Anne Pak (SP), Rick Rodrigues (ES), Amanara Brandão Lube (RO), Ederson Lauri (RO), Thalyta Alvaroz (CE), Kali (RO), Roma Brito (PA), Isabela Sá Roriz (RJ), Josiel Juruna (PA), Clara Nogueira (AM) e Daris Rubio (México).
Com mais de 60 anos de história, o MArquE/UFSC é reconhecido por seus acervos etnográficos, arqueológicos e de cultura popular, além de integrar extensão, pesquisa e ensino. Já o projeto Muluca busca investigar formas de musealidade a partir do cotidiano e da diversidade de corpos e territórios, ampliando narrativas sobre o norte do país.
Para mais informações, acesse o Instagram do projeto Muluca e o Instagram do MArquE.
>> Sobre o serviço:
O quê: exposição Sonhar o rio: do direito à luta pela paisagem
Quando: De 24/12/2025 à 12/12/2025 | de terça-feira à sexta-feira | das 7h às 19h (entrada até 18h30)
Onde: Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE) — Rua Engenheiro Agrônomo Andrei Cristian Ferreira, s/n, Trindade | UFSC – Florianópolis
Quanto: Entrada gratuita
Classificação: Livre
Informações: Instagram do projeto Muluca | Instagram do MArquE
De 1º a 31 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, no espaço expositivo Hall do Auditório, a mostra Dopamine Decor: a alegria das cores. A exposição é gratuita e está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h. A abertura ocorre nesta sexta-feira, 3 de outubro, às 19h.
>> Sobre a exposição:
Nesta exposição, cada tela é uma explosão cromática que celebra o poder da cor como fonte de prazer, vitalidade e bem-estar. Inspirada no conceito de dopamine decor, Roberta Moraes de Bem transforma pinceladas livres em linguagem de alegria, criando composições abstratas que vibram e transbordam emoção. Uma das propostas da mostra é oferecer ao visitante bem-estar, energia e um sentimento de completude e acolhimento, como quem se deixa abraçar pela cor. Mais do que contemplar, o público é convidado a sentir: permitir que a intensidade das cores desperte sorrisos, memórias e energia renovada.
>> Sobre a artista:
Roberta Moraes de Bem, natural de Florianópolis, é bibliotecária, servidora pública e artista visual. Desde a infância nutre fascínio pelas cores, pelas misturas de texturas e formatos, inspirada por influências familiares que a incentivaram a expressar personalidade através da arte e da criação. Em 2019 iniciou sua trajetória na pintura acrílica e participou de sua primeira exposição, Vernissage: As Cores da Música. Desde então, segue presente em outras mostras e desenvolvendo sua pesquisa artística. Sua produção se caracteriza por um estilo abstrato, vibrante e alegre, marcado pelo uso expressivo das cores e por uma energia estimulante, características que refletem não apenas seu processo criativo, mas também sua forma de estar no mundo.
Para mais informações, acesse o Instagram da artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Dopamine Decor: a alegria das cores
Onde: Espaço Expositivo Hall do Auditório da Biblioteca Central
Quando: De 01/10/25 a 31/10/25, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Contatos: (48) 98426-5050
Informações: Instagram
De 1º a 31 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, no Espaço Expositivo Periódicos, a mostra Era uma vez…, de Tibá. A exposição é gratuita e está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h. A abertura ocorre nesta sexta-feira, 3 de outubro, às 19h.
>> Sobre a exposição:
Por meio da coleta de galhos trazidos do mar, no intuito de alcançar equilíbrio e clareza mental, foi nas belas praias da Ilha de Florianópolis, especialmente na Praia da Daniela, que se obteve o material composto por troncos deixados pela maré. O processo criativo teve início com total liberdade e leveza, proporcionando vida aos pequenos troncos ressequidos. Sem qualquer expertise ou domínio técnico em pintura, a experimentação se deu com o uso de tinta PVA, porcelana fria e arames de cabide, resultando nas primeiras obras e esculturas que, por sua vez, motivaram novas jornadas criativas. O desfecho desse trabalho se traduziu na fusão da natureza e da beleza da Praia da Daniela, configurando-se em uma forma de prece e poesia que mescla a energia primordial da terra e do mar transformada em pequenos bonecos de madeira.
Sobre o artista
“Tibá” foi um apelido dado por amigos devido à origem do artista, a capital paranaense de Curitiba. Morando há oito anos em Florianópolis, é advogado e psicólogo; em relação as artes, se descreve como um amante e autodidata, fazendo experimentação em diversas técnicas, materiais e estilos para expressar conceitos e emoções. Já realizou exposições itinerantes. A comercialização das obras serve para a compra de materiais e dar continuidade à sua arte.
Para mais informações, acesse o Instagram do artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Era uma vez…
Onde: Espaço Expositivo Periódicos da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quando: De 01/10/25 a 31/10/25 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Informações: Instagram
Contato: tiba.arteemmadeira@gmail.com | (48) 99829-9902
De 1º a 31 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, na espaço expositivo Janela da Arte, a mostra Floraframe. A exposição é gratuita e está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h. A abertura ocorre nesta sexta-feira, 3 de outubro, às 19h.
>> Sobre a exposição:
Nesta exposição, cada imagem é uma moldura que detém o efêmero: pétalas que se abrem cores que vibram formas que dançam na luz. Floraframe apresenta um olhar sensível sobre flores revelando suas sutilezas através da lente fotográfica. Mais do que um registro botânico, cada fotografia é um gesto de contemplação. Um convite para ver o que, na pressa do cotidiano, muitas vezes passa despercebido: o silêncio vivo das flores, suas texturas, simetrias, imperfeições e encantos. Aqui, o enquadramento não aprisiona — ele eterniza. Um frame. Uma flor. Uma pausa.
>> Sobre a artista:
Thayse Hingst é bibliotecária de formação e fotógrafa por paixão. Com um olhar apurado e sensível, desenvolveu ao longo dos anos um vínculo íntimo com a fotografia, especialmente com os detalhes sutis da natureza. Em sua primeira exposição, dedicada ao tema das flores, revela seu talento em capturar a delicadeza das formas, das cores e dos instantes que muitas vezes passam despercebidos.
Para mais informações, acesse o Instagram da artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Floraframe
Onde: Espaço Expositivo Janela da Arte da Biblioteca Central
Quando: De 01/10/25 a 31/10/25 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Informações: Instagram
De 1º a 31 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, no Espaço Expositivo Salão Circulação, a mostra Muitas estações no Pântano do Sul, de Almir Francisco Reis. A exposição é gratuita e está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h. A abertura ocorre nesta sexta-feira, 3 de outubro, às 19h.
A mostra apresenta diversos trabalhos que têm como tema a natureza, a tradição e a vida cotidiana na praia do Pântano do Sul, no sul da Ilha de Santa Catarina.
>> Sobre a exposição:
A exposição Muitas estações no Pântano do Sul reúne obras de Almir Reis produzidas desde 2018, inspiradas na praia do Pântano do Sul, um lugar que reúne natureza, tradição, cultura e novos hábitos. O olhar do artista interpreta este lugar em diferentes momentos e em diferentes estações do ano. Expressa a natureza, as transformações contemporâneas e a sociabilidade no espaço praiano, onde estão imersos banhistas, caminhantes e pescadores – personagens da paisagem captada, na maioria das vezes em pintura ao ar livre. Neste processo criativo, Almir se apropria de diferentes técnicas como grafite, aquarela (a maioria realizada com água do mar) e acrílico sobre tela. Entre a linha e a mancha, entre o monocromático e as cores, explora e aprofunda sua poética e expressa a energia e plenitude do verão, o recolhimento do inverno e transições do outono e primavera.
Almir conduz nossa percepção para as várias camadas do significado da poderosa paisagem estruturada pela força da montanha e do mar, presentes em todas as obras. Cada obra fala sozinha, mas é o conjunto que carrega a força do lugar. Revela-se no artista também a sensibilidade do arquiteto-urbanista. Ao compartilhar conosco seu olhar sensível para a vida contemporânea, que a paisagem no sul da Ilha de Santa Catarina acolhe, nos convida a refletir sobre o futuro da potência deste lugar, que tem por fundamento sua riqueza ambiental e sociocultural.
>>Sobre a artista:
Almir Francisco Reis é arquiteto pela Universidade Federal de Santa Catarina (1984), mestre pela Universidade de Brasília (1993), doutor pela Universidade de São Paulo (2002) e pós-doutor pela Universidade Politécnica da Catalunha (2014). Possui diversos projetos arquitetônicos e urbanísticos, alguns com premiações nacionais. É professor Titular da Universidade Federal de Santa Catarina, dedicando-se ao ensino de Arquitetura e Urbanismo na graduação e na pós-graduação. Tem realizado inúmeros trabalhos de pesquisa estudando conceitos para o entendimento e a proposição do espaço urbano. A partir de 2000 incorporou às suas atividades pesquisas que inter-relacionam Arquitetura e Arte em diversas escalas. O desenho e a pintura são grandes paixões, estando sempre intrinsicamente conectados com sua atividade de professor e arquiteto.
>> Serviço:
O quê: Exposição Muitas estações no Pântano do Sul
Onde: Espaço Expositivo Salão Circulação da Biblioteca Central | UFSC – Florianópolis
Quando: De 01/10/25 a 31/10/25 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Contato: almir.reis@ufsc.br | (48) 98826-4595
De 1º a 31 de outubro, a Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebe, na Galeria de Exposições Hall Principal, a mostra Silêncios Naúticos. A exposição é gratuita e está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h. A abertura ocorre nesta sexta-feira, 3 de outubro, às 19h.
>> Sobre a exposição:
A exposição fotográfica focaliza os barcos, buscando captar o aspecto estético, bucólico, poético e pitoresco dessas embarcações. Os barcos desempenham um papel simbólico importante em toda mitologia. A exposição nos convida à reflexão, e desperta sentimentos de evasão, ficção, viagens, transportes, solidão, tranquilidade, etc.
>> Sobre o artista:
Francisco Medeiros é servidor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e trabalha na Biblioteca Setorial do CED. Tem graduação em Filosofia e especialização em Estudos de Jornalismo pela UFSC. Em suas horas de lazer pratica como hobby atividades artesanais, sendo a fotografia uma de suas grandes paixões no universo da Arte.
Para mais informações, acesse o Instagram do artista.
>> Serviço:
O quê: Exposição Silêncios Naúticos
Onde: Galeria de Exposições Hall Principal da Biblioteca Central
Quando: De 01/10/25 a 31/10/25 | segunda a sexta-feira | das 7h30 às 22h
Quanto: Exposição gratuita e aberta à comunidade
Informações: Instagram
Contato: f.medeiros@ufsc.br | (48) 99920-9789
A Professora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Maria de Lourdes Borges e o renomado pianista Pablo Rossi apresentam Concerto Filosófico: O Iluminismo de Kant na Música, um evento que une filosofia e música para explorar o Iluminismo kantiano por meio da arte. A apresentação combina reflexões filosóficas sobre razão, liberdade e estética com a execução de peças musicais que dialogam com o espírito do Iluminismo. Uma experiência única que convida o público a mergulhar na harmonia entre ideias e sons.
O concerto ocorrerá na Igrejinha da UFSC, no dia 1º de outubro, a partir das 19h. Os ingressos estão esgotados.
>> Sobre o evento:
Na primeira parte, os organizadores buscam relacionar o Sapere Aude do Iluminismo kantiano com a música de Beethoven, enquanto uma ruptura com o Cânone do Classicismo. Como exemplo, serão interpretadas a Sonata ao Luar Op. 27 e as 32 Variações em Dó Menor.
Na segunda parte, Borges e Rossi apresentam a composição Erlkönig de Schubert/Liszt, que se baseia num poema de Goethe. O texto do Erlkönig poderia ser visto como a oposição entre misticismo e razão, representados respectivamente pelo Rei dos Elfos e pelo pai de um menino que está doente. Ainda de Schubert/Liszt, eles trazem a peça Grechten am Spinnrade, numa alusão ao Fausto de Goethe.
Por fim, questiona-se se o Iluminismo e sua hipertrofia da razão não seria responsável pela desconsideração da natureza. Seria possível assimilar a preocupação com a sobrevivência da terra a um pensamento neoiluminista do século XXI? Nessa última parte, serão apresentadas obras de Gábri Mesquita e de Villa-Lobos.
>> Programação:
I. Ludwig van Beethoven:
- Sonata Op. 27, No. 2 – “Ao Luar”
- 32 variações em Dó Menor, WoO 80
II. Schubert/Liszt:
- Erlkönig
- Gretchen am Spinnrade
III. Gábri Mesquita
- Choro do Besouro
IV. Villa-Lobos
- Saudades das Selvas Brasileiras nos. 1 e 2
- Dança do Índio Branco
>> Sobre os idealizadores do Concerto:
Maria de Lourdes Alves Borges graduou-se em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), concluiu o seu mestrado em Filosofia em 1990 e o doutorado em 1996, ambos pelo UFRGS. Foi coordenadora da Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Secretária de Cultura e Arte da mesma instituição. Atualmente é coordenadora do GT Kant-ANPOF e professora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC.
Pablo Rossi estreou nacionalmente aos treze anos, se apresentando com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), sob a sob a regência do Maestro Roberto Minczuk, tendo sido o mais jovem solista a se apresentar com essa orquestra. Considerado pela crítica especializada um dos mais importantes nomes da nova geração de pianistas brasileiros, Pablo ganhou o primeiro lugar em mais de dez concursos internacionais. e vem construindo uma brilhante carreira em palcos nacionais e internacionais. O artista tem colaborado com as Orquestras de Câmara do Kremlin, de Moscou e de Auvergne, as Sinfônicas de Kirov, Brasileira (OSB) e de São Paulo (OSESP) e as Filarmônicas da Ucrânia, Minas Gerais e Goiás, dentre outras.
>> Serviço:
O quê: Concerto Filosófico: O Iluminismo de Kant na Música
Quando: 1º/10/2025 | quarta-feira | às 19h
Onde: Igrejinha da UFSC | Rua Desembargador Vítor Lima, n. 117 – Trindade | UFSC – Florianópolis
Quanto: Evento gratuito, ingressos estão esgotados
Contato: mariaborges@yahoo.com










