Café com Dança recebe o bailarino Tuca Pinheiro nesta sexta, 08/06

06/06/2018 16:13

O ciclo de palestras e debates Café com Dança recebe nesta sexta-feira, 08 de junho, às 18h30 na Caixa Preta, o bailarino, diretor coreográfico, criador, professor e pesquisador em dança Tuca Pinheiro. O artista se propõe a compartilhar a pesquisa que vem desenvolvendo desde 2013 com o objetivo de investigar novos dispositivos que auxiliem o bailarino intérprete/criador em seus processos de criação/composição coreográfica em dança contemporânea. Tuca Pinheiro parte do que ele denomina “esburacamento” dos repertórios de movimentos, dos arquivos e dos códigos individuais já existentes. Esburacamento enquanto conceito de possibilidade de abrir frestas e deixar que ideias outras circulem. A instabilidade é assumida como suporte para a investigação em um entendimento de criação artística enquanto uma prática não assertiva.

Além da participação no Café com Dança, Tuca Pinheiro ministrará nesta sexta e sábado, das 13h às 17h, a oficina “A urgência da ineficiência”. A atividade gratuita faz parte da programação do projeto “Ensaio para Algo que não Sabemos“, de autoria das bailarinas Daniela Alves e Karina Collaço. As inscrições acontecem até terça 5 e podem ser feitas por e-mail ensaioparaalgo@gmail.com, com breve currículo e carta de intenção. A oficina disponibiliza 25 vagas voltadas para bailarina(o)s, artistas e interessada(o)s na arte do movimento. 

Esta oficina é um projeto realizado com patrocínio do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, FUNCULTURAL e Edital Elisabete Anderle/2017.

Apoio: Kirinus Centro de Movimento
Parceria: Cenarium Escola de Dança.
Informações: facebook.com/ensaioparaalgo

Serviços:

Café com Dança

O quê: Conversa e algo mais com o bailarino Tuca Pinheiro: A Urgência da Ineficiência
Quando:
08 de junho de 201818h30
Onde: Caixa Preta, bloco D, CCE, UFSC.
Entrada gratuita

Oficina A Urgência da Ineficiência: dispositivos para processos de criação coletiva em dança contemporânea – Tuca Pinheiro

Quando: 08 e 09/06 – das 13h às 17h
Onde: Cenarium Escola de Dança
Rua Eduardo Gonçalves D’avila 150, Itacorubi
Público alvo: bailarinos(as), artistas e pessoas interessadas na arte do movimento
Inscrições gratuitas: 25 vagas
Inscrição: enviar breve currículo e carta de intenção para o e-mail: ensaioparaalgo@gmail.com até o dia 05/06/2018.

Sobre Tuca Pinheiro:

Formado pela Escola de Dança da Fundação Clóvis Salgado (BH-MG),Stúdio Anna Pavlova (BH-MG), Centro Mineiro de Danças Clássicas (BH-MG), Studio Tatiana Leskova (RJ), prosseguiu seus estudos no Brasil e no exterior e fez parte do elenco de companhias como: Cia de Dança da Fundação Clóvis Salgado (1983-BH-MG), Balé do Teatro Guaíra (1984/1988-Curitiba-PR), Grupo Artdança (1988/1991- BH-MG), Grupo de Dança 1º Ato (1991/1999-BH-MG), Benvinda Cia de Dança (2000-BH-MG), ZikziraPhysicalTheatre (2002/2005Inglaterra/Brasil), Meia Ponta Cia de Dança (2006/2010-BH-MG), ClubeUr=Hor (2010/2013-BH-MG).

Bailarino convidado a integrar o elenco do longa-metragem “Cinzas de Deus” (2003-2004), dirigido por André Semenza e Fernanda Lippi, uma produção da ZikyziraPhysicalTheatre. Bailarino convidado a protagonizar o vídeo-documentário de dança “Uma Cachaça que se Chama Dança” dirigido por Cristiane Oliveira (coprodução do FID 2008). Artista convidado a coordenar a Residência Artística ZAT (Zona Autônoma Temporária) FID 2009 com a bailarina e coreógrafa Emmanuelle Huyn (França) e a ZAT FID 2011 com a bailarina e coreógrafa Lynda Gaudreau (Canadá).

Sobre ensaio para algo que não sabemos:

Compartilhamentos, atravessamentos, resistência. ensaio para algo que não sabemos é um laboratório de composição em dança contemporânea formado por Karina Collaço e Daniela Alves, subsidiado pelo desejo-incumbência de existir e fazer existir no mundo por meio da dança: uma dança que não parte de padrões pré-estabelecidos e aceitos pela sociedade em geral, mas que instaura novas concepções de sentido e significado; uma dança que parte de um corpo vulnerável e aberto, suscetível ao acesso de suas próprias e únicas experiências e também a novas experimentações a que se propõe, e não um corpo que apenas repete formas e procedimentos “bem-sucedidos” aos olhos do grande público. Entendendo o corpo como dispositivo e a arte como mecanismo de transformação, o ensaio se propõe a investigar as possibilidades de composição que o corpo estabelece com a potencialidade do gesto, assumindo um efetivo cruzamento entre arte e vida, abrindo frestas de interferência a novas significações simbólicas e poéticas.

Sobre o projeto Café com Dança:

O projeto Café com Dança foi imaginado como uma forma de oportunizar momentos de intercâmbio entre artistas, professores, pesquisadores, coreógrafos e estudantes da área artística e comunidade interessada na reflexão sobre dança na contemporaneidade. Teve início no ano de 2013 com o intuito de promover debates qualificados sobre questões relevantes e atuais envolvendo a dança em suas perspectivas pedagógica, histórica, sociopolítica e artística; assim como de contribuir para a formação de um público crítico e receptivo a questões relativas à dança e à arte contemporânea. Ao longo dos anos vem promovendo ações na UFSC, tais como a organização de palestras, mesas de discussão, projeções de vídeo-dança, vídeo-documentários, vídeo-palestras e atividades afins.

Ficha Técnica do Café com Dança:

Coordenação: Vera Torres – DEF/CDS
Bolsista: Madalena Mendes Brito
Identidade Visual: Mônica de Souza e Heliziane Barbosa
Apoio:  SeCArte, CDS e CCE /UFSC