JOVEM DRAMATURGO É O DUPLO VENCEDOR DO CONCURSO ROGÉRIO SGANZERLA

19/04/2012 15:42

O Concurso Rogério Sganzerla de Roteiros para Cinema e Teatro, promovido pela Editora da UFSC, revelou na noite de quarta-feira (18) um novo talento da dramaturgia catarinense. Sob os pseudônimos Ariosto Montanha e Moreno Auc, André Felipe Costa Silva foi duplamente vencedor do concurso, para surpresa do público, que esperava dois primeiros colocados. O nome do ganhador foi divulgado pela secretária de Cultura e ArteMaria de Lourdes Borges, em cerimônia na sede da Fundação Cultural Badesc, quando a Editora da UFSC também lançou a reedição de Riverão Sussuarana, única obra literária do cineasta Glauber Rocha publicada em vida, que estava esgotada no Brasil há mais de três décadas.

 

Formado em Artes Cênicas pela Udesc em 2009 e mestrando em dramaturgia pelo Instituto Universitário Nacional DelArte, de Buenos Aires, André arrebatou os dois prêmios, por uma decisão unânime da comissão julgadora, com dois roteiros para teatro: Suéter laranja em dia de luto e Não sempre. “Temos com certeza uma revelação da dramaturgia aí”, assinalou o diretor da EdUFSC, Sérgio Medeiros. “Duas criações premiadas de um mesmo autor mostram talento e consistência”. Segundo o autor, ambas são suas primeiras experiências completas com roteiro para teatro, mas ele já fez algumas adaptações e está concluindo um terceiro roteiro chamado“A distância” que deverá também dirigir.

 

Como prêmio, André terá seusroteiros publicados ainda este ano em forma de livro junto com a biografia do autor e ainda três ensaios comentando suas peças assinados pelos integrantes do Júri, as professoras do Curso de Cinema da UFSC Clélia Mello, Dirce Waltrick do Amarante, do Curso de Artes Cênicas, e Márcio Markendorf, do Curso de Literatura. Ator do grupo Dearaque Cias, que participou da Maratona Cultural com a peça Medo de morrer longe de ti, André não estava presente na cerimônia e recebeu a notícia do resultado na manhã do dia seguinte (19) por telefone. “Fiquei muito surpreso e feliz”, diz o artista, que completou 25 anos no dia 14 último. A alegria aumentou porque foi triplamente vencedor: no mesmo dia, seu grupo de teatro também ganhou o Edital NelsonRodrigues, da Funarte, com uma peça em comemoração ao centenário de nascimento do autor.

Por considerar as peças de André muitosuperiores as demais criações apresentadas, entre um total de 15 roteiros inscritospara teatro e cinema, a comissão decidiu premiar duas obras do mesmo gênero. Um dos inscritos foi desclassificado porque se tratava de um romance, explica Clélia,que se surpreendeu com a escrita distinta das peças vencedoras, Suéter laranja mais leve e tragicômica e Não sempre mais dramática. “Pareciam duas personalidades muito distintas e não o mesmo autor. Essa maleabilidade mostra que existe aí um artista de fato”, comentou a presidente do Júri.

 

 

 

O ANO GLAUBER ROCHA

Antes da revelação do resultado, a Editora da UFSC promoveu uma mesa-redonda para discutir a importância do romance Riverão Sussuarana, de Glauber Rocha que foi lançado no mesmo evento parao Brasil. “Com essa publicação e a anterior, sobre a produção ensaística do cineasta catarinense Rogério Sganzerla, cumprimos um compromisso perseguido há dois anos de resgatar a obra literária de cineastas e intelectuais importantes para a cultura brasileira”, registrou Sérgio Medeiros.

 

Ao abrir a mesa redonda, JairFonseca, que assina o posfácio do livro com o ensaio “Guimarães Rocha e GlauberRosa”, salientou o grau de experimentação e ousadia com que o diretor de Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe brinca com os mitossagrados da cultura brasileira, como a figura do sertanejo e o própriosignificado emblemático de Guimarães Rosa, autor de Grande sertão: veredas, que vira personagem da desnovela do cineasta tropicalista. “O romance é uma injeção deestímulo nos dias de hoje, quando a literatura brasileira se tornou tão careta”.

 

A intersecção pela linguagem e pela travessia do sertão entre os dois autores brasileiros, que dividem, além das iniciais, uma intertextualidade com a obra de James Joyce, outro inovador da linguagem narrativa, foi aprofundada pela professora Dirce. “Sua obra subverte as classificações de gênero, misturando novela, literatura de cordel, teatro, romance, poesia, música”, explica. Para ilustrar o painel, alunos do Curso de Artes Cênicas dirigidos por ela apresentaram uma divertida leitura performática da peça de teatro contida no romance, dando vida aos personagens sertanejos, coronéis e jagunços dessa parte da narrativa, de modo que os 30 anos da morte de Glauber foram bem marcados em Florianópolis.

 

 

 

 

 

 

 

 
SERVIÇO:

Riverão Sussuarana, GlauberRocha

Editora da UFSC

Lançamento: 18 de abril, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc, Centro de Florianópolis

De R$ 39,00, por R$ 28,00 – com desconto de 30% (no lançamento)

 

Texto: Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

Contatos: (48) 99110524 – 37219459

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

www.secarte.ufsc.br

Campus da UFSC será palco da dança universal

18/04/2012 14:36
Dança étnica, dança clássica, moderna e contemporânea, dança experimental.  Todos os tipos de dança serão reverenciados durante a Semana da Dança da UFSC, que a Secretaria de Cultura e Arte abre neste domingo, 22, às 9:30, com um Workshop ministrado pelos bailarinos internacionais Martin Kravitz e Fabíola Biasoli. Até o dia 29 de abril, quando se comemora em todo o mundo o Dia da Dança, o campus universitário será palco de uma programação intensa dedicada a essa arte, toda gratuita e aberta ao público. As atividades incluem mostras e performances ao vivo, videodança, conferência multimídia com Kravitz sobre a história da dança, lançamento de livro e oficinas.
As inscrições gratuitas para as oficinas abrem na quinta-feira, 19, pelo e-mail dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Qualquer pessoa pode participar dos cursos práticos de dança indiana, dança de salão, tango, danças circulares, dança contemporânea, dança do ventre, dança afro, balé clássico, entre outras modalidades, que ocorrerão no dia 27 de abril, nos períodos da manhã e da tarde, com início às 9 e 14 horas, nas salas de dança do Centro de Desportos e nas salas do Curso de Artes Cênicas da UFSC, bastando levar uma roupa apropriada para se movimentar. Somente as inscrições para ministrantes e participantes do Workshop já se encerraram.
 
DOIS MOMENTOS COM MARTIN KRAVITZ
 
“Movimento/Voz/Criação” é o nome do Workshop que Martin Kravitz fará com Fabíola Biasoli, nos dias 22 e 23 de abril, das  9:30 às 12:30 e das 14 às 17 horas, o Laboratório de Dança B do Bloco 5 do Centro de Desportos da UFSC.  Com 25 vagas, o curso é voltado para profissionais e estudantes da área artística (dança, teatro, performance, música). Na terça-feira (24/4), às 9:30 h, Kravitz  fará uma conferência multimídia sobre “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”  (Uma Vida na Dança: Pontes artísticas entre épocas e continentes). Com tradução simultânea e recursos multimídia, a conferência ocorrerá no auditório do Centro de Ciências da Educação, que tem capacidade para 80 lugares.
Nascido nos Estados Unidos e na França, Kravitz fará uma introdução sobre sua experiência em dança; principais influências artísticas; história profissional  como  bailarino,  professor e coreógrafo. A seguir apresentará vídeos com partes de espetáculos de artistas que influenciaram sua carreira, como “Night Journey”, de Martha Graham; “The Moor’s Pavane”, de José Limon e “Dreams” or “Rooms”, de Anna Sokolow. Exibirá fotos de espetáculos de Anna Sokolow e mostrará, em DVD, uma pesquisa com a voz de Meredith Monk. Por fim, o astro falará sobre o processo de criação de seu novo solo e mostrará imagens em vídeo do solo: “Rends-moi tes Mensonges”.
PERFORMANCE, MOSTRAS E LANÇAMENTO
 
As performances ocorrerão nos dias 25 e 26 de abril em diversos espaços alternativos do campus universitário e em diversos horários do dia. Para o dia 29 – Dia Internacional da Dança – estão programadas duas grandes atividades: a mostra de videodança, que ocorrerá às 17h30min, no piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, na UFSC e a Mostra de Dança, que ocorrerá no Teatro Garapuvu, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, com capacidade para 400 pessoas, a partir das 18 horas. “Será o momento mais colorido do evento, com a exibição de coreografias de diversos estilos e grupos de Santa Catarina”, explica a bailarina Janaína Santos, uma das coordenadoras.
 
Ainda no dia 29, às 17 horas, no piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, UFSC ocorrerá o lançamento do livro Trajetórias da Dança. Organizada por Vera Torres, Jussara Xavier e Sandra Mayer, a publicação da editora da Udesc traz uma coletânea de ensaios sobre os diferentes movimentos históricos dessa arte. Promovida pela Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, em parceria com professores do Curso de Artes Cênicas e Centro de Desportos, a Semana oferece a possibilidade de vivenciar um mosaico de modalidades e ritmos diferenciados de dança. “Também queremos proporcionar o acesso à pesquisa e ao conhecimento teórico sobre essa área”, explica a secretária Maria de Lourdes Borges.
Por: Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte/UFSC / / www.secarte.ufsc.br / 3721-9459 / 9911-0524/raquelwandelli@yahoo.com.br
 Mais informações: dia.da.danca.ufsc@gmail.com
Coordenadora: Janaína Santos janainasantos@reitoria.ufsc.br (Preg – 37218307 e 99597213)
Semana da Dança na UFSC: 
Realização: Secretaria de Cultura e Arte (SecArte)
e Comissão organizadora:
prof. Vera Torres/ Educação Fisica – UFSC
prof. Janaina Trasel Martins/ Artes Cênicas – UFSC
prof. Débora Zamariolli/ Artes Cênicas – UFSC
Janaina Santos/ Bailarina e Servidora – UFSC

Programação da I Semana de Dança na UFSC 
22 a 29 de abril de 2012 – campus universitário
Workshop “Movimento/Voz/Criação”
Ministrantes: Martin Kravitz e Fabíola Biasoli
Data: 22 e 23/abril
Horário: 09:30 às 12:30 e das 14;00 às 17:00 horas
Local: Laboratório de Dança B – Bloco 5 – CDS/UFSC
Vagas: 25
·         Necessário conhecimento prévio de dança ou teatro
Vídeo conferência:  “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”
Conferencista: Martin Kravitz
Data: 24/abril
Horário: 9 as 12 h
Local: Auditório do CED
Capacidade: 80 pessoas
Performances no Campus
Data: 25 e 26 de abril
Local: Campus da UFSC
Horários serão divulgados no início da Semana da Dança
Oficinas de Dança:
Data: 27 de abril
Local: Campus da UFSC (inscrições a partir de 19/4)
Períodos: Manhã e Tarde (a partir das 9 e 14 horas)
Não é necessário conhecimento prévio de dança
Mostra de Vídeodança
Data: 29 de abril
Horário: 17:30 horas
Local: Hall de entrada do Auditório Garapuvu, no Centro de Eventos
 
Mostra de Dança:
Data: 29 de abril
Horários: 18 horas
Local: Auditório Garapuvu, Centro de Eventos da UFSC
Capacidade: 400 pessoas
Lançamento de Livro
Data: 29 de abril,
Horário: 17 horas
Título: Histórias da Dança
Organizador: Vera Torres, Jussara Xavier e Sandra Mayer
Editora: Udesc
 Local: Piso superior do hall do Centro de Cultura e Eventos, UFSC
Todos os eventos são gratuitos e abertos ao público.

Santa Catarina ganha museu de padrão internacional

17/04/2012 16:07

Santa Catarina ganha neste mês um novo espaço museológico de qualidade e dimensões inigualáveis no Sul do Brasil. Depois de 10 anos de lutas por recursos para finalizar a construção do prédio com um padrão internacional de conservação e segurança, a Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina reabre ao público as portas do museu com uma nova e potente estrutura. No dia 24 de abril, às 19 horas, o reitor Álvaro Prata inaugura o Pavilhão de Exposições Antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, um prédio de quatro andares, sendo dois mezaninos, com 1.900 m2 de área, no qual a UFSC investiu R$ 5 milhões em recursos próprios para que o Estado esteja apto a abrigar diferentes exposições tanto do acervo institucional quanto de mostras itinerantes.

 
Com o novo prédio, o Museu Universitário, fundado em 1968 pelo Prof. Oswaldo Cabral, ganha identidade própria e passa agora a se chamar Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE). Em uma construção datada dos anos 40, uma das primeiras da antiga Fazenda Assis Brasil, onde a UFSC se instalou na década de 60, os pioneiros historiadores Cabral, Sílvio Coelho dos Santos e Walter Piazza iniciaram os trabalhos do museu. Agora, a antiga sede acomodará apenas a administração. O acervo, composto por objetos etnográficos produzidos por grupos indígenas e descendentes de migrantes, além da obra de Cascaes, que não podia ser exposta ao público por falta de espaços com condições de conservação, migrará para o novo prédio. A moderna construção está equipada com três grandes salas de exposições em condições ideais de climatização e um eficiente sistema de segurança com o monitoramente de seus espaços.
Na área construída, erguem-se quatro pisos, incluindo dois grandes andares, dois mezaninos e um amplo terraço com vista panorâmica na cobertura. A obra se diferencia pelas dimensões e também pelas condições de acessibilidade e deslocamento de acervos previstas na estrutura: há elevadores para todos os andares, áreas de circulação climatizadas, com amplos corredores e escadarias, rampas, estacionamento, facilidades de acesso aos espaços expositivos para cadeirantes, cegos e surdos.
A acessibilidade beneficia pessoas com diversos tipos de necessidades especiais e também o deslocamento dos acervos, que não precisarão circular pelo ambiente externo graças à integração arquitetônica entre a reserva técnica e os espaços de exibição e, ainda, entre o antigo prédio do museu e o atual. Destaca-se ainda uma estrutura diferenciada de apoio e incremento às atividades do museu, como o laboratório de restauração e salas para o desenvolvimento de programas educativos e culturais, como visitas mediadas,  contação de histórias,  oficinas de arte-educação e palestras, entre outras atividades. Na entrada do prédio, está previsto o funcionamento de um café e, no segundo andar, uma sala de estar para os visitantes. “Em termos comparativos, não existe no sul do Brasil uma estrutura museológica dessa magnitude. Santa Catarina contará com espaço ímpar”, diz orgulhoso o reitor Álvaro Prata.
TRÊS GRANDES SALAS DE EXPOSIÇÃO
Assinado pela equipe do Departamento de Projetos de Arquitetura e Engenharia da UFSC, o projeto arquitetônico visou uma construção elegante e neutra, em forma de paralelepípedo. Predominam o branco e a claridade nos amplos espaços de circulação e corredores, a fim de concentrar o olhar do visitante nas exposições e na experiência sensorial da visita. Os salões de exposição totalizam 800 m2 divididos em três espaços distintos, dotados, como todos os espaços do museu, de condições de temperatura e umidade adaptadas ao tipo de objeto a ser exposto. Todos os espaços expositivos receberam um sistema de iluminação adequado, piso em relevo para o uso de luminárias  móveis e paredes internas em vidro jateado.
O primeiro deles, no térreo, com 206 m2 possibilita a montagem de mostras de curta duração. No dia 9 de maio o novo pavilhão já dirá a que veio com a abertura da exposição “Ticuna em dois tempos”, que até novembro vai expor duas coleções de artefatos indígenas dos Ticuna, do norte do País. Uma delas, sob a guarda do MArquE, foi recolhida na década de 1960 por Sílvio Coelho dos Santos na região dos Ticuna, no alto Solimões, Amazonas. A outra coleção foi reunida na década de 1970 por Jair Jacmont, na cidade de Manaus e hoje se encontra no Museu Amazônico, da UFAM. Destacam-se a presença de objetos ligados ao “ritual da moça nova”, além de registros feitos pelo antropólogo Sílvio Coelho dos Santos, que incluem diapositivos e diários de campo. A exposição é um projeto desenvolvido a partir da Rede de Museus do Instituto Brasil Plural – IBP.
No segundo andar localiza-se um dos maiores espaços museológicos do País: uma sala de 472 m2, destinada a exposições de longa duração. Foi projetado para as exposições de acervo sob a guarda da instituição, no que se incluem os objetos arqueológicos, as coleções indígenas e das populações migradas para Santa Catarina a partir do período colonial, conforme explica a museóloga Viviane Wermelinger. “Com essa obra o museu Marque será uma referência na América do Sul porque poderá dar visibilidade ao seu importante acervo relativo às populações indígenas Caingang, Xocleng e Guarani”, acentua a secretária de Cultura e Arte, Maria de Lourdes Borges.
Há, ainda, uma terceira e elegante sala de exposição com 104 m2 no segundo mezanino, denominada Gabinete de Papel, que abrigará em breve a coleção de desenhos de Franklin Cascaes. O terraço é um capítulo à parte, pela vista da bela paisagem e pelas possibilidades que oferece de exploração para eventos culturais. Foi planejado para realizar exposições de materiais que podem ser submetidos a intempéries, como esculturas e grandes objetos não perecíveis e, ainda, para realizar concertos, apresentações de dança, lançamentos de livro, entre outros eventos.
A equipe do Museu, dirigida por Teresa Fossari, está criando um plano para o uso dos espaços museológicos temporários. Está previsto o lançamento, ainda em 2012, de um edital para exposições de curta duração. A Divisão de Museologia também elaborou e aprovou projetos para editais de fomento à área museológica, além de desenvolver ações como ciclos de palestras, pesquisas, oficinas, cursos. “Essa obra vai permitir que o museu cumpra, em sua plenitude, seu papel social e cultural, realizando ações voltadas à comunidade, à representação de sua identidade e à documentação da sua memória”, explica a diretora da Divisão de Museologia Cristina Castellano.
Sem financiamento extra ou recursos externos, contando apenas com o orçamento da UFSC junto ao MEC, a obra levou uma década para ser concluída, tempo em que o Museu ficou sem espaço expositivo, voltando-se para o desenvolvimento de pesquisas, qualificação dos espaços de reserva técnica e atendimento de pesquisadores externos. O projeto inicial, assinado pelo arquiteto Antônio Carlos Silva, foi sendo modificado e adaptado às transformações no próprio conceito de museu pelo arquiteto Roberto Tonera, também da UFSC. A diretora Fossari está convidando para a solenidade de inauguração instituições de fomento à cultura e empresários que poderão vislumbrar o potencial da instituição e constituir parcerias com a universidade buscando equipá-la e permitir seu pleno funcionamento.
HISTÓRIA COMEÇOU EM UMA FAZENDA
O marco inicial do Museu da UFSC se confunde com a prática pedagógica da antropologia em Santa Catarina. Foi a partir da criação da Faculdade de Filosofia, em 1951, que a Antropologia começou a ser ensinada no estado. Mais tarde, em 1964, os professores Oswaldo Rodrigues Cabral, Silvio Coelho dos Santos e Walter Piazza propuseram a criação de um Instituto de Antropologia, que viria a ser inaugurado em 29 de maio de 1968, com sede no campus da UFSC. Além do diretor Oswaldo Cabral, a instituição contava inicialmente com os professores Silvio Coelho dos Santos, Anamaria Beck e Edson Araújo. Motivados pela diversidade étnica de Santa Catarina, os primeiros projetos de pesquisa da equipe focaram as populações indígenas e pré-coloniais do sul do Brasil.
Texto: Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)
Contatos: (48) 99110524 – 37219459
SERVIÇO:
Reabertura do Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo
Rodrigues Cabral e inauguração do Pavilhão Sílvio Coelho dos Santos
Data: 24 de abril, às 19 horas
Local: Campus Universitário, próximo ao Colégio de Aplicação

Bailarino Martin Kravitz ministra curso gratuito na Semana de Dança da UFSC

16/04/2012 19:30

A Comissão de Organização da Semana de Dança da UFSC confirmou a participação do grande bailarino e coereógrafo Martin Kravitz no evento, que ocorrerá de 22 a 27 de abril no campus da UFSC. Kravitz fará um workshop gratuito de dança de dois dias sobre movimento, voz e criação ao lado da também bailarina e coreógrafa brasileira Fabíola Biasoli e no dia 24 ministrará a conferência “Uma Vida na Dança: Pontes artísticas entre épocas e continentes”. Outra novidade do evento, organizado pela Secretaria de Cultura e Arte com apoio de professores dos cursos de Artes Cênicas e Centro de Desportos, é a prorrogação das inscrições para professores e artistas.

 

Em função da grande procura, as inscrições para apresentações artísticas e proposição de oficinas para a Semana da Dança que abriram no dia 29 de março foram prorrogadas para o dia 18, quarta-feira, nas três modalidades: Mostra (no palco do teatro Garapuvu), Performances em dança (em espaços alternativos no campus) e Videodança. Os interessados em atuar como ministrantes devem preencher o formulário de inscrição disponibilizado no site www.secarte.ufsc.br e enviar por email para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Poderão se inscrever, em todas as categorias, estudantes, artistas e grupos profissionais ou amadores residentes em Santa Catarina. A divulgação dos selecionados será feita até 20/04.

Movimento/Voz/Criação é o nome do Workshop que Martin Kravitz fará com Fabíola Biasoli, nos dias 22 e 23 de abril, das  09:30 às 12:30 e das 14 às 17 horas, no
Laboratório de Dança B do Bloco 5  do Centro de Desportos da UFSC. As Inscrições, gratuitas, também devem ser feitas pelo e-mail dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Basta enviar
o nome e um breve currículo de um parágrafo. Com 25 vagas, o curso é voltado para profissionais e estudantes da área artística (dança, teatro, performance, música).

Na terça-feira (24/4), às 9:30 h, Kravitz  falará sobre  “A Life in Dance: Bridges between Artistic Eras and Continents”  (Uma Vida na Dança: Pontes artísticas entre épocas e continentes). Com tradução simultânea e recursos multimídia, a conferência ocorrerá no auditório do Centro de Ciências da Educação, que tem capacidade para 80 lugares. O dançarino norte-americano radicado na França fará uma introdução sobre sua experiência em dança; principais influências artísticas; história profissional  como  bailarino,  professor e coreógrafo. A seguir apresentará vídeos com partes de espetáculos de artistas que influenciaram sua carreira, como “Night Journey”, de Martha Graham; “The Moor’s Pavane”, de José Limon e “Dreams” or “Rooms”, de Anna Sokolow. Exibirá fotos de espetáculos de Anna Sokolow e mostrará, em DVD, uma pesquisa com a voz de Meredith Monk. Por fim, o astro falará sobre o processo de criação de seu novo solo e mostrará imagens em vídeo do solo: “Rends-moi tes Mensonges”.


Quem é Martin Kravitz?

Bailarino, coreógrafo e professor de dança contemporânea, nascido nos Estados Unidos, Martin Kravitz reside atualmente na França. Trabalhou como professor no Conservatório Nacional Superior de Paris e na Universidade Paris VIII. Atuou como professor de dança de diversas companhias de dança européias, como as companhias de Angelin Preljocaj, Jean-Claude Gallotta e Rui Horta. Ensinou também em diferentes escolas e projetos na Europa Ocidental, Turquia, África do Norte, Rússia, Japão e China.

Como bailarino solista atuou em criações como: “Odd Jobs at Unusual Hours” (Estranhos trabalhos em horas inabituais), “Dans l’Attente d’un Sign” (A espera de um sinal) e “Z”. Seu mais novo solo, “Rends-Moi tes Mensonges” (Devolva-me tuas mentiras) estreou recentemente. Com sua companhia, Companhia Martin Kravitz, criou vários espetáculos que foram apresentados na França, Alemanha, Espanha, Tunísia e Rússia.

Como bailarino/intérprete para outras companhias, Martin Kravitz dançou para a aclamada companhia “Utah Repertory Dance Theater” (1972 -1977), para a “Batsheva Dance Company” de Israel (1977 -1978), e em Nova Iorque para as companhias de Lynne Wimmer (1979 -1984) e Hannah Kahn (1983 -1984). Na França, dançou os espetáculos “Trois Generations “(Três Gerações) e “Des Gens qui Dansent” (Pessoas que Dançam) com o renomado coreógrafo francês Jean-Claude Gallotta. Participou também do espetáculo “Sous le Vertige” (Sob a Vertigem) de Kitzou Dubois e nos “events” da coreógrafa e bailarina Rosalind Crisp.

Sobre o Workshop:

O objetivo do trabalho do workshop Movimento/Voz/ Criação é permitir aos participantes a exploração das possibilidades de expressão da voz e do movimento utilizando-os como ferramentas úteis ao processo de criação. As aulas incluem um ateliê de experiência ao movimento (dança): o nível técnico do trabalho corporal é flexível (e será adaptado em função do nível dos participantes). a integração de uma respiração natural ao movimento será o ponto forte da atividade.
Os fundamentos das aulas de dança contemporânea são baseados na respiração, em movimentos dinâmicos do torso e de toda a parte superior do corpo, assim como no uso do peso natural do corpo. Controle e flexibilidade são desenvolvidos nos movimentos preparatórios durante a primeira parte da aula, com exercícios de aquecimento que incluem as bases do balé clássico.  Alguns elementos de Yoga e Tai-chi-Chuan também farão parte dos exercícios para criar uma circulação global de energia no corpo.
Kravitz fará também uma preparação ao trabalho de voz com a exploração da respiração apropriada para cantar, reforçando a importância da percepção das sensações corporais; o aprendizado dos exercícios de base (os vocalises) do canto e a aprendizagem de uma curta passagem de canto lírico. O trabalho de ateliê criativo começará com improvisações de movimento e voz, separadamente ou combinados, assim como de alguns jogos teatrais introduzidos de maneira livre e dentro da proposta geral do workshop.

A partir do momento em que os participantes se sentirem abertos a todas as possibilidades, os bailarinos darão inicio à abordagem da composição de curtas cenas em que vão misturar movimento e voz em temas escolhidas ou propostos. Uma apresentação informal do trabalho realizado pelos participantes é possível ao final do workshop.

 

Semana da Dança na UFSC:
Realização: Secretaria de Cultura e Arte (SecArte)
e Comissão organizadora:
prof. Vera Torres/ Educação Fisica – UFSC
prof. Janaina Trasel Martins/ Artes Cênicas – UFSC
prof. Débora Zamariolli/ Artes Cênicas – UFSC
Janaina Santos/ dançarina e servidora– UFSC (Preg – 37218307)

Apoio: Funarte e SECARTE/UFSC, Comissão Organizadora da Semana da Dança na UFSC

Inscrições: dia.da.danca.ufsc@gmail.br

Informações: www.secarte.ufsc.br

Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / / www.secarte.ufsc.br / 3721-9459 / raquelwandelli@yahoo.com.br

 

Mostra Cavalcanti recupera obra que reinventou a estética cinematográfica

16/04/2012 17:13


Figura emblemática de paradoxos e preconceitos centrais à história do cinema, Alberto Cavalcanti é hoje foco de um interesse crescente de alunos, professores e admiradores  do único cineasta brasileiro com experiência internacional significativa. De 23 a 27 de abril, o projeto Punctum: cinema e pensamento, do Curso de Cinema da UFSC promove a Mostra Cavalcanti, com exibição de onze filmes, apresentação de ensaios seguidos de debates por pesquisadores e profundos conhecedores da sua obra, como Rodrigo de Haro, Felipe Soares, Carmen Rial, Marina Moros, André Zacchi. A mostra visa reunir trabalhos em torno de temas relativos aos filmes e publicá-los, junto com os debates gravados, na Punctum, a revista do Curso (www.punctum.ufsc.br).

Nascido no Rio de Janeiro em 1897, Cavalcanti esteve no centro de momentos cruciais, trabalhando como diretor (de 58 filmes), roteirista, cenógrafo, diretor de som, de arte, montador, desenhista de produção, figurinista, arquivista e ator. Começou como assistente de L’Herbier em Paris, tornando-se em seguida nome central da vanguarda francesa dos anos 20 (Rien que les heures é exemplo disso e estará na Mostra). Nos anos 30 inicia, com John Grierson, no General Post Office Film Unit (GPO), a tradição do documentário inglês, hoje especialmente produtiva – Coal Face e Night Mail, do GPO, também serão exibidos. Na mesma época, torna-se um dos principais desenvolvedores da tecnologia e da estética do som no cinema, e dessa fase a Mostra inclui Went the Day Well? e Dead of Night.

Em 1949, Cavalcanti volta ao Brasil a convite de Assis Chateaubriand e, trazendo técnicos da Europa, assume a direção artística da Companhia Vera Cruz, iniciativa industrial ambiciosa que enfrenta oposição ferrenha e complexa, tanto da direita quanto da esquerda – até sua vida privada é revirada na imprensa. Nos anos 50, depois de filmar O canto do mar (filme que abre a Mostra), volta à Europa onde conhece Bertolt Brecht (e filma seu Herr Puntila, que estará na Mostra) e Joris Ivens, trabalhando também, em vários países, com teatro e televisão. Morre em 1982 em Paris.

Apesar das retrospectivas, biografias, e edições de cópias em DVD, Cavalcanti é ainda pouco conhecido do público. O interesse crescente de pesquisadores em torno dele faz ver todo um universo de conceitos e atitudes capazes de revolver e desativar muitas certezas quanto à arte, estética, história, nacionalidade, gênero etc.

Convidados

A cada dia a Mostra exibe cerca de duas horas de filmes e logo em seguida vêm as apresentações e os debates. No primeiro dia, segunda, 23 de abril, o convidado será Rodrigo de Haro, cinéfilo apaixonado que conheceu Cavalcanti e que tem em O canto do mar um embalo decisivo em sua vida de poeta e artista plástico.

Na terça, André Zacchi, mestrando em Literatura e formando em Cinema na UFSC, propõe uma leitura de filmes de Cavalcanti dos anos 30 e 40 (principalmente Night Mail, Went the Day Well? e Dead of Night) a partir de seu trabalho de Mestrado, voltado principalmente ao inumano. O debatedor será seu colega de Mestrado Lucian Chaussard, também formado em Cinema na UFSC, participante da seleção de filmes dos festivais Fam e Faça e crítico da revista Contracampo.

Na sexta-feira, último dia, a pesquisadora Marina Moros, com Mestrado e Doutorado em Literatura na UFSC, apresenta trabalho em torno de sua atual pesquisa de Pós-doutorado, também na UFSC, em torno dos documentários de Cavalcanti, em sua relação com conceitos como o de soberania – falará principalmente de Coal Face e Rien que les heures. A debatedora será sua supervisora, Carmen Rial, do Departamento de Antropologia e dos programas de pós-graduação em Antropologia e Ciências Humanas da UFSC, além de coordenadora do Núcleo de Antropologia Audiovisual (Navi), com pós-doutorado na mesma área pela École de Hautes Études em Sciences Sociales.

Na quarta e na quinta, os debates serão conduzidos pelos professores Antonio Carlos Santos, da Pós-Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, e Luiz Felipe Soares, do curso de Cinema e da Pós em Literatura da UFSC (ambos tendo feito também mestrado e doutorado em Literatura na UFSC).

 

Os filmes

23/4, segunda feira

  • O canto do mar (1952), 124 min: produção posterior à Vera Cruz, já para a Kino Filmes, do Rio. Experimentação no humanismo realista, enfocando a seca no Nordeste e suas consequências. Participação no roteiro de José Mauro de Vasconcelos, música de Guerra Peixe, fotografia exuberante de Cyril Arapoff e Paolo Reale. Com Luiz Andrade, Glauce Bandeira, Fernando Becker, Aurora Duarte.

24/4, terça feira

  • Night Mail (1936), 25 min: produção do General Post Office, a partir do poema de Wystan Hygh Auden, dirigido com Harry Watt e Basil Wright. Cavalcanti faz o som do filme, de desenho sofisticado. Com John Grierson.
  • Went the Day Well? (1942), 92 min: produção da inglesa Ealing (onde Cavalcanti trabalha depois de se afastar do GPO), tematizando a possível invasão da Inglaterra pelo exército alemão na Segunda Guerra. Com Leslie Banks, C. V. France, Valerie Taylor.

25/4, quarta feira

  • La P’tite Lili (1927), 15min: segundo filme de Cavalcanti, feito na França, com curiosa experimentação de texturas. Com Catherine Hessling (modelo de Auguste Renoir) e com Jean Renoir (no papel do proxeneta).
  • We Live in Two Worlds (1937), 15 min: produção do GPO (co-produção com a Suíça), com texto e voz de J. B. Priestley, sobre nacionalidade e cruzamento de fronteiras.
  • Herr Puntila und sein Knecht Matti (1960), 97 min, colorido: comédia musical, adaptação do texto de Brecht, co-produção entre Áustria e ex-Alemanha Oriental. Com Curt Bois, Heinz Engelmann e Maria Emo.

26/4, quinta feira

  • Yellow Caesar (1941), 24 min: produção da Ealing, debochando da figura de Mussolini, com montagem brincalhona de trechos de documentários e reportagens cinematográficas, alternados com desenhos (de Feliks Topolski). Marcel King, Sam Lee, Max Spiro e Jack Warrock imitam a voz de Mussolini.
  • Dead of Night (1945), 103 min: produção da Ealing. Personagens se reúnem numa casa e contam histórias estranhas. Cavalcanti dirige os segmentos Christmas Party e The Ventriloquist’s Dummy – nesse último um boneco de ventríloquo ganha vida. Parcialmente baseado em H. G. Wells. Com Mervyn Johns, Roland Culver, Mary Merrall, Googie Withers, Frederick Valk.

27/4, sexta feira

  • Capitain Fracasse (1928), 92 min: produção francesa, adaptação do romance de Téophile Gautier, em que o capitão recebe uma trupe de teatro e se apaixona por uma das atrizes. Com Pierre Blanchar, Lien Deyers, Charles Boyer.
  • Rien que les heures (1926), 35 min: produção francesa, experimentação com enquadramento, iluminação, montagem, imagens fragmentadas, como que acompanhando cenas de Paris referidas aos choques modernos. Com Blanche Bernis, Nina Chousvalowa, Philippe Hériat, Clifford McLaglen.
  • Coal Face (1936), 11 min: produção do GPO, também a partir de texto de Wystan Hygh Auden (assim como Night Mail), enfocando, com criatividade e imprevisibilidade de enquadramento e montagem, gestos de trabalhadores em minas de carvão. Com a voz do próprio Auden.

 

 

Filmografia de Alberto Cavalcanti (cf. http://www.imdb.com/name/nm0146709/):

La visite de la vieille dame (TV, 1971) / Les empaillés (TV, 1969) / Story of Israel (1967) / Yerma (1962) / The Monster of Highgate Ponds (1961) / Herr Puntila und sein Knecht Matti (1960) / La prima notte (1959) / A Rosa-dos-Ventos (segmento da Rússia) (1957) / Mulher de Verdade (1954) / O Canto do Mar (1952) / Simão o Caolho (1952) / For Them That Trespass (1949) / The First Gentleman (1948) / They Made Me a Fugitive (1947) / The Life and Adventures of Nicholas Nickleby (1947) / Dead of Night (segmentos Christmas Party e The Ventriloquist’s Dummy) (1945) / Champagne Charlie (1944) / The Halfway House (1944) / Waterlight (1943) / Went the Day Well? (1942) / Alice in Switzerland (1942) / Film and Reality (1942) / Yellow Caesar (1941) / A Midsummer Day’s Work (1939) / Men of the Alps (1939) / Four Barriers (1938) / Mony a Pickle (1938) / The Line to Tschierva Hut (1937) / We Live in Two Worlds (1937) / Who Writes to Switzerland (1937) / Message from Geneva (1936) / Coal Face (1935) / Pett and Pott: A Fairy Story of the Suburbs (1934) / New Rates (1934) / The Glorious Sixth of June (1934) / Coralie et Cie (1933) / Le mari garçon (1933) / Plaisirs défendus (1933) / En lisant le journal (1932) / Le jour du frotteur (1932) / Le truc du Brésilien (1932) / Nous ne ferons jamais le cinéma (1932) / Revue montmartroise (1932) / Tour de chant (1932) / À mi-chemin du ciel (1931) / Les vacances du diable (1931) / Dans une île perdue (1931) / A Canção do Berço (1930) / Toute sa vie (1930) / Le petit chaperon rouge (1930) / Rien que les heures (1930) / Vous verrez la semaine prochaine (1930) / Le capitaine Fracasse (1929) / La jalousie du barbouillé (1929) / En rade (1928) / Yvette (1928) / La p’tite Lili (1927) / Le train sans yeux (1927)

 

Apoio divulgação: Secretaria de cultura e Arte

 

 

Programação:

 

Filmes (18h30)

Comentador (20h30)

Debatedor

23/4, segunda feira

O canto do mar (1952),
124 min

Rodrigo de Haro

Luiz Felipe Soares

24/4, terça feira

Night Mail (1936), 25 min

Went the Day Well? (1942), 92 min

André Zacchi

Lucian Chaussard

25/4, quarta feira

La P’tite Lili (1927), 15min

We Live in Two Worlds (1937), 15 min

Herr Puntila und sein Knecht Matti (1960), 97 min

Luiz Felipe Soares

26/4, quinta feira

Yellow Caesar (1941),
24 min

Dead of Night (1945) ,
103 min

Antonio Carlos Santos

27/4, sexta feira

Le Capitaine Fracasse (1928), 92 min

Rien que les heures (1926), 35 min

Coal Face (1936), 11 min

Marina Moros

Carmen Rial

 

 

Glauber Rocha volta à cena com reinvenção do romance

16/04/2012 16:28


Capa atual

No aniversário de 30 anos da morte de Glauber Rocha, a Editora da UFSC resgata a dívida do Brasil com a obra literária de um dos seus mais inovadores e criativos artistas e intelectuais, que revolucionou o cinema e reinventou a língua portuguesa. Riverão Sussuarana, o único e definitivo romance do mentor do Cinema Novo, esgotado há mais de três décadas, ganha uma nova edição, publicada pela EdUFSC em parceria com o Instituto Itaú Cultural. O lançamento da obra ocorrerá em Florianópolis, no dia 18 de abril, às 19h, na Fundação Cultural Badesc, junto com a divulgação do resultado do Concurso Rogério Sganzerla: Roteiros (Cinema e Dramaturgia), promovido pela Secretaria de Cultura e Arte e Editora da UFSC em 2011.

Polêmico, vociferante, ousado, erudito e transgressor, Glauber sempre será um marco na cultura brasileira. Para dar visibilidade a esse acontecimento de repercussão nacional, a Editora programou três atividades culturais no mesmo dia em homenagem ao artista, além do lançamento do livro. O evento começa com uma mesa redonda sobre a importância de Riverão Sussuarana. Os professores Jair Fonseca, do Curso de Literatura da UFSC, e a professora Dirce Waltrick do Amarante, do Curso de Artes Cênicas, vão apresentar seus estudos sobre as relações do cinema e da literatura de Glauber com James Joyce e Guimarães Rosa. Fonseca mostra a influência de Rosa sobre os “filmes sertanejos” de Glauber, a exemplo de Deus e o diabo na Terra do Sol, de 1964, enquanto Dirce fala principalmente sobre as aproximações de linguagem com Joyce.

Na sequência, um grupo de alunos de diversas disciplinas do Curso de Artes Cênicas coordenados pela professora Dirce fará a leitura da peça teatral que integra o romance da página 119 a 137, interrompendo a narrativa épica com o que o autor chama de “teatrinho sertanejo”. Como a obra de Joyce, o livro mistura narrativa, teatro, poesia, jornalismo, explica a professora de teatro e crítica teatral. Glauber extrapola as classificações de gênero, como o próprio autor explica em entrevista em 1981: “O livro é ao mesmo tempo um manifesto literário e estético. A teoria e a prática daquele livro são transferidas para a música, para o cinema, qualquer tipo de arte. […] Incorpora uma espécie de renovela, de desnovela, de recordel”. Vão compor a leitura os alunos Jacqueline Kremer, Marina Vershagem, Angélica Mahfuz, Márcio Cabral, Lourenço Lombardi, Robson Walkowski e Eduardo Stahelin.

Por fim, serão conhecidos os nomes dos dois vencedores do Concurso de Roteiros promovido pela EdUFSC, que busca incentivar o surgimento de talentos como o de Glauber e Rogério Sganzerla em Santa Catarina, conforme o diretor da Editora, Sérgio Medeiros. A presidente da Comissão Julgadora, Clélia Mello, professora do Curso de Cinema, vai divulgar os dois roteiros que, num total de 15 inscritos, receberão como prêmio a publicação de suas criações em livro.  O catarinense Sganzerla, que pertenceu ao grupo de jovens cinemanovistas liderados por Glauber e Júlio Bressane, também teve sua obra ensaística publicada pela EdUFSC e Itaú Cultural em 2010, com Edifício Rogério.

Ao seu modo tropicalista e antropofágico de criação, Glauber processa as diversas contribuições dos grandes nomes da cultura moderna e pós-moderna com gênio crítico e inventivo, inovando na trama e na linguagem, crivada de neologismos e palavras-valise (onde vários vocábulos compõem um só). A obra teve um impacto estético e cultural silencioso, mas profundo, alcançando, como o cinema premiado de Glauber, admiradores no exterior. Além de uma espécie de alucinado making off sobre o romance feito pelo próprio autor, a edição traz duas resenhas analíticas assinadas por Jair Fonseca e o crítico Mário Câmara. Em seu ensaio, Fonseca afirma que Riverão Sussuarana é marcado pelo memorialismo, pela autobiografia e pela autoficção.

Assim, a “desnovela” de Glauber chega primeiramente para o público de Santa Catarina, depois para o resto do Brasil, a partir do lançamento, em São Paulo, na sede do Itaú Cultural, em data ainda não confirmada. Depois de dois anos de negociação com a família do cineasta, Riverão… sai publicado com duas capas sobrepostas: a original, desenhada pela viúva Paula Gaettan, na publicação da Record de 1978, e a atual sobreposta, da artista gráfica catarinense Lúcia Iaczinski, de modo que é possível ler nesse palimpsesto as tendências estéticas e políticas dos dois períodos históricos da cultura brasileira.

 

SERVIÇO:

Riverão Sussuarana, Glauber Rocha

Editora da UFSC

Lançamento: 18 de abril, às 19h

Local: Fundação Cultural Badesc, Centro de Florianópolis

De R$ 39,00, por R$ 28,00 – com desconto de 30% (no lançamento)

 

Texto: Raquel Wandelli (jornalista, SeCarte)

Contatos: (48) 99110524 – 37219459

raquelwandelli@yahoo.com.br

raquelwandelli@reitoria.ufsc.br

www.secarte.ufsc.br

 

 

 

 

Café Philo discute relações entre poder e sociedade

13/04/2012 11:54

Os estudos do historiador francês Marc Bloch sobre as relações entre poder, psicologia coletiva e crenças na sociedade contemporânea são o foco do segundo Café Philo de 2012. O professor do Curso de História da UFSC, Rogério Luiz de Souza, será o palestrante da 37ª edição do projeto. A palestra, seguida de debate, acontece nesta quarta feira, 18 de abril, às 19h na sede da Aliança Francesa.

Gratuito e aberto ao público, o projeto Café Philo ocorre a partir deste ano, quinzenalmente às quartas-feiras, sempre com a apresentação de um intelectual da atualidade abordando obras de pensadores franceses clássicos ou contemporâneos. “O objetivo é reunir a comunidade para discutir temas que tocam a experiência de viver juntos em uma mesma cidade”, explica o idealizador do evento, Pedro de Souza, professor da Pós-Graduação em Literatura da UFSC, que coordena o evento ao lado do professor Rogério Luiz de Souza. Os temas podem ser de ordem filosófica, política, religiosa, literária, entre outros.

 

O historiador

 

Marc Bloch notabilizou-se como um dos fundadores da Escola dos Annales. É considerado o maior medievalista contemporâneo e um dos maiores historiadores do século XX. Seus trabalhos e pesquisas reformularam os paradigmas nos estudos sobre o feudalismo. Foi responsável por importantes inovações no pensamento histórico, estimulando reflexões sobre a relação entre homem, sociedade e tempo na construção da História. “História é a ciência dos homens no transcurso tempo”, cunhou o autor.

Entre suas principais obras estão: La société féodale (1939); e Les rois thaumaturges: Étude sur le caractère surnaturel attribué à la puissance royale particulièrement en France et en Angleterre (1924) – traduzido para o português sob o título Os reis taumaturgos.(1993). Sua última obra, L’étrange défaite (Derrota Estranha, 1946), traz uma avaliação da derrota francesa na invasão alemã de 1940. Na fase final da vida, escreveu Apologia da História, obra que deixou inacabada ao morrer, em 16 de junho de 1944, fuzilado por agentes da Gestapo.

Nas próximas edições do Café Philo estão previstas conferências sobre Pierre Bourdieu e o sistema escolar, Foucault, Emmanuel Levinas e Henri Bergson . Em edições anteriores foram discutidas as ideias de autores como Foucault, Paul Ricoeur, Blanchot, Rousseau, Deleuze, Felix Guattari, Albert Camus, Derrida, entre outros. O ciclo é realizado em parceria entre a UFSC e a Aliança Francesa, organizado pelos professores Pedro de Souza (Literatura e Linguística) e Rogério Luiz de Souza (História), com apoio na divulgação da Secretaria de Cultura e Arte.

 

SERVIÇO:

O que: 37º Café Phillo

Quando: 18 de abril, às 19h

Onde: Sede da Aliança Francesa, Rua Visconde de Ouro Preto, 282 – Centro – Florianópolis/SC

Quanto: Gratuito, aberto ao público.

 

Próximas edições do Café Philo:

02 de maio – palestrante Norberto Dallabrida, sociólogo – tema: Pierre Bourdieu e o sistema escolar

16 de maio – palestrante Kléber Prado Filho – tema: Foucault

30 de maio – palestrante Wladimir Antônio da Costa Garcia – tema: Emmanuel Levinas

13 de junho – palestrante Marcos Montysuma – tema: Henri Bergson e a questão da memória

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Jornalismo da SeCArte/UFSC

3721-8729 / passaportecultural2@gmail.com

 

Informações para mídia:

99110524 e 37218729

www.secarte.ufsc.br

 

Informações para o público:

Pedro de Souza

tucosanda@gmail.com

DIA DA DANÇA VIROU SEMANA DA DANÇA NA UFSC!

12/04/2012 10:01

Em alusão ao Dia da Dança, comemorado em 29 de abril por todos os países, a UFSC decidiu promover não mais um dia dedicado a essa arte, mas uma semana inteira. De 22 a 29 de abril o campus universitário será palco de mostras, performances, palestras com dançarinos internacionais sobre a história da dança, mesas redondas, exposições de videodança e oficinas gratuitas. A semana vai oferecer um mosaico de todos os tipos e ritmos de dança, do clássico ao contemporâneo, do étnico ao experimental.

A primeira edição do evento ocorreu no ano passado, quando a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, em parceria com professores do Curso de Artes Cênicas e Educação Física, convocou uma comissão interdisciplinar para realizar o Dia da Dança na UFSC. A proposta foi tão bem recebida que neste ano a coordenação do evento decidiu ampliar a programação e realizar a Semana de Dança na UFSC, conta a secretária Maria de Lourdes Borges.
Promovido anualmente pelo Conselho Internacional da Dança (CID), o Dia Internacional da Dança  foi criado em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança da UNESCO. A data é uma homenagem ao nascimento do bailarino e mestre francês Jean-Georges Noverre (1727 – 1810), responsável pela introdução de novos paradigmas de criação coreográfica.
As inscrições para apresentações artísticas e proposição de oficinas abriram no dia 29 de março e vão até o dia 13 de abril. São três modalidades: Mostra (no palco do teatro Garapuvu), Performances em dança (em espaços alternativos no campus) e Videodança. Os interessados em atuar como ministrantes devem preencher o formulário de inscrição disponibilizado no site: www.secarte.ufsc.br e enviar por email para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com. Poderão se inscrever, em todas as categorias, estudantes, artistas e grupos profissionais ou amadores residentes em Santa Catarina.
Para maiores informações, escreva para: dia.da.danca.ufsc@gmail.com
Janaína Santos janainasantos@reitoria.ufsc.br (Preg – 37218307)
Por Raquel Wandelli / Assessora de Comunicação da SeCArte / / www.secarte.ufsc.br / 3721-9459 / 9911-0524
Semana da Dança na UFSC: 
Realização: Secretaria de Cultura e Arte (SecArte)
e Comissão organizadora:
prof. Vera Torres/ Educação Fisica – UFSC
prof. Janaina Trasel Martins/ Artes Cênicas – UFSC
prof. Débora Zamariolli/ Artes Cênicas – UFSC
Janaina Santos/ Dançarina e Servidora Tecnico Administrativa – UFSC

FEIRA TERMINA QUARTA COM PÚBLICO DE 20 MIL PESSOAS E 8 MIL LIVROS VENDIDOS

04/04/2012 10:37

Arminda Motta, administradora da Feira

Com a apresentação de Riverão Sussuarana, único e definitivo romance do cineasta Glauber Rocha, a Editora da UFSC encerra nesta quarta-feira (4), na Praça da Cidadania, sua Feira de Livros de volta às aulas. Em 30 dias de funcionamento, o evento registrou uma passagem de pelo menos 20 mil pessoas. Foram comercializados aproximadamente oito mil livros, entre lançamentos da EdUFSC, da Liga das Editoras Universitárias e de outras editoras comerciais. O sucesso das vendas permitirá que a Editora invista em novas publicações, como a reedição da obra de Franklin Cascaes e de um livro inédito no mundo do teórico francês Jacques Derrida.

Esgotado há mais de 30 anos, Riverão coroa uma série de 21 lançamentos de impacto nacional realizados durante o evento. Na quinta (5) pela manhã, enquanto os livros da mostra começarem a ser recolhidos e antes de as tendas da feira começarem a ser desarmadas, a Editora ainda atenderá o público, que poderá adquirir este e outros dos 1.800 títulos integrantes da mostra oferecidos com desconto entre 30 a 70%. O romance de Glauber será vendido na feira antes mesmo de seu lançamento (marcado para 18 de abril, na Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis) e antes mesmo de chegar ao mercado nacional.

As vendas superaram a da feira anterior, em agosto do ano passado, mas o grande salto, na avaliação do diretor da Editora, Sérgio Medeiros, foi qualitativo. “Conseguimos superar aquela imagem de que feira é um depósito de livros velhos, onde as editoras liquidam seu estoque. Em vez disso, procuramos realizar um evento cultural atrativo, com o lançamento diário de obras especialmente preparadas para a mostra”, salienta ele.  A presença do público também tornou a Feira o principal laboratório de teste da eficácia de capas e de títulos. “A partir das demandas levantadas, podemos atuar com mais cientificidade nas decisões gráficas e nas escolhas editoriais”, destaca Medeiros.

Para provocar essa mudança de conceito, a Editora investiu no marketing da feira, melhorando o espaço de exposição dos livros, a aclimatação do ambiente e os atrativos. Um dos principais incrementos foi a criação de um lounge junto ao pavilhão coberto da feira, com uma sala mobiliada para o público poder assistir apresentações musicais ao vivo e vídeos sobre os lançamentos, além de sentar para folhear os livros.  O lounge ou Tenda dos Autores permitiu que os escritores discursassem, autografassem seus livros e principalmente conversassem com os leitores durante os lançamentos.

Nesse espaço, a Editora realizou, durante quatro semanas seguidas, todas as quartas-feiras a partir das 17 horas, a Tarde de Encontro com Leitores, instituída pela primeira vez no evento. A série de encontros começou com o lançamento de A Gralha azul, da agricultora e professora Leonilda Pereira, no dia de março. Prestigiada por técnicos e professores de diversos departamentos e instituições públicos que atuaram com ela no projeto ambiental e social Gralha Azul, nos anos 90, Leonilda leu alguns poemas ao microfone. Na quarta-feira do dia 14, Rodrigo de Haro sensibilizou o público com a leitura dos poemas de “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas”, intercalada pela apresentação do duo Arirama, em um momento de raro lirismo. No mesmo dia, o professor Alberto Cupani lançou “Filosofia da Tecnologia” na presença de alunos e professores.

Na semana seguinte, Alckmar Santos, autor de Ao que minha vida veio, vencedor do Prêmio Salim Miguel de Romance; Rosvitha Blume e Markus Weininger, autores de Seis décadas de poesia alemã, reuniram uma pequena e persistente confraria de leitores e especialistas da área para discutir sobre literatura em volta da Feira.

Mas o maior público foi registrado no dia 28, quando Silveira de Souza compareceu à Feira para falar sobre Ecos no Porão 2. Incluído na lista do Vestibular da UFSC de 2013, o autor retribuiu a presença dos estudantes de ensino médio e de admiradores como o escritor Amílcar Neves fazendo a leitura dramática de um conto do livro. Durante mais de uma hora dialogou sobre a obra, respondendo perguntas dos alunos de Língua Portuguesa do Curso Incentivo, que compareceram em peso.

À noite do mesmo dia, o jovem filósofo Lincoln Frias formou uma espécie de ágora espontânea na Tenda dos Autores, reunindo a sua volta dezenas de alunos e professores do curso de Filosofia para debater seu polêmico lançamento “A ética do uso e da seleção de embriões”. A próxima feira da Editora da UFSC terá uma nova bateria de lançamentos e já tem data marcada: volta às aulas em agosto.

 

Preços de livros na Feira (podem ser adquiridos até quinta-feira, 5 de abril pela manhã):

Riverão Sussuarana, romance de Glauber Rocha (De R$ 39,00 por 28,00)

Poemas, de Rodrigo de Haro, com os volumes “Folias do Ornitorrinco” e “Espelho dos Melodramas” (de R$ 58,00 por R$ 40,00)

Homo Academicus, de Pierre Bourdieu (de R$ 56,00 por R$ 40,00);

O Espelho da América: de Thomas More a Jorge Luis Borges, de Rafael Ruiz (de R$ 31,00 por R$ 16,00);

Ecos no Porão II, coletânea de contos Silveira de Souza (relacionado na lista do Vestibular 2013 da UFSC) (R$ 15,00);

Filosofia da Tecnologia, de Alberto Cupani (de R$ 34,00 por R$ 17,00);

Gralha azul; nas asas da esperança, poemas de Leonilda Antunes Pereira (de R$ 12,00 por R$ 5,00)

Ao que minha vida veio, de Alckmar dos Santos, vencedor do Concurso Romance Salim Miguel (de R$ 29,00 por R$ 15,00);

Ongs e políticas neoliberais no Brasil, de Joana Aparecida Coutinho (de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Bioética, do filósofo José Heck (Série Ethica de R$ 26,00 por R$ 13,00);

A ética do uso e da seleção de embriõesLincoln Frias (Série Ethica, de R$ 36,00)

 

Percursos em teoria da Gramática, de Roberta Pires de Oliveira e Carlos Mioto; (de R$ 29,00 por R$ 15,00)

Matrizes e sistemas de equações lineares, de Nilo Kühlkamp (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Introdução à engenharia; conceitos, ferramentas e comportamentos, de Walter Antonio Bazzo e Luiz Teixeira do Valle Pereira (Série Didática – de R$ 26,00 por R$ 13,00);

Tecnologia da fabricação de revestimentos cerâmicos – Antônio Pedro (de R$ 22,00 por R$ 11,00)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Raquel Wandelli

Assessora de Comunicação da SeCArte

raquelwandelli@yaho..com.br

www.secarte.ufsc.br

www.ufsc.br

Informações: 37218729 e 99110524

Pensamento de Durkheim abre Café Philo deste ano

03/04/2012 13:57

As concepções do sociólogo, antropólogo e filósofo Émile Durkheim sobre o direito internacional no entre guerras são o tema da conferência da primeira edição de 2012 do Café Phillo. O professor do curso de direito Arno Dal Ri Júnior é o convidado da 35ª edição do projeto para falar sobre as ideias do pensador francês, conhecido pela obra O suicídio (1897) e pela estruturação das chamadas Ciências Humanas. A palestra, seguida de debate, acontece nesta quinta feira, 4 de abril, na sede da Aliança Francesa.

 

Gratuito e aberto ao público, o projeto Café Phillo ocorre na primeira quinta feira de cada mês, trazendo sempre um intelectual da atualidade para abordar obras de pensadores franceses clássicos ou contemporâneos. Em edições anteriores foram discutidas as ideias de autores como Foucault, Paul Ricoeur, Blanchot, Rousseau, Deleuze, Albert Camus, Derrida, entre outros. O ciclo é realizado em parceria entre a UFSC e a Aliança Francesa, organizado pelos professores Pedro de Souza (Literatura e Linguística) e Rogério Luiz de Souza (História), com apoio na divulgação da Secretaria de Cultura e Arte.

 

O pensador


Émile Durkheim é um dos pais da sociologia moderna e um dos fundadores da escola francesa. Considerado um dos melhores teóricos do conceito da coesão social, baseou seus estudos na afirmação de que “fatos sociais devem ser tratados como coisas”. Em sua obra concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos a sociedade como um todo integrado, que funciona de modo semelhante ao de um organismo biológico, onde opera o normal e o patológico. Por tentar estender ao estudo das humanidades a mesma cientificidade das ciências naturais, foi criticado por empreender uma visão funcionalista e acrítica sobre a história e sobre a sociedade. Entre suas principais obras estão: Da divisão do trabalho social (1893); As regras do método sociológico (1895) e As formas elementares de vida religiosa (1912).

 

Matheus Moreira Moraes

Estagiário de Jornalismo da SeCArte/UFSC

3721-8729 / passaportecultural2@gmail.com

Raquel Wandelli

Coordenadora de Comunicação Social da SeCArte/UFSC

raquelwandelli@yahoo.com.br

99110524 e 37218729

www.secarte.ufsc.br

 

SERVIÇO:

O que: 35º Café Phillo

Quando: 4 de abril, às 19h

Onde: Sede da Aliança Francesa, Rua Visconde de Ouro Preto, 282 – Centro – Florianópolis/SC

Quanto: Gratuito, aberto ao público.